quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A LÂMPADA DO ÁTRIO


– Venerável Mestre, peço a palavra.
– Podeis falar, Irmão Cobridor.
– Venerável Mestre, Irmão 1º Vigilante, Irmão 2º Vigilante, Irmão etc., etc., etc., etc., etc.,…
– Irmão Cobridor, podeis falar, por favor!
– Venerável Mestre: há tempos notei, mais precisamente há um ano, que uma das lâmpadas do Átrio está queimada. Peço à vossa sabedoria que providencie a troca para que as luzes do Átrio não fiquem em desarmonia, tendo uma de suas lâmpadas sem função nenhuma.
– Justificável a sua queixa e pedido, meu Irmão, mas, como o Irmão sabe, ao Venerável cabe a presidência da Oficina e qualquer coisa que se faça, principalmente envolvendo custos que onerem os Metais da Loja, a assembleia tem que deliberar a respeito. Para isso, concedo a palavra aos Irmãos que queiram se manifestar sobre a proposta do Irmão Cobridor.
– Venerável Mestre, peço a palavra.
– Atenção, meus Irmãos. O primeiro Obreiro se manifestará a respeito da proposta do Irmão Cobridor para a troca da lâmpada queimada do Átrio. Podeis falar, Irmão Orador.
– Venerável Mestre, Irmão 1º Vigilante, Irmão 2º Vigilante, Irmão etc., etc., etc., etc., etc….
– Meu Irmão, podeis falar, por favor; meus Irmãos, vamos dispensar daqui em diante as fresc… Desculpe, os tratamentos e citações de praxe.
– Venerável Mestre, a troca de uma lâmpada queimada no mundo profano pode parecer uma coisa simples de resolver, mas não é em nossa Sacrossanta Instituição. Portanto, Venerável Mestre, peço à vossa sabedoria que nomeie uma comissão especial afim apresentar um parecer sobre a substituição da lâmpada do Átrio, considerando:
1º- saber as causas da queima da lâmpada; 2º- como retirar a lâmpada queimada sem perda fluídica que a mesma gerou em toda sua existência; 3º- como instalar a nova lâmpada sem que haja rejeição metafísica pelo desequilíbrio de fótons no ambiente do Átrio; e, finalmente, que haja o máximo cuidado com relação às origens da Lâmpada a ser adquirida.

