sexta-feira, 27 de julho de 2012

O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA


Qual é o lema maçônico, a tríplice divisa da Maçonaria?
Muitos maçons brasileiros com certeza responderão: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”! Porém, a resposta não é tão simples assim.
A origem desse lema é política, surgindo na Revolução Francesa e pegado emprestado pela Maçonaria daquele país, que tratou de adotá-lo e divulga-lo.  A Maçonaria Brasileira, tão dependente da francesa, tratou de incorporá-lo e, desconhecendo a história da Revolução Francesa, fez o favor de popularizar entre seus membros uma inversão histórica dos papéis: na mente de muitos maçons brasileiros, foi a Revolução Francesa que pegou emprestado o lema da Maçonaria.
Já a Maçonaria de qualquer lugar que não seja descendente ou não tenha sido influenciada historicamente pela Maçonaria Francesa simplesmente desconhece “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” como lema maçônico. Para o restante do universo maçônico, algo em torno de ¾ da Maçonaria mundial, a Sublime Ordem possui outro lema:
Fraternidade, Alívio e Verdade”. Essa é a divisa original da Maçonaria, muito bem explorada pela Maçonaria britânica e norte-americana de forma simbólica, ritualística e filosófica. A Fraternidade, ou Amor Fraternal, é demonstrado pelo tratamento tolerante, respeitoso e igualitário do maçom para com os demais maçons e que também alcança a sociedade; o Alívio, ou Socorro, é o objetivo de cada atitude caridosa do maçom aos irmãos, seus familiares e a toda a humanidade; a Verdade é compromisso de cada maçom, que além de observá-la deve sempre busca-la.  Alguns estudiosos procuram relacionar tais grandes princípios com as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. A Verdade estaria ligada à Fé, pois Deus é a Verdade; o Alívio seria a demonstração de Caridade; e a Fraternidade representaria a Esperança de um dia todos os homens se tratarem como irmãos.
E assim como a Maçonaria brasileira costuma destacar a divisa republicana francesa de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” em seus diplomas, estandartes e adesivos, é bastante comum encontrar a divisa maçônica “Fraternidade, Alívio e Verdade” (Brotherly Love, Relief, Truth)  em brasões, anéis, placas e souvenires maçônicos pelos países de língua inglesa.
Não se espera que a Maçonaria brasileira renegue o lema de costume, já tão enraizado na cultura maçônica local. Mas que, pelo menos, essa questão sirva como mais um exemplo de como, com o passar dos anos, a Maçonaria Universal tem sofrido fortes influências externas regionais, diferenciando-se em cada país, tornando-se “Maçonarias”. Independente de ser algo bom ou ruim, trata-se de um fenômeno que deve ser reconhecido e observado de perto.
Fonte: www.noesquadro.com.br
Publicado no mensário Folha dos Templários da  Loja Cavaleiros de York Nº31

quinta-feira, 26 de julho de 2012

IMAGENS QUE SERVEM COMO EXEMPLO

Estas fotos foram tiradas já há algum tempo, mais precisamente, nos primeiros meses de 2010, poucos dias após o terremoto que  quase destruiu totalmente o Haiti. 
 
Estas imagens contêm mensagens impossíveis de serem descritas em poucas palavras. A FORÇA desses Ir.'. centro-americanos para manter a Loja em funcionamento deveria servir de exemplo a muitos maçons que pensam em se afastar da Ordem por motivos de menor importância.
 
 A esses Irmãos haitianos, eu dedico minhas preces, rogando ao G.'.A.'.D.'.U.'. que sigam vivendo em união e ergam novamente seu templo, para que a virtude continue  sobrepondo-se aos vícios.

por: Edison Teixeira AP.'.M.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. São José Nº 14

O PELICANO

O pelicano é conhecido como pássaro que alimenta suas crias com o próprio sangue até a morte se necessário.

