quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O" VAIDOSO ARROGANTE" EM 4 ATOS


(I) Baixa auto-estima e complexo de inferioridade

Nenhum ditador provocou ou vêm provocando tanto dano à Maçonaria quanto o maçom vaidoso, este sapador inveterado, este Cavalo de Tróia que a destrói por dentro, sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços e leis de exceção. Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude.

Uma característica marcante que se nota neste tipo de maçom, logo ao primeiro contato, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isso salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de fato este afã em mente, não se furta em utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem nossos políticos corruptos.

Narcisismo em um dos extremos, e baixa auto-estima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos.

A trajetória dos primeiros é assaz conhecida.

Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles ingressam na Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isso obter algum prestígio. Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais, de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite (isso mesmo, de elite!) como a Maçonaria produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crônica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem em suas personalidades enfermas.

O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis exceções.

Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, desse grave desvio de caráter conhecido pelo nome de "Narcisismo", que o torna ainda pior do que o seu êmulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, este maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas imaginários. Julgando-se o centro do Universo, na Maçonaria ele obra para que todas as atenções fiquem voltadas para si, exigindo ser tratado com mais respeito do que os irmãos que atuam em áreas profissionais diferentes da dele. Pobre do irmão mais jovem e mais capacitado que cruzar o seu caminho, que ousar apontar-lhe uma falta, que se atrever a lançar-lhe no rosto uma imperfeição sua ou criticar o seu habitual pedantismo! O seu rancor se acenderá automaticamente e o que estiver ao seu alcance para reprimi-lo e intimidá-lo ele o fará, inclusive lançando mão da famosa frase, própria do selvagem chefe de bando: Sabe com quem está falando! Desse modo ele acaba externando outra vil qualidade, que caracteriza a personalidade de todo homem arrogante: a covardia.

O número de irmãos que detesta ou despreza este tipo de maçom é condizente com a quantidade de medalhas que ele acumula na gaveta ou usa no peito. Na vida profana seus amigos não são verdadeiros; são cúmplices, comparsas, associados e gente que dele se acerca na esperança de obter alguma vantagem. E nisso se insere a mulher com a qual vive fraudulentamente. Todos os que o rodeiam, inclusive ela, estão prontos a meter-lhe um merecido chute no traseiro tão logo os laços de interesse que os unem sejam desfeitos. O seu casamento é um teatro de falsidades e o seu lar um armazém de conflitos. Raramente familiares seus são vistos em nossas festas de confraternização. Quando aparecem, em geral contrariados, não conseguem esconder as marcas indeléveis de infelicidade que ele produz em seus rostos.

Em sua marcha incessante em busca de distinções sociais que supram a sua insaciável necessidade de auto-afirmação, é comum vermos este garimpeiro de metais de falso brilho farejando outras organizações de renome, tais como os clubes Lyons e Rotary, e gastando nessas corridas tempo e dinheiro que às vezes fazem falta em seu lar. A Maçonaria, que tem a função de melhorar o homem, a sociedade, o país, e a família, acaba assim se convertendo em uma fonte de problemas para os seus familiares; e ele, em uma fonte de problemas para a Maçonaria.

Um volume inteiro seria insuficiente para catalogar os males que este inimigo da paz e da harmonia pratica, este bacilo em forma humana que destrói nossa instituição por dentro, qual um cancro a roer-lhe as células, de modo que limitar-nos- emos a expor os mais comuns.

(II) Comportamento em loja

Incapaz de polir a Pedra Bruta que carrega chumbada no pescoço desde o dia em que nasceu, de aprimorar-se moral e intelectualmente, de lutar para subtrair-se das trevas da ignorância e dos vícios que corrompem o caráter; de assimilar conhecimentos maçônicos úteis, sadios e enobrecedores, para na qualidade de Mestre poder transmiti-los aos Aprendizes e Companheiros, o que faz o nosso personagem? Simplesmente coloca barreiras em seus caminhos, de modo a retardar-lhes o progresso! Ao invés de estudar a Maçonaria, para poder contribuir na formação dos Aprendizes e Companheiros, de que modo ele procede? Veda a discussão sobre assuntos com os quais deveria estar familiarizado, fomentando apenas comentários sobre as vulgaridades supérfluas do seu cotidiano! Ao invés de encorajar o talento dos mesmos, de ressaltar suas virtudes e estimular o seu desenvolvimento, o que faz ele? Procura conservá-los na ignorância de modo a escamotear a própria! Ao invés de defender e ressaltar a importância da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões para a evolução da humanidade, como ele age? Censura arbitrariamente aqueles cujas idéias não estejam em harmonia ou sejam contrárias às suas! Ao invés de fomentar debates sobre temas de importância singular para o bem da loja em particular e da Maçonaria em geral, como age ele? Tenta impedir a sua realização por carecer de atributos intelectuais que o capacitem a participar deles! E, nos que raramente promove, como se comporta? Considera somente as opiniões daqueles que dizem "sim" e "sim senhor" aos seus raramente edificantes projetos!

Tal como o maçom supersticioso, este infeliz em cujo peito bate um coração cheio de inveja e rancor nutre ódio virulento e indissimulado pela liberdade de expressão, que constitui um dos mais sagrados esteios sobre os quais repousam as instituições democráticas do mundo civilizado, uma das bandeiras que a Maçonaria hasteou no passado sobre os cadáveres da intolerância, da escravidão e da arbitrariedade.

Dos atos indecentes mais comumente praticados por este falsário, o que mais repugna é vê-lo pregando "humildade" aos irmãos em loja, em particular aos Aprendizes e Companheiros, coberto da cabeça aos pés de fitões, jóias e penduricalhos inúteis, qual uma árvore de natal. Outro é vê-lo arrotando, em alto e bom som, ter "duzentos e tantos anos de Maçonaria" e exibindo o correspondente em estupidez e mediocridade. O terceiro é vê-lo trajando aventais, capas, insígnias, chapéus e colares, decorados com emblemas que lembram tudo, exceto os compromissos que ele assumiu quando ingressou em nossa sublime e veneranda instituição.

Cego, ignorante e vaidoso, nosso personagem não percebe o asco que provoca nas pessoas decentes que o rodeiam.