– Bem pensado, meu Irmão. O Irmão sempre nos brinda com seus conhecimentos. Vamos escolher os membros da comissão com o máximo cuidado e informaremos sobre as suas recomendações.
– Venerável Mestre, peço a palavra!
– Ora! Muito bem. Vejo que mais um Irmão se dispõe a colaborar nesta tarefa que engrandecerá o trabalho coletivo desta Oficina. Podeis falar, Irmão Mestre Arquiteto.
– Venerável Mestre, enalteço os cuidados do Irmão que solicitou a Comissão Especial para a substituição da Lâmpada queimada do Átrio e, ressalvo, que cuidados outros especiais também devemos ter nesta tarefa técnico-mística, a saber: a logística. Temos um Irmão no quadro da Oficina que exerce a profissão de engenheiro eletricista e que poderá fornecer uma lista completa das ferramentas e outros utensílios, bem como materiais de consumo necessários à operação e o tipo da escada que, verdade seja dita, um dos símbolos mais importantes de nossa Ordem.
– Muito bem, meu Irmão. Com certeza nosso Irmão Engenheiro eletricista aceitará de muito bom grado esta gloriosa oportunidade de colaborar com seus préstimos. Só estou preocupado com esta escada. Pode ser de 33 degraus?
– Creio que não, Venerável Mestre. É muito longa e, por isso, às vezes inútil. Pediremos uma emprestada aos Irmãos do Rito Moderno, eles tinham uma escada de sete degraus, que seria o ideal. Agora, têm uma de nove, mas serve.
– Hummm… Sei não… Esse Rito é meio estranho.
– É uma questão de raciocínio, Venerável Mestre.
– Tá bom! Tá bom… Deixa isso prá lá.
– Venerável Mestre, peço a palavra.
– Podeis falar, Irmão 1º Vigilante.
– Venerável Mestre, vejo a grande importância em que está se tornando o evento e isso exige que sejam apresentadas Peças de Arquiteturas alusivas ao ato antes de sua realização. Portanto, solicito aos nossos Irmãos Aprendizes que façam uma pesquisa no Google sobre a iluminação do Templo e suas nuances, influências psicossomáticas e espirituais.
– Ora, muito bem Irmão 1º Vigilante. Irmãos Aprendizes, debrucem com todas suas forças para copiar e colar o material pesquisado sobre este magnífico tema apresentado pelo nosso Irmão 1º Vigilante, e que as Peças de Arquitetura estejam prontas antes da data marcada para a troca da lâmpada do Átrio.
– Venerável Mestre, peço a palavra.
– Podeis falar, Irmão Mestre de Cerimônias.
– Venerável mestre, estive certo dia em outra Loja de outra Obediência e notei que havia no Átrio uma lâmpada colorida. E se colocássemos uma lâmpada desse tipo…
– Venerável mestre! O Irmão Mestre de Cerimônias está tentando enxertar em nosso Templo uma lâmpada de outro Rito! Isso é um absurdo! Irá macular o nosso sacrossanto Átrio!
– Calma meu Irmão Past Master. O Irmão Mestre de Cerimônias está com a palavra, deixemo-lo falar com a devida tolerância. Podeis falar, meu Irmão.
– Bem… Venerável Mestre, de fato a lâmpada é de outro Rito, mas é tão bonitinha. Imaginei que na hora que fizermos aquele quarto de hora de preleções no átrio – que representa o purgatório de nossos pecados – pois, como todos dizem, lá deixamos tudo que é coisa ruim antes de entrarmos no Templo, poderemos acender unicamente esta Lâmpada; nela concentraremos todas as nossas paixões e vícios para lá fora as deixarmos.
– Veja, Irmão Past Master. A sugestão do Irmão Mestre de Cerimônias se justifica. Entraremos no Templo puros e limpos. E, ao sairmos e apagarmos aquela lâmpada, iremos recolher de volta tudo que lá deixamos, percebeu? Os Irmãos que aprovam que a lâmpada substituta seja… Que cor será a lâmpada, meu Irmão?
– Vermelha, Venerável Mestre.
– Os Irmãos que aprovam que a lâmpada substituta seja vermelha, fiquem como estão… Aprovado, meus Irmãos.
– Venerável Mestre, peço a palavra.
– Podeis falar, Irmão Hospitaleiro.
– Venerável Mestre, como Vossa Sabedoria disse no início deste profícuo debate sobre a troca da Lâmpada queimada do Átrio, há custos. Sugiro, portanto, que os Irmãos sejam mais bondosos em suas participações no Tronco de Solidariedade para que possamos obter a verba necessária à realização do evento. Sabemos que o produto do Tronco tem como destino o socorro às Viúvas e aqueles que batem em nossa porta em busca de auxílio mas, sabemos também, que sempre há e haverá exceções para outras necessidades que se apresentem importantes como os ágapes, a aquisição de medalhas, a confecção de diplomas e outros mimos. Por isso nada há de errado em usarmos os metais do Tronco para o evento ora em planejamento.
– Meus Irmãos, ouvistes as sábias palavras do Irmão Hospitaleiro. Assim, peço aos Amados Irmãos que não colaborem apenas com os costumeiros dois reais. Lembrem que, dependendo dos recursos obtidos, faremos uma plaqueta que, com cerimonial apropriado, será afixada no Átrio com os nomes de todos aqueles que participaram de memorável ato, sendo tudo registrado no livro da história da Loja mas, principalmente, em nossos corações. (Bateria incessante – Aplausos)
– (Depois de simular lagrimas e grande pausa para aumentar os aplausos…) Oh…meus Irmãos; não sou merecedor de tamanho louvor. Muito obrigado, faltam-me as palavras…sniff…(Mais aplausos).
Autor: Ir∴ Paulo Roberto Marinho 
ARLM Vetúrio Gomes dos Santos nº 132 – GLMERJ