Examinando as páginas do Grande Dicionário Enciclopédico da Maçonaria de Nicola Aslan, vamos encontrar a seguinte descrição sobre o Pelicano: "símbolo maçônico representado pelo pelicano derramando sangue pelos seus filhotes a que foi adotado pela maçonaria, na antiga arte cristã, o Pelicano era considerado emblema do salvador".
Este simbolismo tem por base uma antiga superstição, cuja falsidade foi demonstrada, mas, enquanto se acreditava nela, o Pelicano foi adotado como símbolo do Cristo, derramando o seu sangue pela Igreja e pela Humanidade.
A esta interpretação teológica, os místicos aplicaram, porém, outro significado, considerando o Pelicano como símbolo do próprio sacrifício, indicando que na medida em que damos , nossas posses, as nossas aquisições intelectuais, as nossas habilidades, alimentamos a nossa vida, desenvolvemos o nosso caráter e a nossa personalidade, sendo que, à medida que os anos passam, o nosso sacrifício se reflete em boas ações que perduram além da nossa vida, como que lembrando os sacrifícios que fizemos.
Entre os alquimistas, o Pelicano foi um utensílio que utilizaram para suas operações, e um símbolo.
Tratava-se de um alambique de vidro circular, de uma só peça, com o bojo encimado por um capitel tubulado, do qual partiam dois tubos opostos e encurvados, formando asa.
Estes tubos voltavam a entrar lateralmente no bojo, de modo que o líquido destilado recaía constantemente dentro dele. Não se sabe bem se o nome de Pelicano foi aplicado pelos alquimista ao aparelho por causa de sua forma que se parecia com esta ave, ou pela função do aparelho, destinado a alimentar constantemente e manter a vida, com o produto de suas entranhas, o "franguinho" do alquimista, ou seja, a "obra" que ele procurava realizar.
Nas várias fases por que passava a grande "obra", a matéria tomava diferentes cores, tornando-se sucessivamente preta, branca, verde, amarela, arco-íris, etc., simples transições entre as cores principais. Estas tinham os seus símbolos: o preto simbolizava um cadáver, um esqueleto, um corvo, etc.: o branco geralmente por um cisne; o vermelho, a rubificação, como o chamavam, por um fênix, um Pelicano ou um jovem rei coroado encerrado no Ovo Filosófico.
O Pelicano é sempre representado no momento em que se abre as suas entranhas para alimentar seus filhotes, sempre em números considerados sagrados: 3-5-7. A Maçonaria vê no Pelicano o DEUS alimentando o seu Cosmos com a própria substância.
Por isso na Jóia dos Cavaleiros "Rosa-Cruzes" o Pelicano é visto embaixo da rosa-cruz e do compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto círculo que sustenta o seu ninho.
No simbolismo maçônico, o Pelicano é o emblema mais característico da caridade.
É como tirar de suas entranhas o alimento de seus filhotes. Muitos vêem no Pelicano o mais lindo símbolo do amor materno.
Entre os antigos Egípcios, o Pelicano era tido como ave sagrada, era um emissário do Espírito Santo, porque apresentava certas qualidades que faziam com que os nativos de então se surpreendessem pelos esplendores da ave.
O Espírito Santo bafejava sobre o povo, assim como a pomba nos evangelhos representa o Espírito Santo, tal como naquela passagem quando Cristo foi batizado nas águas do Rio Jordão. Saindo das águas, o céu se abriu e desceu o Espírito Santo na forma de uma pomba.
Seria Lenda?
Superstição?
Seria Verdade?
Não podemos questionar.
E isso porque o pássaro era o símbolo da maternidade mais augusta, da maternidade elevada ao seu grau máximo.
Então, o Pelicano possui uma espécie de bolsa, logo depois do bico, descendo para o papo. E, na forma de regurgitação, deposita ali os alimentos para os filhos. Quando necessitando desse trabalho, enfiava o bico pela bolsa e retirava o alimento que ali estava, servindo assim seus próprios filhos.
A ave procedia dessa forma para a manutenção dos filhotes, mas acreditavam piamente, os daquela época, que o Pelicano arrancava parte do próprio corpo para alimentar a prole, ou extraísse o próprio sangue que alimentava os rebentos.
O Pelicano não serve de sua carne, não serve de seu sangue para alimentar os filhotes, pelo processo que era vedado aos primitivos notarem, devido à distância em que ficavam. E a semelhança ficou, o símbolo permaneceu. E o Pelicano é para nós, realmente o emblema mais extraordinário de nossa própria Ordem, quando a mãe comum realiza todos os sacrifícios para amparar os filhos, para alimentar seus rebentos para propagar a própria espécie.
Não estranha, pois, que a Maçonaria dos Altos Graus, tenha adotado este símbolo do Pelicano para o Grau de Cavaleiro Rosa Cruz, 18, grau alquímico por excelência e eminentemente Cristão, fazendo-o, outrossim, o símbolo do amor paterno e materno.