Como já foi dito, a Maçonaria serve apenas de vitrine para ele. Como não é possível permanecer sozinho dentro dela sem a incômoda presença de outros impostores –os quais não têm poder suficiente para enxotar–, ele luta ferozmente para afastar todo e qualquer novo intruso, imitando alguns animais inferiores aos humanos na escala zoológica, que fixam os limites de seus territórios com os odores de suas secreções e não toleram a presença de estranhos. Qualquer irmão que comece a brilhar ao lado desta criatura rasteira é considerado por ela inimigo. A luz e o progresso do seu semelhante o incomoda, fere o seu ego vaidoso. Por este motivo tenta obstaculizar o trabalho dos que querem atuar para o bem da loja; por isso recusa-se a transmitir conhecimentos maçônicos (quando os possui) aos Aprendizes e Companheiros, sobretudo aos de nível intelectual elevado, ou os ministra em doses pífias, para que futuramente não sejam tomados como exemplos e ofusquem ainda mais a sua mediocridade. Um maçom exemplar, íntegro, que cumpre rigorosamente os compromissos que assumiu quando ingressou em nossa Instituição, não raro converte-se em alvo de suas setas, pois seus olhos míopes não conseguem ver honestidade em ninguém; sua mente estragada o interpreta como potencial "concorrente", que nutre interesses recônditos semelhantes aos seus.

O maçom arrogante mal conhece o significado de nossas belas e simples alegorias. Se as conhece, as despreza. Sua mente acha-se preocupada unicamente com o sucesso de suas empreitadas, em encontrar maneiras de estar permanentemente ao lado das pessoas cujos postos ambiciona. Fama e poder são os seus dois únicos objetivos, tanto na vida maçônica, como na profana. As palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que compõem a Trilogia Maçônica, não fazem parte do seu vocabulário, e com freqüência é visto pisoteando os valores que elas encerram. A história, a filosofia e os objetivos de nossa Veneranda Instituição não lhe despertam o menor interesse, pois é frio, calculista, e não tem sensibilidade nem conhecimento para compreendê-los e assimilá-los. Ele é diametralmente oposto ao que deve ser o maçom exemplar, em todos os pormenores. É a antítese de tudo o que a Maçonaria apregoa e deseja de seus membros : uma criatura vil e rasteira que semeia a discórdia, afugenta bons irmãos, e termina por destruir ou fragmentar a loja (ou lojas), resultado às vezes de anos de trabalho árduo, caso ela teime em não se colocar sob a sua batuta ou se mostre contrária às suas aspirações egoístas.

A insolência desse tipo de maçom – e também o asco que destila–, vai crescendo conforme ele vai "subindo" nos altos graus (ou graus filosóficos), lixo maçônico fabricado por impostores no passado unicamente para explorar a estupidez e a vaidade de homens como ele. Sentindo-se importante por ter sido recebido em determinado grau, com a pompa digna de um rei, ele passa a considerar-se superior aos irmãos de graus "inferiores", em particular aos Aprendizes e Companheiros, ignorando o que reza o segundo landmark, que estabelece a divisão da Maçonaria Simbólica em apenas três graus. Mas reservar um tempo para dedicar-se à sua loja, um momento para confraternizar com irmãos íntegros e honestos, ler algo de útil que possa servir de instrução a si e aos demais, essas são as suas últimas preocupações. O seu tempo disponível ele o reserva inteiramente às festinhas fúteis, nas quais pode ser notado e lisonjeado, onde pode ajuntar-se a outros maçons falsos e vulgares, prontos para enterrar-lhe um punhal nas costas na primeira oportunidade que surgir. Perceba o leitor com que velocidade esse "irmão" deveras atarefado arruma tempo quando é chamado para arengar em um tablado representando a Maçonaria! Note a pontualidade com que chega na passarela onde vai desfilar e ser fotografado com os seus paramentos. Observe como ele fica cheio de si quando é agraciado com uma rodela de lata qualquer ou vê o seu lindo rosto estampado nas páginas de alguma revista maçônica! Perceba como se curva aos pés dos que tem mais prestígio e poder do que ele! Note como ele os bajula!

Este prevaricador vagabundo não trabalha e não deixa os outros trabalhar para não ter de arregaçar as mangas também. Quando se mete a ministrar instruções aos Aprendizes e Companheiros ele o faz de modo precário, sem estar familiarizado com elas. Raramente sabe responder questões que os irmãos lhe dirigem. Tergiversa sempre com a mesma resposta: É preciso pesquisar! Ele não faz nada porque não sabe fazer nada, não quer aprender nada, e no íntimo não gosta da Maçonaria e não ama seus irmãos! Nossas reuniões são para ele um fardo. Nas vezes que comparece em loja, exige ser ouvido e jamais dá atenção ao que falam os demais, obrando para que a sua palavra sempre prevaleça nas decisões a serem tomadas. Quando o seu nome não consta na Ordem do Dia –o que significa que não terá a oportunidade de exibir a sua hipocrisia ou arengar as suas imposturas–, retira-se antes da reunião terminar ou, quando permanece, o faz com o olhar fixo no relógio.

Campeão em faltas e em delitos, quando este falso maçom comparece à loja ele o faz para dar palpites indevidos, censurar tudo e todos, propor projetos mirabolantes e soluções inconsistentes com os problemas que surgem em nossas relações. Jamais faz uso de críticas sadias e construtivas, aquelas que apontam erros e sugerem soluções para os mesmos.

 

(III) Comportamento na Sociedade

Passemos agora à exposição do comportamento deste detestável impostor na sociedade, outra praia onde adora se exibir, embora poucos o notem.

Ele circula pelas ruas do bairro onde vive de nariz empinado, cheio de empáfia, tentando vender a todos, sobretudo aos mais humildes, a falsa imagem de alguém assaz importante. Ostentando correntes, anéis, gravatas, broches e outros adereços maçônicos –alguns com peso suficiente para curvar o tórax–, tão logo se acerca de uma roda de amigos, ou melhor, de gente com paciência para aturá-lo, ele passa a ensejar conversas maçônicas desnecessárias, fazer alarde de sua condição de maçom e de ser membro de uma poderosa "gangue", com o único propósito de colocar-se acima deles. Quando, porém, um profano lhe dirige algumas perguntas a respeito de nossa instituição, movido por uma sadia e natural curiosidade, ele responde geralmente o que não sabe, fitando-o de cima para baixo, com desprezo, como se estivesse encastelado sobre um pedestal de ouro.

Como o caracol, este tipo de maçom costuma deixar um rastro visível e brilhante por onde trafega, tornando muito fácil a identificação sua e do seu paradeiro, que é o que ele efetivamente deseja, embora afirme o contrário. Mas, para a sua infelicidade, pouca gente dá importância aos seus recados vaidosos. O automóvel, o lar e o local onde trabalha correspondem ao exoesqueleto deste animal, ao passo que os adereços e os objetos maçônicos que ele usa e espalha por todos os lados à gosma que libera. Impulsos provenientes das regiões recônditas do cérebro onde se alojam o seu complexo de inferioridade e a sua baixa auto-estima dizem a ele onde derramá-la.