O FOGO, A CHAMA E A LUZ


Na Maçonaria, assim como em outras instituições iniciáticas, místicas, esotéricas, filosóficas ou religiosas, o fogo, a chama e a luz são símbolos de profundo significado.
Nas iniciações, um dos batismos do candidato é feito pelas chamas do fogo, simbolizando a queima das impurezas que a água não consegue tirar.
“Nos livros sagrados de todas as religiões, temos centenas de citações sobre o fogo, a chama e a luz, no início da Bíblia em Gênesis – 1: 3 a 5 – Deus disse: “Haja Luz. E houve luz. Após a criação dos céus e da terra, a primeira manifestação foi a criação da luz. O grande cientista Albert Einstein disse que a luz é a sombra de Deus.”
“Nos rituais religiosos, se acendiam lamparinas com óleo de oliva virgem e límpido, no fogo se queima o incenso com aromas perfumados para agradar a Deus. O profeta Isaías – 5: 25 – “Pelo fogo se acendeu a ira do senhor… .” Também dizia: “A violência de sua cólera.” A chama de um fogo devorador. “Inflamam as árvores das florestas e as videiras.”
Quando o ser humano aprendeu a se utilizar do fogo, para cozinhar os alimentos, se aquecer nos dias e noites frias, ele passou a se diferenciar dos outros animais, na realidade, a maior contribuição para a formação da civilização foi a utilização do fogo.
“Ele é citado em Gênesis – 15: 17 – “E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumo, e uma tocha de fogo, que passou aquelas metades.”
As velas do altar simbolizam que a luz pode vir de fontes diferentes, mas a sua função é iluminar, o maior ensinamento é que elas sempre formam uma unidade, que a doação também significa recebimento, ao doarem a sua luz para o acendimento de outra vela, elas não perdem a sua luz, na realidade a luz é multiplicada, quanto mais se doa, mais se tem.

“A presença de Deus sempre é anunciada por trovões, relâmpagos e nuvens luminosas; ou mesmo como “sarça ardente”; temos também a carruagem que elevou Elias ou quando ele estava no monte Horeb e escondeu o rosto ante o sopro de Deus; as visões de Ezequiel; Moisés que se viu face a face com Deus desce do Sinai com o semblante resplandecente.”
No salmo 136: 7, 8 e 9 “Aquele que fez os grandes luminares…”

No Novo Testamento, Jesus, o Cristo, é a luz, o fogo interior, o amor, o conhecimento; “a lâmpada não está mais sob o alqueire, mas, sobre a mesa.”
Temos a luz como a interiorização do conhecimento “A lâmpada de teu corpo é teu olho.” “E se teu corpo estiver na luz, ele estará todo na luz.”
O livro todo de João é considerado como o Evangelho do Espírito – 1: 1 a 8 – Temos a repetição da criação. Com o fracasso de Adão e tantos outros que não foram ouvidos, Jesus, o Cristo, teve que ser enviado, que após passar pela purificação pela imersão na água teve o batismo pelo fogo divino.
Com essa visão parcial da Bíblia, tivemos uma caminhada pouco a pouco mais espiritualizada da luz sombria da matéria para a pura luz. Podemos perceber que a vida tem um propósito, que a luz que tem sido preservada através das eras pode ser alcançada.
Sabemos que a luz da maioria dos seres humanos não passa de mera obscuridade, mas existem aqueles que se tornam espiritualizados. Eles já não se contentam com as sombras, pois, a presença da luz provoca uma débil reação em sua mente e seu coração.
Na Maçonaria devemos deixar de lado, as tolas vaidades, as brigas pelo poder, as tristes divisões e buscarmos alcançar o ápice da pirâmide para nos tornarmos verdadeiramente evoluídos e aperfeiçoados, nos transformarmos em verdadeiros líderes e instrutores da sociedade menos esclarecida. Como disse o célebre maçom Mário Leal Bacelar “Vamos nos dar as mãos”. Devemos formar uma unidade, assim como, as velas brilham separadas e com a união fornecem mais luz, assim o verdadeiro maçom deve fazer, não importa onde está o conhecimento, pois, ele pode estar em todos os lugares, o importante é que o divulguemos, formando uma só família.
Quando passamos a entender que a criação é um processo contínuo; que ela não ocorreu instantaneamente, mas, por estágios e, que ainda fazemos parte desse processo. Só então compreendemos o verdadeiro significado da primeira criação: “Das trevas do abismo, o invisível e incognoscível Deus moveu-se sobre a face das águas e disse: “Faça-se a Luz.”
 Ir.’. Pedro Neves • M.’.I.’. 33.’. • MRA
www.revistauniversomaconico.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