CARLOS ARMANDO MOLINARI – 33º
Presidente do Conselho de Kadosh 66
Piracicaba/São Paulo

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MAÇONARIA: MITOS DA IGNORÂNCIA


(Este artigo relata a opinião de uma evangélica a respeito da Maçonaria)


A falta de conhecimento e de disposição para buscar os fundamentos de determinados fatos fazem com que muitas pessoas se deixem influenciar por opiniões completamente deturpadas à cerca desses fatos. É o que acontece em relação à maçonaria. Algumas religiões não aprovam os princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a maçonaria é de origem satânica, e que os maçons pertencem ao demônio. Infelizmente muitos cristãos fazem coro com isso, pregando a mesma coisa, distribuindo materiais suspeitos com declarações suspeitas, promovendo com isso a intolerância e a desinformação. Não vou aqui falar sobre os fundamentos da maçonaria, pois qualquer um pode acessar o google e conhecer essa história. Mas tenho ouvido tantos absurdos serem disseminados que resolvi escrever este artigo. Estou ciente de que, como membro de uma igreja evangélica, corro o risco de ser rotulada de seguidora do demo, mas resolvi pagar o ônus pelo que aqui vou expor. 
Não entendo que a maçonaria seja uma sociedade secreta, pois tem loja em local conhecido de todos e não oculta sua existência. O tal segredo está nas cerimônias empregadas na admissão dos seus membros e os meios usados pelos maçons para se conhecerem. É aqui que a imaginação é prodigiosa. No Brasil, o início da maçonaria se deu em 1822, sendo D.Pedro I o seu primeiro grão mestre. 
Pessoas vindas dos Estados Unidos que se estabeleceram em Santa Bárbara-SP, fundaram em 10 de setembro de 1871 a Igreja Batista de Santa Bárbara, a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro, com o Pastor Richard Ratcliff. Na mesma localidade, em 1874, foi fundada a loja maçônica George Whasington, e pelo menos cinco fundadores da loja também foram fundadores da Primeira Igreja, entre eles o Pastor Robert Porter Thomas.O Pastor Thomas foi interino por diversas vezes tanto na Primeira Igreja quanto na Igreja da Estação (Segunda), fundada em 02 de novembro de 1879. Seu pastorado nas duas igrejas durou cerca de 25 anos de profícuo trabalho. 
O primeiro pastor batista brasileiro, Antonio Teixeira de Albuquerque, foi batizado pelo Pr.Thomas, que era maçom, e consagrado ao Ministério da Palavra no salão da loja maçônica. 
O missionário Salomão Luiz Ginsburg, maçom, membro de diversas lojas maçônicas na Bahia, Pernambuco, Rio e Espírito Santo, editor do Cantor Cristão, fundou a Primeira Igreja Batista na cidade de São Fidelis-RJ e, em 1902, o Seminário Teológico Batista do Norte.
Pastor José Souza Marques, presidente da Convenção Batista Carioca e da Convenção Batista Brasileira, cujos frutos todos conhecem, exerceu diversos cargos na maçonaria e foi, por muito tempo, presidente do supremo tribunal de justiça maçônica. 
Em Marataízes, vou citar o nome de dois maçons que conheci ainda criança e que posso testemunhar do incansável trabalho de divulgar o Evangelho de Jesus: Demétrio Machado, farmacêutico que residia próximo a minha casa, e o Reverendo José Gomes Coelho, da Primeira Igreja Presbiteriana da Barra, de quem por várias vezes ouvi da Palavra . Foram homens que deixaram um legado incontestável de serviço e obediência aos ensinamentos de Deus. Alguém que os tenha conhecido, em sã consciência, pode contestar o que aqui estou falando?