Do mesmo modo que prostitui nossa instituição, transformando- a em templo da vaidade, ele corrompe também a natureza de muitos objetos inanimados, desvirtuando os propósitos para os quais foram concebidos. Os vidros do automóvel não servem para proteger os passageiros do vento e da chuva, mas para ostentar adesivos maçônicos escandalosos que avisam os transeuntes e os motoristas dos carros que estão na retaguarda que "alguém muito importante" maneja o volante. As paredes da sua casa não servem como divisórias, mas de out-doors para a colagem de diplomas maçônicos que levam o seu nome. O isqueiro ele usa para tentar acender um cigarro que talvez nem fume ou sabendo que ele não funciona mais (o importante é as pessoas notarem o compasso e o esquadro colados nele!). A caneta com compasso encravado na tampa ele usa para mostrar que é maçom àquele que está perto do papel no qual finge estar escrevendo alguma coisa. O relógio da sala não serve para mostrar a hora certa, mas para dizer aos visitantes que o seu dono é maçom. As estantes da sala não servem para acomodar bons livros, mas para armazenar troféus, medalhas, placas comemorativas, mimos e tudo o mais que avise que há um maçom por ali. O mesmo vale para pratos, talheres, lenços, gravatas, bonés, bolsas, bonecos, malas, bengalas e, pasmem, até revólveres e espingardas! (ver fotos) Enfim, qualquer objeto que possa lhe servir de propaganda ele o corrompe.
 

(IV) Prejuízos

O Maçom arrogante sabe muito bem que é um desqualificado moral, que carece das virtudes necessárias para dirigir homens de caráter, mas mesmo assim quer assumir o cargo de Venerável e nele perpetuar-se por tempo indeterminado, se possível. Insolente, julga-se o único com aptidão para empunhar o malhete, menoscabando a capacidade dos demais irmãos. Sempre que pode procura manobrar as eleições para que os cargos em loja sejam preenchidos por integrantes de sua medíocre camarilha, que, uma vez empossada, vai aprovar seus atos malsãos e alimentar a sua vaidade. Dessa maneira ele trava as rodas da loja, impedindo-a de progredir, de desfraldar as suas velas.

Nosso personagem costuma mais faltar do que comparecer às reuniões, como já foi dito. Quando o faz, é quase sempre para tentar colocar-se em destaque, humilhar alguém, violar regulamentos, e fazer prevalecer os seus caprichos pessoais.. É claro que ele não age só, pois se assim fosse a sua eliminação seria fácil e sumária. Ele conta com o respaldo de pequenos grupelhos de gente sórdida e submissa, que aprova suas ações, que corrompe e deixa-se corromper. Às vezes conta até com a cumplicidade dissimulada de alguns delegados, que, por motivos políticos ou de ordem pessoal, fazem vista grossa aos seus insidiosos manejos e prevaricam no que constitui uma das mais importantes missões dentro da Maçonaria.

Terminado o período de sua administração como Venerável este impostor passa a meter o nariz em assuntos que não mais lhe dizem respeito, usurpando funções de outros irmãos da loja, incluindo as do seu sucessor. Quer mandar mais do que os outros, quer ser o dono da loja; quer admitir candidatos sem escrutínio para engrossar a sua camarilha; quer manobrar a todos e violar leis. Expõe os Aprendizes e Companheiros a constantes querelas com outros Mestres, quase sempre motivadas pela vaidade e pela sede de poder.

Especialista em apontar erros nos outros, o maçom arrogante jamais admite um seu. Quando, porém, as circunstâncias tornam isso impossível, ele o faz rangendo os dentes e disparando setas em todas as direções, muitas vezes ferindo os poucos irmãos que o querem bem. Além de tudo é um indivíduo vingativo. Caso sofra uma contrariedade qualquer, ou veja descartada uma irracional conjectura sua, ele passa a fomentar intrigas e provocar cismas na loja. Aquele que for investigar as causas que levaram uma determinada oficina a abater colunas notará em seus escombros a marca indelével de sua mão, que muitas vezes deixa impressa com orgulho!

Elemento altamente desestabilizador e perigoso, o maçom vaidoso é o principal responsável pelo enfraquecimento das colunas de uma loja, pela fuga em massa de bons irmãos, e pela decadência da Maçonaria de uma forma geral. Quanto maior for o seu número agindo no corpo da Maçonaria, mais fraca, enferma e suscetível à contração de outros males ela se torna, mais exposta a escândalos e prejuízos ela fica. Sua eliminação é, portanto, condição si ne qua nom para a conservação da saúde de nossa Sublime Instituição.


O texto foi extraído do livreto do Irmão Ricardo Vidal “Os dois coveiros da Maçonaria”.

ORIGEM DA MAÇONARIA ESPECULATIVA

www.brasilmacom.com.br - ORIGEM DA MAÇONARIA ESPECULATIVA
Os estudiosos e pesquisadores maçônicos, via de regra, dividem a história da Maçonaria em três períodos:

  1. Maçonaria Primitiva;
  2. Maçonaria Operativa; e
  3. Maçonaria Especulativa.


A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria", como entende André Chedel, citado por Vanildo Senna em "Fundamentos Jurídicos da Maçonaria Especulativa", abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa e, por sua vez, é dividida em nove fases sucessivas, a saber:


  1. Mistérios Persas e Hindus;
  2. Mistérios Egípcios;
  3. Mistérios Gregos dos Cabires;
  4. Mistérios Gregos de Ceres ou Demeter;
  5. Mistérios Judaicos de Salomão;
  6. Mistérios Gregos de Orfeu;
  7. Mistérios Gregos de Pitágoras;
  8. Mistérios dos Essênios; e
  9. Mistérios Romanos.

A Maçonaria Operativa, que se estende por toda a Idade Média e a Renascença e termina com a fundação da Grande Loja de Londres, compreende a história dos operários medievais, construtores de basílicas, catedrais, igrejas, abadias, mosteiros, conventos, palácios, castelos, torres, casas nobres, mercados e paços municipais. Por vezes protegidos pelos Papas e deles dependentes, os Maçons operativos eram essencialmente católicos.


A fundação da Grande Loja de Londres determina, portanto, o fim da Maçonaria Operativa e marca o início do terceiro período da história da Maçonaria, a Maçonaria Especulativa ou Maçonaria dos Aceitos ou, ainda, como disse Nicola Aslan, "da Maçonaria em seu aspecto atual de associação civil, filosófica e humanitária".
Sobre a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa, diz-nos Vanildo Senna:


 “A esta transformação os ingleses dão a denominação de Revival, que significa renovação, renascimento, datando-a de 1717. O adjetivo "especulativo" só foi aplicado aos Maçons "Aceitos" em meados do século XVIII. Esta denominação de "especulativo" era dada, no século XVII, a toda pessoa propensa à contemplação e à meditação. O "especulativo" era o idealista e não o homem de ação ou profissional. Eram homens cultos, naturalistas, eruditos e historiadores."