COLUNAS ZODIACAIS


Como você reagiria se eu dissesse que as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria? (pausa para pensar).
Colunas todos nós sabemos o que são; Zodiacais vem de zodíaco, que por sua vez vem do grego: zódia (animais) chegamos até zodiakos (ciclo de animais). Diríamos então que em alguns Templos Maçônicos temos pilares cilíndricos que sustentam o ciclo de animais.
Lógico que o simbologismo ultrapassa a semântica, mas esse conhecimento é oriundo dos Irmãos amantes da astrologia.
Na antiga Caldeia, os estudiosos captaram a imagem vista do céu e elaboraram um mapa que produzisse a passagem do Sol em cada uma das doze partes que fora dividido o referido mapa, cada uma dessas partes tinha elementos astronômicos (planeta, estrela, constelação, nebulosa) e cada parte ganhou um nome, chamado de Signo Zodiacal que é governado por um Astro Regente. Não se pode usar a expressão “Planeta Regente”, pois o Sol (Signo de Leão) e a Lua (signo de Câncer) não são planetas. Com o tempo vincularam os Signos com os quatro elementos primários do nosso planeta (Ar, Água, Terra e Fogo).
Mais adiante ainda foram incorporadas características masculinas e femininas que são representadas por triângulos; os ícones astrológicos que estão interligados a triângulos com o ápice para cima possuem virtudes e defeitos típicos dos homens e os com ápice voltado para baixo virtudes e defeitos típicos das mulheres.
De forma resumida temos então: ÁRIES = Marte, Fogo, Masculino; TOURO = Vênus, Terra, Feminino; GÊMEOS = Mercúrio, Ar, Masculino; CÂNCER = Lua, Água, Feminino; LEÃO = Sol, Fogo, Masculino; VIRGEM = Mercúrio, Terra, Feminino; LIBRA = Vênus, Ar, Masculino; ESCORPIÃO = Marte, Água, Feminino; SAGITÁRIO = Júpiter, Fogo, Masculino; CAPRICÓRNIO = Saturno, Terra, Feminino; AQUÁRIO = Saturno, Água, Masculino; PEIXES = Júpiter, Água, Feminino.
A incorporação dessas Colunas aos Templos Maçônicos ultrapassam os conhecimentos da astrologia popular com suas previsões e características pessoais; há belíssimos trabalhos vinculando as Colunas, as Instruções dos Graus, as passagens durantes as Sessões Magnas e até aos Cargos de Loja, lembrando que são interpretações pessoais dos autores o que condiz com nossa situação de Livres Pensadores e Maçons Especulativos.
Você mesmo, quando tiver, oportunidade observe o posicionamento delas e as formas geométricas que podemos traçar no teto da Loja usando por exemplo aquelas que têm o ápice do triângulo voltado para cima.
Mesmo após escrever tudo isso eu ainda lhe digo: as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria! Você já ouviu falar que nossos Templos foram construídos de acordo com o Templo de Salomão? E no Livro da Lei há a descrição das doze colunas e todos esses símbolos? Portanto as Colunas Zodiacais são elementos de alguns RITOS MAÇÔNICOS e por conta disso não podemos generalizar dizendo que fazem parte da Maçonaria; a maioria dos Templos Maçônicos espalhados pelo mundo foram construídos dentro do traçado dos preceitos do Rito de York, que em seus trabalhos não constam as Doze Colunas Zodiacais e o mesmo acontece no Rito Schröeder. A intenção deste pequeno artigo é motivar os Irmãos a frequentarem Oficinas que trabalham em Ritos diferentes aos da sua Loja, há em todos sempre um conhecimento “extra”.
Mesmo na ritualística sempre haverá DIFERENÇAS, nunca DIVERGÊNCIAS, ninguém tem autoridade para afirmar que isto ou aquilo está errado, haverá sempre contextos históricos que explicarão as inúmeras variações encontradas nos Ritos, nas Potências e nas Obediências. A Beleza é feita pela simplicidade, mas a Sabedoria pela complexidade. Lembrem-se de visitar, estudar e ensinar, pois todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.
Enviado pelo Ir.’. Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Grande Loja de Minas Gerais • MG