Portanto, quando ouvir historinhas que maçom corta a cabeça de bode e bebe o sangue, que usam uma capa preta ou uma armadura de metal para duelar com o capeta, procure, no mínimo, informar-se melhor. Você pode ou não ser maçom, a escolha é sua. O que você não pode é sucumbir a declarações de pessoas que nada conhecem ou que se deixam impregnar por opiniões alheias. E lembre-se: Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus.


Livros que foram pesquisados para este texto:- A História dos Batistas no Brasil - JUERP
- A Maçonaria e a Igreja Cristã - Carlos Eduardo Pereira
- História dos Batistas Fluminenses- Ebenezer Soares Ferreira
- Um Judeu Errante no Brasil- Salomão Luiz Ginsburg
 
por Ivilisi Soares de Azevedo
Psicóloga, com formação em dependência química, ambientalista, atual presidente da ACB (Associação Cristã Beneficente) e articulista de diversos jornais do sul do Estado
Artigo publicado no Portal do Jornal Maratiba - ES
  

Colaboração do Ir.'. Lauro Lustosa VieiraARLS Loja Abrigo do Cedro nº 8
Jurisdicionada a M R Grande Loja Maçonica do Distrito Federal
http://www.abrigodocedro.com


"A MAÇONARIA é UNIVERSAL - SEM FRONTEIRAS, em qualquer ORIENTE, 
de qualquer RITO, de qualquer POTÊNCIA, somos todos IRMÃOS".

terça-feira, 24 de julho de 2012

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DA MAÇONARIA


Hoje estive pensando sobre a capacidade que a maçonaria tem de influenciar pessoas, governos, empresas, e mudar significativamente o rumo da história.E ora, não precisamos ir tão longe pra evidenciar a participação da ordem na história da humanidade, tomemos como exemplo o Brasil mesmo. A maçonaria brasileira é filha da maçonaria européia por meio das maçonarias inglesa e francesa que, apesar de serem rivais na época, são molas mestras na criação da maçonaria portuguesa, que gerou a brasileira. É profundamente libertária e iluminista, uma maçonaria responsável pelas grandes revoluções libertárias no mundo, como a Revolução Americana, a Francesa e a própria Conjuração Mineira, que representa os primórdios da independência brasileira.
A ideologia maçônica “explode” na idade moderna com o advento dos gloriosos pensamentos iluministas na consciência da sociedade, frisando o lema tão reconhecido por intelectuais iluministas e principalmente por maçons: 
“Liberdade, Igualdade e Fraternidade!”
Essas três palavras impulsionaram uma revolução tão grandiosa na forma de pensar e agir na época, atingindo todas as classes e sociedades, primeiramente na França, e depois se espalhando por todo o mundo.
A meu ver, o motor que disseminou a ideologia “evoluída” foi a própria maçonaria. Alguns historiadores abordam a participação dos filhos dos fazendeiros que iam estudar na Europa e voltavam, no caso do Brasil, com a concepção da época. Mas, ao analisarmos bem, é bem mais palpável a participação significativa da maçonaria nesse processo, afinal, é uma ordem que partilha concepções iluministas, com lojas e associados espalhados por todo o mundo, compondo em seu quadro de “obreiros” os mais importantes pensadores da época, além de figuras importantes da política e das forças armadas.
Atualmente, a maçonaria continua a influenciar decisivamente no rumo da história, estando presente em todos os lugares, promovendo o bem estar da Pátria e tomando iniciativas que, subjetivamente, enaltecem o ser humano, e, objetivamente, aproxima-os da perfeição moral.