Com a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa surge, no ano de 1723, a primeira Constituição Maçônica, elaborada pelo Irmão Reverendo James Anderson para uso da Grande Loja de Londres. A partir de então a Maçonaria adotava uma forma de organização política que deveria conservar daí por diante.


Atualmente a Maçonaria Especulativa conhece dois sistemas de organização política: o Sistema Obediencial Grande Loja e o Sistema Obediencial Grande Oriente, cada um com suas características próprias que os distinguem um do outro.


O Sistema Obediencial Grande Oriente compreende as Potências ou Obediências Maçônicas Simbólicas constituídas e organizadas à forma de governo do estado democrático em que "todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido", tendo Poder Executivo, exercido por um Grão Mestre, Poder Legislativo, representado por uma assembléia constituída de representantes das Lojas jurisdicionadas, e o Poder Judiciário, todos "distintos e harmônicos entre si".


O Sistema Obediencial Grande Loja - o mais difundido pelo orbe terrestre - engloba as Potências ou Obediências Maçônicas Simbólicas cujas constituições se moldam na forma de organização política adotada pela maçonaria inglesa; pela Grande Loja Mãe da Inglaterra. A chefia do governo da fraternidade nas Grandes Lojas é confiado a um Grão-Mestre e os poderes legislativo, administrativo e litúrgico a uma Grande Loja ou Assembléia Geral da Fraternidade constituída pelos Veneráveis e Vigilantes das Lojas a elas jurisdicionadas.

Fonte: www.brasilmacom.com.br

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SERÁ VOCÊ (TAMBÉM) UM SER MAÇOM?


www.brasilmacom.com.br - SERÁ VOCÊ (TAMBÉM) UM SER MAÇOM?Se, em seus sentimentos existe... Constante preocupação no sentido de preservar, cultuar, praticar e enaltecer os bons princípios de manutenção da família, como tal determinam as leis naturais da sociedade humana, devidamente regulamentadas e aceitas pelos povos livres e de bons costumes das nações diversas espalhadas pela face da terra e que desfraldam a bandeira das liberdades individuais, da igualdade de oportunidades e da prática da fraternidade entre governantes e governados...

Em assim sendo, você é um praticante dos preceitos emblemáticos da maçonaria universal.

Porque, ser maçom, não basta, teoricamente, conhecer os preceitos da Ordem. É necessário pratica-los.

Se, em seus atos existe... O respeito pelos direitos dos seus semelhantes. Justiça, seriedade e capacidade de decisão, mesmo sendo esta, contra seus interesses... No seu comportamento cotidiano, ser o seu trabalho voltado em prol da felicidade e do viver harmônico de sua comunidade...

Isso, porque... A Maçonaria não transforma o comportamento pessoal de ninguém. Ela ensina as regras e traça os rumos de como tornar feliz a humanidade.

Se você os pratica, mesmo não pertencendo ao quadro dos integrantes das Lojas, você é um ser iluminado e ator protagonista do bem. Ser maçom não é tão somente trajar-se como tal. Ë mister honrar com a prática da civilidade, da tolerância e amor pelo próximo. Todos nós, maçons ou não, somos iguais perante a Lei. Perante a maçonaria, todos nós, somos irmãos.
Por fim..... A Maçonaria respeita todas manifestações religiosas, desde que tenha fé e acredite na existência de um SER SUPERIOR o qual denominamos de GRANDE ARQUITECTO DO UNIVERSO.

A regra indiscutível de quem pratica os ditames maçônicos é acreditar e aceitar a imortalidade da alma. VIVA INTENSAMENTE SUA VIDA. PERSIGA SEUS SONHOS E ALCANCE SUAS METAS... SEM CONTUDO, ATROPELAR AS PEDRAS INTERPOSTAS NO CAMINHO DO SEU SUCESSO.

Carlos de Souza Santos - M.`.M.`.
ARLS Luz, Verdade e Justiça. N. 23 (GLEB)
Or.’. Xiquexique – Bahia, Brasil
www.comunidademaconica.com.br

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MAÇONARIA "MISTÉRIOS EM SEIS LADOS"

 www.brasilmacom.com.br - MAÇONARIA "MISTÉRIOS EM SEIS LADOS"
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma.
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até o fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.”
 
Fernando Pessoa
 
 
A entrada no castelo da perfeição
não é feita por convite, pela beleza ou riqueza.
Há que se ter lapidação da alma
e do templo em construção.
 
O homem deve ser como a pedra polida
nascer bruto, multifacetado e instável
e buscar seu polimento na luz e na harmonia,
perceber as impressões sensoriais,
concluir o hexagrama da natureza
arquitetar seus detalhes
e desenvolver sua escultura em sangue, suor e pureza.
 
Como adentrar os mistérios do cubo de seis faces?
 
Como alcançar o elevado nível dos mestres da luz?
 
O universo não brinca no entorno das estrelas.
 
A união dos quatro elementos guarda toda a sabedoria,
a prudência da estrela de Davi
a prontidão do selo de Salomão
a perfeição das asas de Deus
a ligação do divino ao celeste,
este é o caminho difícil a ser trilhado noite e dia:
é o grande segredo da maçonaria.
 
O Grande Arquiteto respira seus incompreensíveis enigmas.
 
O lado ZERO, estagnado, o verbo sem palavras,
O lado UM, manifestado em sílabas desconexas
Heliocêntricas e periféricas.
Se não há resposta imediata, há polaridade no lado DOIS,
Se nada se sabe do segredo, o lado TRÊS,
eleva-nos aos degraus vazios
e revela a consciência do nosso medo.
 
As forças resultantes do direção do aprendiz e
do companheiro
interrogam e espantam nossos mestres,
o lado QUATRO:
é o momento da morte e da vida do homem verdadeiro.
 
Os pássaros estão maduros para um vôo mais profundo
e o lado CINCO
é a interação da verdade do homem com o mundo.
 
Não desvendamos sequer nosso primeiro instante,
a iniciação…
Mas o sábio já percorre o labirinto do tempo,
o lado SEIS,
a natureza vibratória do universo
a perfeição da natureza de cada ser
a física ilimitada dos anjos
a subida e a estrada já percorrida,
o mestre perfeito, o fim do medo
e o recomeço da vida.
 