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

UM PAPA NA MAÇONARIA


Dentre os Papas, destacou-se pelo ódio anticristão contra a Maçonaria, Pio IX. Mostrou-se rancoroso contra a Instituição depois de Papa. Pio IX chamava-se Giovanni Ferreti Mastai. Ele foi Maçom, tendo pertencido ao quadro de obreiros da Loja Eterna Cadena, de Palermo (Itália).
Sob o número 13.715 foi arquivada, em 1839 na Loja Fidelidade Germânica, do Oriente de Nurenberg uma credencial de que foi portador o Irmão Giovanni Ferreti Mastai, devidamente autenticado, com selo da Loja Perpétua, de Nápolis. Como Irmão, como Maçom, Giovanni Ferreti Mastai foi recebido na Loja Fidelidade Germânica.
O Irmão Ferretti nasceu em 1792. Passou dois anos no Chile, servindo como secretário do vigário apostólico Mazzi; foi Arcebispo de Spoleto em 1827, bispo de Imola em 1832 e foi elevado a Cardeal, em 1840, e eleito Papa em 1846. Confrontando- se as datas, verifica-se que, em 1839, quando o Irmão Ferretti foi fraternalmente recebido na Loja Maçônica na Alemanha, já era Bispo. Ascendendo a Papa, Giovanni Ferretti Mastai traiu seu Juramento, feito em Loja Maçônica, com a mão sobre o Livro da Lei e honrou a Maçonaria com o seu ódio, culminando com a publicação, em 08 de dezembro de 1864, do Syllabus, e em que amontoou todas as bulas papais e encíclicas contra a Maçonaria, de que fizera parte.
A Loja Eterna Cadena, filiada à Grande Loja de Palermo, em 26 de março de 1846 considerando o procedimento condenável do Irmão Giovanni, resolveu expulsá-lo como traidor, depois de convocá-lo para defender-se. Sua expulsão foi determinada por Victor Manuel, Rei da Itália e de toda a Península e Grão-Mestre da Maçonaria da Itália, que decretou mais tarde, em 1865 sua expulsão da Ordem por ter excomungado todos os membros da Maçonaria. Sua expulsão pelo Rei italiano e Grão-Mestre foi classificada como Perjuro. A Igreja Católica sempre tem procurado ocultar este episódio.
Pio IX que tão ferozmente investiu contra os Maçons, sobretudo os da Itália, foi feito prisioneiro em 20 de setembro de 1870, pelos patriotas que lutavam e conquistaram a Unificação Italiana, tendo à frente vários Maçons inclusive, entre eles: Garibaldi, Mazzini, Cavour, Manzoni e outros.
Apesar de feroz inimigo da Maçonaria, que traiu, Pio IX foi tratado com consideração pelos Maçons, seus aprisionadores. Viram nele o antigo Irmão transviado e, embora fosse ele um Perjuro, prevaleceu o Princípio Sagrado de Fraternidade.
Foi belíssima a lição de amor ao próximo, dada pelos Maçons ao Papa Pio IX. Em conseqüência da bula Syllabus de Pio IX, contra a Maçonaria, é que surgiu no Brasil, a rumorosa Questão dos Bispos, também denominada. Questão Epíscopo-maçônica, quando Dom Vital, Bispo de Olinda, e Dom Antonio Macedo, Bispo do Pará, pretenderam que o Syllabus se sobrepusesse às Leis Civis Brasileiras, exigindo que as Irmandades religiosas eliminassem do seu seio os numerosos Maçons católicos que a compunham. As Irmandades reagiram e recorreram à Justiça, tendo tido ganho de causa. Os Bispos não acataram a decisão da Justiça. Foram julgados e condenados a quatro anos de prisão, com trabalho forçado. Um ano e pouco depois o Duque de Caxias, Maçon, então Presidente do Ministério do Segundo Império, anistiou-os. Este, Caríssimos Irmãos, é mais um episódio maçônico que deve ser divulgado!
Enviado pelo Ir.’. Wilson Benedito Ferreira
Loja 2922 ARLS – 22 de Fevereiro – GOB – Oriente de Franca