Andrei Pires de Alcântara
A.'.R.'.L.'.S.'. João Bras  n° 1116 
Or.'. Trindade - GO.

A PAZ


Quem disse que a PAZ se conquista com a guerra? Tida como utópica para uns, como um estado de perfeição para outros, certamente esta pequena palavra nunca terá uma única definição.
A conquista da PAZ entre os componentes de um grupo; seja de uma pequena família, uma comunidade, uma cidade, um país ou até mesmo de toda a humanidade deverá passar por algumas etapas:
1. A aceitação por parte de cada indivíduo da sua própria individualidade. Deus nos fez único, ímpar. A aceitação de sua maneira de ser, física, emocional, social e até mesmo financeira causará um grande conforto e PAZ no indivíduo, facilitando seu relacionamento com outros seres; isto não significa que o ser humano não deverá lutar para sua melhoria e crescimento em qualquer área que queira, entretanto isto não deverá ser causa de conflito interno.
2. A aceitação da maneira de ser do outro. Eu posso até não concordar com o modo de agir ou de pensar de meu irmão, de meu vizinho, de meu chefe ou de uma outra pessoa que mora a milhares de quilômetros de distância de mim, mas jamais terei o direito de impor minhas vontades, meus padrões e meus valores a estas pessoas. A não observação deste fato é uma das principais causa de tantos conflitos políticos e religiosos. Isto não significa que de uma maneira civilizada e inteligente não poderei mostrar ao outro meu ponto de vista, e reciprocamente observar o ponto de vista do outro. A verdade depende dos filtros com que observamos as coisas que acontecem ao nosso redor. A mudança de opinião não deverá ser considerada como uma derrota, mas como uma oportunidade de crescimento.
3. A compreensão das relações existentes na sociedade nos levará a um estado dePAZ. Isto também não significa que deveremos concordar com todas elas, entretanto se temos a consciência que estamos trabalhando para a construção de um mundo mais equilibrado, mais ecológico em todos os sentidos sabemos que a perfeição entre estas relações apesar de parecer utópico tende a melhorar dia após dia.
Enfim podemos dizer que a PAZ começa em cada um de nós, e depende de cada um de nós.    
Muita PAZ para todos vocês.


Ir.'. Edson Inácio 
Loja Cavaleiros da Fraternidade nº 1353
Salvador-BA

segunda-feira, 23 de julho de 2012

SERÁ VOCÊ (TAMBÉM) UM SER MAÇOM?



Se, em seus sentimentos existe... Constante preocupação no sentido de preservar, cultuar, praticar e enaltecer os bons princípios de manutenção da família, como tal determinam as leis naturais da sociedade humana, devidamente regulamentadas e aceitas pelos povos livres e de bons costumes das nações diversas espalhadas pela face da terra e que desfraldam a bandeira das liberdades individuais, da igualdade de oportunidades e da prática da fraternidade entre governantes e governados...
Em assim sendo, você é um praticante dos preceitos emblemáticos da maçonaria universal.
Porque, ser maçom, não basta, teoricamente, conhecer os preceitos da Ordem. É necessário praticá-los.
Se, em seus atos existe... O respeito pelos direitos dos seus semelhantes. Justiça, seriedade e capacidade de decisão, mesmo sendo esta, contra seus interesses... No seu comportamento cotidiano, ser o seu trabalho voltado em prol da felicidade e do viver harmônico de sua comunidade...
Isso, porque... A Maçonaria não transforma o comportamento pessoal de ninguém. Ela ensina as regras e traça os rumos de como tornar feliz a humanidade.
Se você os pratica, mesmo não pertencendo ao quadro dos integrantes das Lojas, você é um ser iluminado e ator protagonista do bem. Ser maçom não é tão somente trajar-se como tal. É mister honrar com a prática da civilidade, da tolerância e amor pelo próximo. Todos nós, maçons ou não, somos iguais perante a Lei. Perante a maçonaria, todos nós, somos irmãos.
Por fim..... A Maçonaria respeita todas manifestações religiosas, desde que tenha fé e acredite na existência de um SER SUPERIOR o qual denominamos de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.
A regra indiscutível de quem pratica os ditames maçônicos é acreditar e aceitar a imortalidade da alma. VIVA INTENSAMENTE SUA VIDA. PERSIGA SEUS SONHOS E ALCANCE SUAS METAS... SEM CONTUDO, ATROPELAR AS PEDRAS INTERPOSTAS NO CAMINHO DO SEU SUCESSO.