 
Autor: Ir.’. Wildon Lopes da Silva – M.’.M.’.
ARLS Mount Moriah Nº 3327 – GOSP/GOB

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A MAÇONARIA & A ARTE


www.brasilmacom.com.br - A MAÇONARIA & A ARTEEsta pintura, chamada de “O cavaleiro da mão no peito”, mas também conhecida como “O juramento do cavaleiro”, é uma das mais famosas pinturas espanholas. Um dos destaques do Maneirismo, foi pintada pelo artista Domenikos Theotokopoulos, mais conhecido como “El Greco”, por volta do ano de 1584.
Visto por muitos como a melhor representação do espanhol da Idade do Ouro, esse quadro tem sido alvo da atenção dos historiadores da arte ao longo dos séculos. O interesse pela pintura não se deveu apenas pela sua relevância histórica, mas principalmente pelos mistérios que a circundam: a identidade do homem e o significado do seu gesto.
 
Apesar das suspeitas de que se trata de Juan de Silva ou mesmo de Miguel de Cervantes, não há como confirmar tais teorias. Por tal motivo, oficialmente é um retrato de um “nobre espanhol não identificado”. Mas o mistério que mais curiosidades, estudos, pesquisas e teorias gerou é do sinal que o homem faz: com sua mão direita sobre o peito, como em sinal de respeito ou juramento, mas com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados.
 
Apesar de teorias como a de que o retratado possuía uma deficiência que mantinha os dedos grudados, ou que o pintor retratou o gesto dessa forma exatamente para alimentar a curiosidade da sociedade, a teoria mais comum entre os historiadores é de ser um “sinal de ritual, apenas inteligível aos iniciados”.

Como mineiro e maçom, é com orgulho que afirmo que essa teoria de que o gesto do cavaleiro é um sinal ritualístico, mais precisamente um sinal maçônico, pode ser reforçada por outro artista, também mineiro e também maçom: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 

Estudos e pesquisas sobre a vida e a obra de Aleijadinho já mostraram que nosso artista incluiu, de forma discreta, sinais maçônicos em muitas de suas obras, entre elas as esculturas dos profetas, concluídas em 1805 e localizadas em Congonhas. Uma dessas esculturas, a de Jeremias, apresenta a mão direita com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados, assim como na pintura de El Greco.
 
Há indícios de que esse gesto, formando um “M” com os dedos, era um sinal comum na Maçonaria “latina” (Itália, Espanha, França, Portugal e as originadas dessas), usado para identificação em lugares públicos, já que outros sinais eram restritos ao uso em locais “livres dos olhos profanos”. Com o tempo, teria entrado em desuso, assim como outros sinais similares.
 
Talvez nunca descubram quem é o cavaleiro retratado naquela pintura, mas uma coisa parece ser certa: ele tinha orgulho de ser maçom e queria que os outros maçons soubessem disso.

Autor: Kennyo Ismail 
www.noesquadro.com.br

QUEM É MEU IRMÃO?


 www.brasilmacom.com.br - QUEM É MEU IRMÃO?
“Senhor, se meu Irmão pecar contra mim, quantas vezes eu deverei perdoar-lhe? Até sete vezes? – Disse-lhe Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mat. l8:21-22)

É sabido que só os Irmãos de sangue possuem características comuns que conduzem ao afeto sólido e desinteressado, cultivando o amor familiar.


A Maçonaria resolveu sugerir aos seus iniciados o tratamento cordial e afetuoso de “irmão”, que o receberam com todo o agrado, sem nenhuma restrição, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Instituição.

Já no Poema Regius, também chamado de “Manuscrito de Halliwell’ do ano de 1390, o mais antigo que se conhece, recomenda o tratamento de “caro irmão” entre os maçons. Por isso o tratamento de Irmão dado por um Maçom a outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente à mesma família. De fato, traduz uma maneira de proceder muito afetiva e agradável a todos os corações dos que militam em seus augustos Templos. Assim passaram os iniciados ao uso desse tratamento em todas as horas, quer no mundo profano, quer no maçônico. Há um certo grau de satisfação quando nas Lojas maçônicas, partilhamos de momentos gratificantes de bem estar espiritual para o convívio em união. É na verdade uma extensão da nossa própria família e os laços de amizade e fraternidade ali estabelecidos, só poderão ser comparados aos do mesmo sangue.

A essência da Fraternidade é o amor; os maçons dedicam muito amor uns para com os outros; é essa prática que funde o sangue para que haja no grupo uma só criatura.

O bem-querer, a tolerância e a Fraternidade dentro da Loja transformam o homem em criatura dócil, espontânea e fiel, apta a desempenhar a cidadania no mundo profano.

A rigor, o amor fraternal deveria estender-se a toda a humanidade; no entanto, ainda não estamos preparados para isso.

Fisiologicamente, os Irmãos provindos dos mesmos pais são denominados de “germanos”, que em latim significa “do mesmo germe”. Na Maçonaria não há esse aspecto; porém, a Fraternidade harmoniza os seres por meio da parte espiritual; diz-se que os maçons são Irmãos porque provêm da mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade; morrem na Câmara da Reflexão para renascerem produzidos ou procriados por meio do germe filosófico que transforma integralmente a criatura, refletindo-se no comportamento posterior.

Os Maçons, qualquer que seja o seu grau, dão-se o tratamento de Irmão. Este tratamento existe em todas as sociedades iniciáticas e nas confrarias, onde o seu significado é a condição adquirida com a participação de um mesmo ideal baseado na amizade. É o tratamento que se davam entre si os Maçons operativos.

Além da amizade fraternal que deve uni-los, os Maçons consideram-se irmãos por serem, simbolicamente, filhos da mesma mãe, a Mãe-Terra, simbolizada pela deusa egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a mãe de Hórus. Assim os Maçons são, também, simbolicamente, irmãos de Horus e se autodenominam Filhos da Viúva.

Os membros de nossa Ordem são estimulados a praticarem um modo de vida que produza um nível elevado em suas relações com seus Irmãos, assim como, com toda a humanidade. Em outras palavras, é preciso não perder o significado e emprestar dignidade à expressão IRMÃO, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo; que cada um de nós se torne útil segundo as capacidades e os meios que o Grande Arquiteto do Universo nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante faz desaparecer o sentimento da personalidade.

Quando os homens tiverem se libertado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, não se fazendo nenhum mal, ajudando-se mutuamente pelo sentimento natural da solidariedade; então o forte será o apoio e não opressor do fraco, e não se verão mais homens desprovidos do indispensável para viver, porque todos praticarão a lei da justiça.