domingo, 17 de fevereiro de 2013

APAGANDO VELINHAS!

Hoje quem está apagando velinhas é a cunhada Graça, esposa do M.'.I.'. Edvar de Souza e mãe do Ir.'. Sérgio Gley.


Que o G.'.A.'.D.'.U.'. abençoe aquela que é um baluarte entre as Samaritanas da Loja São José Nº14.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

MAÇONS - QUE GENTE ESTRANHA É ESSA?


www.brasilmacom.com.br - MAÇONS - QUE GENTE ESTRANHA É ESSA?É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do acaso. Que tem os dois pés no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.
É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais, admira paisagens, escuta o som dos ventos. É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si. É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto. Éh!! Gente muito estranha os Maçons!
Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas. Gente que fala com plantas e bichos, dança na chuva e alegra-se com o sol.
 Eh!! Gente estranha esses Maçons.
 Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece. Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independentes das agruras do caminho. Essa gente, vê o passado como referencial, o presente como luz e o futuro como meta.
 São estranhos os Maçons!
Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como formas de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar. São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos. Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas, objetos e outros artefatos.
São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado. Fazem suas próprias histórias. Falam de generosidade em exercício constante. Ajudam os necessitados com sigilo e discrição. Conduzem a prática desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.
Interessante essa gente, esses Maçons!
Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir. Partilham da mesa do rei e de um amigo menos abastado com mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face de seus ancestrais. Degustam um pão feito em casa, com a mesma satisfação que o fazem em um banquete cinco estrelas. Amam em esteiras e em grandes suítes, desde que estejam felizes, pois ser feliz e levar felicidade, é sempre a única condição dessa gente estranha.
É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente, pelo homem miserável, pela falta de respeito humano.
É gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem! Agradecem pelas oportunidades que a vida lhes dá. Aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que tratam como experiência.
Reúnem-se em Escolas Iniciáticas que chamam de Lojas, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, para resgatar valores, e estudar muito.
Interessantes são os Maçons!!!
Mas interessante mesmo é a fé que os mantêm vivificados ao longo de tantos anos!
Abençoada essa estranha gente!
É dessa estranha gente, que o Grande Arquiteto do Universo precisa para o terceiro milênio.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

HUMOR MAÇÔNICO - CARTA DE UM PROFANO A OUTRO


Zé,
Priciso ti contá esta história. Tava eu numa noite dessas procurando uma loja de coisas da tua profissão prá comprá o seu presente de Natal, quando encontrei um predião que me apontaram, tudo aceso, cheio de gente. Eta turma boa.

Perguntei: "Aqui é loja de pedreiros?"- Invés de resposta, só foi abraço. Descobriram logo que sou mecânico, Zé, porque todo mundo me perguntava onde ficava a minha oficina. Lojona bonita aquela, com quadros, tapetes, ventiladores, até livro de visitas tinha que assiná. Gozado, com aquele calorão doido, queriam saber quantos graus estava fazendo e não tinha termômetro. Devia tá mais de 30, então "carquei" lá no livrão: 33. Acho que acertei na mosca, porque todo mundo me abraçava bastante.