Carlos de Souza Santos - M.`.M.`.
ARLS Luz, Verdade e Justiça. N. 23 (GLEB)
Or.’. Xiquexique – Bahia, Brasil

VIVAS!

Para a cunhada Suely, esposa do nosso Ir.'. João Corsino, que nesta segunda-feira(23/07) comemora mais uma primavera!

domingo, 22 de julho de 2012

O ILUMINISMO E A MAÇONARIA


As idéias prevalentes e obsoletas da Idade Média, conhecida como “A Noite dos Dez Séculos”, levaram no início do Século XVII o surgimento na Europa de um movimento renovador de toda cultura da época, como reação ao considerado atraso de quase todo conhecimento então existente.
Essa plêiade de novos pensadores espalhada por quase todo continente europeu, voltava-se contra o tradicionalismo que viera da então Era Medieval e grilhões do absolutismo da realeza, como também os benefícios que eram outorgados aos membros do clero e nobreza.
Os freios para evolução da inteligência precisavam ser arredados, por que o Homem deveria pensar e governar-se pela Razão; livrar-se das restrições impostas pela Inquisição e buscar seu próprio destino livre de opressão.
Poderia acreditar naquilo que sua inteligência explicasse independentemente de religiosidade ou mesmo fé. Teria liberdade de desacreditar naquilo que lhe foi imposto outrora, ou, simplesmente, questioná-lo.
A Razão seria a bússola de sua vida, substituindo toda crença religiosa para abrir caminho a uma Nova Era de intelectualidade, gerando progresso material e moral, em oposição aos mesquinhos tempos da Idade Média.
Toda essa evolução filosófica, científica, artística, moral e religiosa, tomou o nome de Iluminismo, ou, “Século das Luzes”, como contestação “A Noite dos Dez Séculos” ( 476-1476 ), face a pobreza cultural daqueles tristonhos tempos.
Iluminismo, porque concedia luz à escuridão, marca do atraso de mentalidade da Idade Média. A doutrina iluminista preconizava que o Homem nasce puro, com bondade, e é a própria sociedade que o corrompe.
Se houver Justiça Social, pouca desigualdade na comunidade, econômica, moral e de costumes, a paz virá, como consequência, e a felicidade aflorará para o bem de todos.
A liberdade seria exercida com responsabilidade para o bem comum. Eram, em linhas gerais, os postulados do Iluminismo.
Filósofos, políticos e cientistas, integravam esse cenário, surgindo, daí, várias correntes ou vertentes dessa política social que se instalou, em última análise, em nome da liberdade de pensar, com o propósito de progresso cultural e de espírito. Aliás, esses ideais de avanço cultural já vinham sendo desenvolvidos desde a Renascença que mais tarde também contribuiu para deflagrar a Revolução Francesa de 1789.
O filósofo René Descartes prestou significativa contribuição a esse empreendimento intelectual, com seu adágio – cogito ergo sum – (penso, logo existo), pensamento puramente racionalista.
Outras importantes figuras intelectuais do Século XVII foram iluministas, como Galileu Galilei, Francis Bacon, Thomas Hobbes, René Descartes, Baruch Spinoza, John Locke, Isaac Newton, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Kant, Adam Smith e tantos outros do mesmo quilate.
Esse movimento, entretanto, começou a perder força, mais ou menos, no começo do Século XIX, com o advento de novas doutrinas e ao tempo das guerras napoleônicas 1804-1815.
Embora uma parte dos iluministas pregasse o ateísmo, a maioria acreditava na existência de um Ser Supremo do Universo, princípio admitido pela Maçonaria que foi muito influenciada por essa elite erudita.