Para melhor descrevermos a importância do tratamento “Irmão”, é preciso mencionar a egrégora, atuação da força-pensamento coletiva de pessoas reunidas num local, emitindo vibrações fortes e idênticas, pensamentos da mesma natureza, animado de força boa ou má, conforme o gênero dos pensamentos emitidos. Cada Loja possui a sua egrégora. Em muitas Lojas se forma uma antiegrégora. É quando os Irmãos lá vão para aparecer, disputar primazia, brigar, discutir cargos, assumir a postura divina de donos da verdade, etc.

Membro ativo é o maçom que frequenta assiduamente a Loja e cumpre com as obrigações estatutárias. A Loja conta com a presença assídua de seus associados. É dever do maçom dar assistência à sua associação, sob pena de enfraquecê-la e até adormecê-la.

Membro adormecido é o maçom que deixa de frequentar a Loja, licenciado ou eliminado, com a chance de sempre poder retornar à frequência.

Outro elemento de vida e valor que deve ser observado e ocorre com muitos Maçons em Lojas e Potências podemos chamá-lo “chorão”. É o que vê a vida como um terremoto: o chão ameaçando a abrir, o mundo caindo sobre ele. Corre desesperado para lugar algum ao encontro do nada. Não devemos receber esses estados depressivos, com a idéia de que estaremos ajudando o Irmão a
carregar seu fardo.

A rigor, o amor fraternal deveria estender-se a toda a humanidade; no entanto, ainda não estamos preparados para isso.

Há, também, o “desagregador”, criador da discórdia e do sofrimento. Sua atmosfera mental fica carregada de uma força destruidora. Vai à Loja dominado por sentimento de angústia, de obrigação institucional, com ódio, melindres e ressentimentos para gerar culpa ou acusações ou tentar criar tensões nos demais e jamais se entender com os que divergem de suas opiniões. Planta a semente da desintegração nos que são suscetíveis às suas influências. Sua mente se torna como que uma nuvem escura que encobre a luz e o poder da verdade. Ele abafa sua alma com pensamentos maus. Regozija-se com o mal de seus irmãos, pois, no seu orgulho, imagina que o não afetará. Aqueles que se deixam fascinar pelas suas falsidades, não podem ver a verdade e são levados a crer que o falso é justo, que só a vontade egoísta triunfa. Suportar este tipo de Irmão em Loja não é aconselhável, pois ele está tirando o valor da vida dos Irmãos e impondo a sua. Não os condenem, esses por si se destroem.

Outro problema na Loja maçônica são Irmãos “Cometas” com aparições inesperadas, trocam a festa, a TV, o passeio, a viagem, pela tarefa que assumiram livremente. Quando o Venerável lhes cobra comportamento responsável, zangam-se. O argumento usado é que eles dão a sua colaboração à Loja e têm o direito de comparecer quando lhes convier. Afinal, trabalham de graça e têm seus compromissos particulares para atender. Se o dirigente for rigoroso, é comum que se afastem da Oficina, procurando abrigo no pedido de licença ou até do quite placet. É da máxima importância que todos aprendamos a conhecer o poder dos que podem causar males, assim como para fazer o bem.

Estamos todos sujeitos a cometer erros. Ninguém alcançou a alta posição em que se ache tão livre do erro, que possa julgar com retidão todas as causas que levaram seu Irmão ao erro, e quando alguém chega a esse estado, não condena; compadece-se das condições limitadas de seu Irmão e procura fazer-lhe mais fácil a vida pela alegria e a bondade. Perdoemos nossos erros, pois até o direito de errar é sagrado, desde que corresponda ao intransferível dever de assumir a consequência do que se praticou.

Saibamos reconhecer os nossos defeitos para vencê-los. É ao estudarmos o que nos desagrada em nossos Irmãos que chegaremos a eliminar os nossos defeitos, que são muitas vezes semelhantes. Isto nos incitará à benevolência. Sejamos tolerantes para com as opiniões e os atos dos nossos semelhantes. Aprendamos a perdoar as ofensas que nos são feitas. Não tenhamos senão sentimentos, atos e pensamentos positivos.

Esqueçamos nossas desavenças, nossas dificuldades, passemos ao entendimento mútuo, e nos irmanemos em torno do bem e da tolerância.


Autor: Ir∴ Valdemar Sansão • M∴ M∴

domingo, 2 de dezembro de 2012

PARA QUE SERVE A MAÇONARIA?

Por Edison Teixeira Comp.'.M.'.
Chanc.'. A.'.R.'.L.'.S.'. São José Nº14
"O principal dever do homem para consigo mesmo é de instruir-se. O principal dever do homem para com os seus semelhantes é de instruí-los. Por esta razão a Ordem Maçônica é uma associação de homens libertos e virtuosos que se consideram irmãos entre si e tem por finalidade o convívio em perfeita harmonia e igualdade, ligados fraternalmente por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se uns aos outros na prática das virtudes."
 Em minhas pesquisas diárias leio muitos textos a respeito da nossa Ordem, alguns bem elaborados, outros mais simples, de fundo verdadeiro ou completamente inverossímeis, falando bem ou difamando-nos utilizando-se das mais desprezíveis calúnias.
E justamente por ter um razoável conhecimento do que é divulgado sobre o tema "Maçonaria" é que posso afirmar que até o presente dia, ainda não havia visto uma explicação tão simples e direta - principalmente para um profano - sobre o que é e para que serve realmente a Maçonaria, como no texto abaixo:

"Quero ser maçom para ficar rico"
Ouvi essa frase de um colega de cursinho. Engraçado como muita gente realmente acredita nisso. Também acreditam que maçons adoram o diabo, representado pela figura de um bode gigante com três metros de altura. Juro que nunca vi nenhum bode vermelho na maçonaria.
Naquela época de cursinho, eu não tinha aquela vontade incontrolável de ser maçom do meu colega. Tinha alguns tios que eram, achava legal, gostaria de ser aceito na ordem, mas não a ponto de ser uma prioridade. A vida dá voltas e eis que, no final de 2008, depois de me mudar pra outro estado, fui iniciado. (Este é o termo utilizado quando alguém entra para a maçonaria.)
Este texto poderia ser muito mais longo, mas não tenho intenção de escrever um tratado sobre a maçonaria. Quem quiser se aprofundar no tema pode visitar o site do Grande Oriente do Brasil e obter informações mais detalhadas. O objetivo do meu texto é dar algumas informações aos que têm interesse em ser iniciados em nossa ordem.


Maçonaria: não secreta mas discreta



Primeiro, e mais importante: se quer se tornar maçom para ficar rico, desista. Em menos de um ano, ficará frustrado por não ter conseguido e, literalmente, pedirá pra sair. Poupe você mesmo e várias outras pessoas do trabalho que terão em seu processo de admissão. Muito trabalho, diga-se de passagem.
Ao contrário do que se fala, a maçonaria não é secreta, mas discreta. No Brasil, suas lojas têm CNPJ, conta em banco, diretoria registrada em cartório. Só não ficamos contando pra todo mundo que somos maçons porque os verdadeiros irmãos não tentam obter qualquer vantagem pessoal espalhando que fazem parte da maçonaria.
Quando há tiranos no poder, a tendência é que a maçonaria seja temida e perseguida. Somente nesse caso a ordem passa a ser secreta. Aconteceu há séculos e há relatos de que hoje, em pleno século XXI, um ditador proibiu o funcionamento de lojas maçônicas em seu país e vem executando maçons que têm se reunido em segredo. Esse temor existe porque a maçonaria combate a ignorância, a superstição, o fanatismo, o orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.


 Os maçons e o Grande Arquiteto do Universo
Para desespero dos religiosos fanáticos, maçonaria não é religião. O que deixa esse pessoal indignado é que, em uma loja maçônica, é possível ver um judeu ortodoxo e um muçulmano se reconhecendo como irmãos. O mesmo vale para todas as religiões. É nessa hora que surgem as baboseiras: “não se pode servir a dois senhores”, “eu sirvo a Deus em minha igreja, a maçonaria serve ao demônio”, “onde tem espírita não tem Deus” – substitua o “espírita” por qualquer outra religião, o resultado é o mesmo.
No entanto, a maçonaria é religiosa. Para ser iniciado, é requisito básico acreditar em um princípio criador. Pode professar qualquer religião, ser agnóstico ou deísta. Só não pode ser ateu. O princípio criador recebe o nome de Grande Arquiteto do Universo.
Outro mito é a obrigatoriedade de abandonar sua religião para ser aceito na ordem. Eu conheço um rabino, médiuns espíritas, umbandistas e católicos fervorosos que são maçons. Há relatos de padres e pastores que foram iniciados e continuaram suas atividades. Infelizmente há, por outro lado, irmãos que são convidados a não freqüentar a igreja quando o sacerdote descobre que são maçons. Também há casos de irmãos que deixam a ordem quando o sacerdote diz que não serão mais bem-vindos na igreja enquanto forem maçons.


O que se ganha na maçonaria?

Basicamente, autoconhecimento e auto-aperfeiçoamento.

Associei muitos textos do Gustavo Gitti (que não tem ligação alguma com a maçonaria) ao que aprendo na loja; me fazem filosofar. Se você ler textos como os do Gustavo e não tirar nada de útil, sinto muito, companheiro, você não absorverá nada da maçonaria. O Gustavo mete o dedo com sal na ferida; a maçonaria traz seus ensinamentos por meio de símbolos e alegorias. Quem não entende o recado quando é dado diretamente não vai entender o que está nas entrelinhas, sacou?
Claro que é possível melhorar sem ser iniciado e sem precisar se indispor com o padre ou pastor de sua igreja. Mas, para alguns turrões como eu, conseguir isso sozinho é impossível.

O sistema de ensino é bastante eficiente e a maçonaria me ajudou a ser um homem melhor.
E você, sim, se quiser entrar de verdade na ordem, terá que estudar muito.

Cuidado com o "conto do maçom"

Um alerta importante: não caia nas armadilhas da internet.

Vários sites oferecem ingresso na ordem. Pedem pra você preencher um cadastro e dizem que um Mestre Maçom entrará em contato com você. Depois, contam uma historinha e pedem pra você depositar uma quantia, normalmente alta, pra cobrir as “despesas de Iniciação”.

Isso é balela, acredite.

Como se tornar maçom

É muito simples: seja você mesmo, arrume sua cama, jogue seu lixo no lixo, dê um bom dia sincero à tia da limpeza, esqueça os cumprimentos automáticos que você nem percebe mais. Seja honesto e faça bem seu trabalho. Como um irmão me disse antes de minha iniciação,“cuide bem do seu presente para que seu passado seja ilibado”.
A chance de você conviver com um maçom e não saber é bem grande. Se um irmão perceber em você as características ideais para ser um bom maçom, você será convidado, não se preocupe.
E, se não for, criando esses pequenos hábitos você já começa a se tornar uma pessoa melhor.

O RITO ADONHIRAMITA


www.brasilmacom.com.br - O RITO ADONHIRAMITACriado pelo Barão de Tschoudy, ilustre escritor, em Paris, França, no ano de 1766. De caráter místico e cerimonial, atualmente só está em funcionamento no Brasil; Este rito se originou em 1878 em Recife, com o primeiro movimento maçônico brasileiro, ficou adormecido até que em 1976 por iniciativa de Lauro Sodré, Grão Mestre, deu o caráter de regular, legítimo e legal para o rito. Este sofreu ainda atualizações, para a sua forma atual. Ao lado do Rito Moderno, o Rito Adonhiramita foi um dos primeiros introduzidos no Brasil, precedendo, por pouco tempo, o primeiro, no início do século XIX.

Embora, no início do século XIX, o rito tenha tido muita aceitação, ele acabaria, logo, sendo praticamente ignorado, pois, quando, depois do fechamento do Grande Oriente Brasílico --- a 25 de outubro de 1822 --- foi reerguida a Maçonaria brasileira, em 1830 e 1831, através de dois troncos, o Grande Oriente Brasileiro e o Grande Oriente do Brasil, respectivamente, nenhuma Loja adotou o rito. Ele só seria reintroduzido em 1837, quando foi fundada a Loja "Sabedoria e Beneficência", de Niterói, regularizada a 16 de janeiro de 1838, na jurisdição do Grande Oriente do Brasil, vindo a abater colunas em 1850. A segunda Loja "Firmeza e União" surgiria em 1839, ano em que a Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito.

Em 1863, ocorreria uma dissidência, no Grande Oriente do Brasil, liderada por Joaquim Saldanha Marinho, sendo criado o Grande Oriente do Vale dos Beneditinos --- que, depois de uma fracassada tentativa de reunificação, passou a se denominar Grande Oriente "Unido" --- em alusão ao seu local d funcionamento. Nesse Grande Oriente, o Rito Adonhiramita floresceu, chegando, o número de suas Lojas, a suplantar o do Grande Oriente do Brasil: neste, foram fundadas as Lojas "Aliança", em 1869, e "Redenção", em 1872, perfazendo três Lojas do rito.