A religião poderia ser cultivada por cada um, sendo mera faculdade, e, sendo aceita, como efeito, a vida espiritual continuaria após a morte do corpo físico.
Era o que a maioria entendia do aspecto divino. E foi nesse ambiente de sabedoria que começou a surgir a Franco-Maçonaria no começo do Século XVII, cujos maçons vieram das fileiras do Iluminismo trazendo doutrinas daquele momento histórico para oxigenar a Maçonaria Tradicional ou Simbólica, as chamadas Lojas Azuis.
Registra a História que as dificuldades da Ordem Operativa em meados do Século XVII, em especial na Inglaterra, ensejaram sérias consequências para as guildas, chegando à decadência ou mesmo à extinção.
Como medida de sobrevivência, o sistema maçônico daqueles tempos passou a recrutar membros da intelectualidade, nobreza e de posses econômicas, sem que antes tivessem integrado o artesanato, ou seja, a maçonaria primitiva.
Consolidou-se, assim, no Século XVIII (1717-1724), a Franco-Maçonaria composta por cérebros que não faziam parte da Instituição do Artesanato, porém eram dotados de requisitos morais, intelectuais e econômicos, sendo aceitos pelos IIr. operativos que simbolizavam o passado maçônico.

Esses IIr. foram chamados de “aceitos”, que mais tarde o REAA acolheu essa nomenclatura. Estabeleceu-se, entretanto, que seria a mesma maçonaria, apenas com departamentos próprios, mas com a mesma substância, como sendo frente e verso de uma mesma moeda.
Estava, pois, implantado o departamento especulativo ao lado do outro operativo. Mas a unidade da Ordem foi preservada em todos os sentidos.
Pois bem, com o ingresso desse IIr.’. “aceitos”, oriundos em grande parte do Iluminismo, a influência era mesmo de se esperar na Instituição, especialmente no âmbito especulativo, geomântico ou ainda teórico.
Não demorou muito e nasceram os Altos Graus, de 4 a 33 no REAA, sendo que para alguns especialistas o Grau 3 (Mestre-Maçonaria Azul ) foi criado em 1725, pouco depois da Constituição do Bispo Anglicano James Anderson de 17 de janeiro de 1723.
Os Landmarks, por sua vez, foram estudados, classificados e ordenados por diversos estudiosos maçônicos, até que em meados do Século XIX, Albert Galletin Mackey – 1807-1881, compilou-os, formando uma Super-Constituição Maçônica Universal, no nosso modesto entendimento. É, sem dúvida, a codificação mais aceita pelas diversas Obediências com os 25 princípios imutáveis e inalteráveis.
A influência do Iluminismo na Maçonaria é evidente, principalmente, quando examinamos os artigos 6' ao 8', que versam sobre as prerrogativas do Grão-Mestrado.
Trata-se de matéria atinente a Administração da Entidade que, em caso excepcional, pode o Grão-Mestrado autorizar a proposta e recepção do candidato ali mencionado. Essa prerrogativa emana da experiência dos políticos de Iluminismo que ingressaram na Ordem, objetivando, em tempos conturbados, que a direção tenha instrumentos eficazes para debelar, ou pelo menos, minimizar as dificuldades momentâneas.
A faculdade de representação (art. 12) é outro avanço da época iluminista, conferindo ao obreiro esse direito quando necessitar de auxílio técnico ou para outros fins de seu interesse. O direito recursal (art. 13) foi inspirado no modelo profano e visa eventual correção da decisão impugnada a ser reexaminada pelo órgão superior.
Em última análise, é resquício da doutrina contra o despotismo de que tratamos no início desta dissertação e a igualdade de todos os maçons no interior da Loja (art.22) origina-se do sentimento democrático, defendido pelo movimento iluminista de combater a descriminação.
O princípio da Separação dos Poderes na Instituição Maçônica é cópia do modelo de Montesquieu, renomado iluminista. – “Esprit des Lois”. Criou esse sistema de Poderes do Estado, em Legislativo, Executivo e Judiciário – arts. 35, 70 e 97 – da Constituição do Grande Oriente do Brasil, dentre outros diplomas das várias Potências, cada um com atribuições previstas em lei.
Mas de todas as influências iluministas na Ordem Maçônica, a que mais se destaca é seu Departamento Especulativo. Introduziu-se o estudo profundo filosófico, simbólico, esotérico, metafísico, espiritual e histórico, além de outros ramos do conhecimento humano.
A maçonaria tradicional ou clássica ficou limitada ao simbolismo básico e o início de alegoria da lenda de Hiran Abiff. Esses são apenas alguns enfoques iluministas adotados pela Instituição. O certo é que o Iluminismo trouxe grande contribuição para o progresso maçônico, intelectual, espiritual material. É o que se conclui do exame do tema em foco!

Ir.’. José Geraldo de Lucena Soares
ARLS – Fraternidade Judiciária Nº 36l4 – GOSP/GOB
Capítulo “Integração e Prudência” – SP

VALE A PENA SER MAÇOM?


A Maçonaria oferece momentos de raro prazer aos seus membros. Fazer parte do quadro de uma Loja é integrar e interagir no seu dia-a-dia com outros membros. Vale a pena ser Maçom pelo fato de alargar-se o círculo de amizades... passamos a ser considerados iguais por pessoas que, se não fôssemos Maçons, nunca com elas manteríamos contato.
Não se pretenda ver a Maçonaria como um clube de serviços ou uma sociedade de assistência mútua ou destinada a prestação de serviços comunitários. Podemos dizer que “Ela” faz tudo isso e muito mais, mas não com finalidade específica... é meio e não fim.
As trocas de favores existentes entre Maçons, não são obrigatórias ou próprias dos Maçons. Em qualquer coletividade constata-se a troca de favores entre os seus componentes.
O Maçom por juramento deve prestar, sempre que preciso, ajuda aos seus Irmãos. Entretanto, não está obrigado a levar tal obrigação às raias do sacrifício pessoal. Principalmente quando os pedidos contrariam as leis, e até mesmo os princípios morais e esses, com veemência, são repelidos, haja visto que nenhum Maçom é permitido agir contrariamente à moral e aos bons costumes. Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria, respeito aos governos legalmente constituídos, acatamento às leis do país em que se vive, etc.. e, em particular: à guarda do sigilo dos rituais maçônicos; a dedicação de parte de seu tempo para assistir as reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana, da justiça em toda a sua plenitude. Objetivando-se ampla base de entendimento entre os homens com a finalidade de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil, é considerado ato contrário ao direito, dentro da instituição, as discussões partidárias de política e religião.
Em que pese a banalização da Ordem, criada por uma vocação prejudicial de se primar pela “quantidade” e não pela “qualidade”, ainda assim, nas peneiras sucessivas pelas quais passam os maçons em sua trajetória dentro da Ordem, ficam retidos alguns Irmãos que são, na verdade, a grande estrutura de sustentação da Instituição. Este processo de transformação não ocorre de forma isolada e nem tão pouco instantaneamente, mas de forma gradativa, perceptiva, a partir da assinatura do requerimento e culminando com o ingresso na Ordem Maçônica.
Vale a pena ser maçom! É muito bom ser Maçom! Desde que não seja apenas um “sócio” e que a ela não se tenha entrado com intenções de proveito próprio.

Ir.`. Evandro Azevedo Buruty

Fonte:  www.comunidademaconica.com.br