Em 15 de abril de 1968, era assinado, entre o Grão-Mestre do Grande Oriente, Álvaro Palmeira, e o então Grande Inspetor do Sublime Grande Capítulo, Josué Mendes, um Tratado de Aliança e Amizade entre as duas Obediências. Com a morte, em 1969, de Josué Mendes, Aylton de Menezes assumiu o cargo de Grande Inspetor, tratando de alterar, totalmente, a estrutura administrativa do rito, que, há muito, não era mais praticado em qualquer outro país do mundo. Com isto, de acordo com sua Constituição, promulgada a 2 de junho de 1973, o Sublime Grande Capítulo passou a se denominar Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita, enquanto o Grande Inspetor assumia o título de Magnífico Patriarca Regente. Conforme os termos da Constituição, os poderes e autoridades do Sublime Grande Capítulo eram transmitidos ao Excelso Conselho, embora o tratado de 1968, com o GOB, tivesse sido feito em nome do Grande Capítulo. Além da alteração administrativa, os graus adonhiramitas eram, então, aumentados de treze para trinta e três.

Em 1973, por uma cisão no Grande Oriente do Brasil, surgiram os Grandes Orientes estaduais independentes, ou autônomos. Alguns criaram Lojas adonhiramitas, mas não promoveram essa modificação estrutural, surgida no âmbito do Grande Oriente do Brasil. Foi o caso da pujante Maçonaria Adonhiramita do Grande Oriente de Santa Catarina, depois transformada em Oficina Chefe do rito, em âmbito nacional, para todos os Grandes Orientes independentes, que já promoveu diversos encontros estaduais e nacionais, com pleno sucesso. Ali, a Oficina Chefe do Rito continua sendo o Sublime Grande Capítulo, é dirigida por um Grande Inspetor e adota o Rito Adonhiramita original, sem o acréscimo de graus.

Não foram feitos muitos rituais adonhiramitas dos graus simbólicos, no Brasil (menos ainda nos Altos Graus). Os primeiros utilizados, na primeira metade do século XIX, eram, simplesmente, uma tradução feita da "Compilação Preciosa". Somente em 1873, diante da iminente criação do Grande Capítulo Noachita, é que o Grande Oriente do Brasil editaria o Regulamento dos Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Esse regulador dos três graus simbólicos seria reeditado em 1916 e em 1938. Depois disso, surgiriam novas edições, com mais freqüência. As práticas ritualísticas do Rito Adonhiramita são, seguramente, das mais belas, entre as dos diversos ritos praticados em nosso país. Se o Rito Schroeder é, sem dúvida nenhuma, o mais simples e objetivo, o Adonhiramita é o mais complexo e o de maior riqueza cênica, não só nas cerimônias magnas de iniciação, elevação e exaltação, mas até nas sessões mais simples, quando nenhuma das práticas próprias do rito é omitida.


ARLS Ir.·. Aylton de Menezes, N. 2806 (GOB-ES)
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sábado, 1 de dezembro de 2012

A HISTÓRIA DO BODE NA MAÇONARIA


www.brasilmacom.com.br - A HISTÓRIA DO BODE NA MAÇONARIA
“E não me chamem de bode, pois eu prezo por um bom banho”

Dentro da maçonaria, muitos desconhecem o nosso apelido de bode.

Muitos dos maçons desconhecem totalmente sobre “O Bode”, pelo contrário, quando ingrenssam na maçonaria, descobrem que não há bode nenhum. Daí, muitos não se interessam em saber a origem dessa crendice.

Então por que esta história de bode?

Os maçons por brincadeira alimentam essa fantasia, ou por diversão, ou para manter longes pessoas indesejadas e muitas vezes até mesmo para testar se o candidato a maçonaria se deixa levar por essas brincadeiras.

Também é comum, entre os próprios maçons, se referem a outros maçons como bode.

Exemplo:

- “Essa festa está cheirando a bode!” – quer dizer – “Essa festa está cheia de maçons”

- “Fui ao hospital, e o médico era bode.” – quer dizer – “Fui ao hospital, e o médico era maçon.”


Outra brincadeira comum é uma expressão dita ao candidato que está prestes a ingressar na ordem.

-”Estás preparado para sentar no bode?”

Realmente, parece assustador de primeira mão. Mas essa expressão é usada para testar se o candidato se deixa levar pelas crendices.

Na verdade quer dizer:
“Estas preparado para ingressar na maçonaria?”

Assim como em palavras o bode virou mania entre os maçons. Adesivos de carro, chaveiros, camisas, bonés, bonecos e até estatuetas são vistas entre o meio maçônico. Hoje, o bode, virou uma brincadeira

Sendo que, o povo ainda acredita nessa tolice. Então se não fores maçom, pensa bem no que acabara de ler, e não deixe que fundamentalistas fanáticos induzam a sua visão contra a Maçonaria.

De onde vem está história de bode?

Alguns dizem que os maçons são também conhecidos como bode devido aos ternos que os mesmos usam e como há tempos atrás não existia o "ar condicionado" eles voltavam para sua casas com um cheiro ruim devido ao suor que acumulavam em sua vestes, logo amigos e familiares, brincando diziam:
"Que cheiro de bode que você está hein !!!" 

Outros já dizem que o termo "Bode" se deu devido a visitas de irmãos ingleses as lojas no Brasil e por se dirigirem a os irmãos como "Brother" o brasileiro acabou "Aportuguesando" a palavra surgindo então o famoso "Bode".

Porem a história mais aceita foi descrita pelo nosso mais célebre e saudoso escritor Maçônico Brasileiro Ir.’. José Castellani (In Memoriam) que escreveu:

A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monólogo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação àquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado, de que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo contar a alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas; ficaria mais aliviado junto à sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.

Mas por que bode? – Quis saber Paulo. É porque o bode é seu confidente. Como o bode não fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor – nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja; o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio. O povo passou a contar as suas faltas.

Voltemos a 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumário, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não eram do governo ou da Igreja.

Assim a Maçonaria, que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país.

Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições.

Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior:

- “Senhor este pessoal (Maçons) parece “BODE”, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”.

Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – aquele que não fala, o que sabe guardar segredo.

Hudson Josino
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RITUAL DE INCIAÇÃO DA JUVENTUDE DOS ÍNDIOS CHEROKEES


www.brasilmacom.com.br - RITUAL DE INCIAÇÃO DA JUVENTUDE DOS ÍNDIOS CHEROKEESO pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha durante toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele não remove a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem. Finalmente ... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo. MORAL DA HISTÓRIA: Apenas porque não vemos Deus, não significa que Ele não esteja conosco. Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material. Se você gostou desta história, repasse-a. Evite tirar a sua venda antes do amanhecer...  
 
Enviado pelo Ir. Walace Brandão, GLMEES