Depois todo mundo entrou pro salão onde tava as mercadorias. Tinha cuié de pedreiro, prumo, nível, esquadro, alavanca, compasso, régua, até pedra.

Tinha também mesas e cadeiras que não acabava mais. Acho que algumas dessas mesas tava com o tampo solto porque os caras pegaram uns martelinhos e começaram a batê. Até a porta devia está emperrada, porque um sujeito começou a batê com o cabo de um espeto. Depois pensei que um indivíduo lá era cego. Perguntou onde sentava fulano..., onde sentava o sicrano..., queria saber que horas eram..., coitado! Teve um espírito de porco que falou prá ele que era meio-dia em ponto. E não é que ele acreditou! Depois outro sujeito foi perto dele e começaram a cochichar aqui e ali. Um deles reclamou de um tal de Arão que fez um estrago com óleo. Disse que derramou na cabeça, na barba e no vestido de uma tal de Dona Orla. Confirmei que o cara era cego porque ele falou que a loja tava aberta e então olhei e vi que tava fechada. Nessa hora notei que até lá você era conhecido. Sentiram sua falta e começaram a perguntar: "e o Zé?, e o Zé?....".

Depois aguentei um tempão um sujeito falá umas baboseiras que não entendí nada e, até que enfim, mandaram fazer as propostas. Veio outro sujeito recolher elas com saquinho e então mandei a minha: dava cinqüenta mangos naquela corda pindurada lá em cima, toda enroscada. Sabe? O cara tava se fazendo mesmo de cego. Ele leu a minha proposta e não disse nada. Acho que fui munheca demais. Aí inventaram que estava chovendo, que tinha goteira na loja e acabaram me pondo prá fora. Tá certo, Zé, era justo, era perfeito. Mas se acharam pouco o valor que eu escreví, bem que podiam fazer uma contraproposta, não acha?

Autor desconhecido 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

REGRAS GERAIS DOS MAÇONS


A maioria de uma dada Loja, quando reunida, poderá dar diretivas ao seu Mestre e Vigilantes antes da Sessão do Grande Capitulo, ou Loja, para as três Reuniões Trimestrais, ou para a Reunião Anual da Grande Loja; porque seu Mestre e Vigilantes são seus representantes, e devem expressar as opiniões da Loja.
 
Esta regra consagra o princípio da soberania da Loja. A Loja é soberana em relação ás demais Lojas e à Grande Loja. O poder decisório reside na Loja, não no seu Venerável, nos Vigilantes ou nos demais Oficiais do Quadro.
 
O Venerável Mestre, eleito, tal como Tesoureiro, e os restantes Oficiais do quadro, designados pelo Venerável Mestre, são Oficiais porque exercem ofícios, isto é, são-lhes confiadas funções, tarefas, que devem exercer o melhor que podem e sabem ao longo do mandato que lhes é conferido. Ao eleger o Venerável Mestre e o Tesoureiro, e ao confiar àquele o poder de designar os demais Oficiais do Quadro, a Loja não está a abdicar da sua soberania nele ou neles, está simplesmente a delegar-lhes funções.
 
Obviamente que as funções do Venerável Mestre são importantes e extensas: dirigir administrativamente a Loja, coordenar o Quadro de Oficiais, estabelecer as ordens de trabalhos das reuniões e dirigi-las, exercer a competência disciplinar, exceto quanto à aplicação da sanção de expulsão.
 
Mas o Venerável Mestre deve ter sempre presente que, mesmo quando a Loja lhe confia o amplo poder de decidir em variadas questões - e confia-lho, com amplitude e com confiança -, o poder originário permanece na Loja, no coletivo de obreiros. 
 
Desde logo, tenha-se presente que a atividade maçónica é inteiramente voluntária. O maçom assume o compromisso de não violar as deliberações da Loja e as decisões do seu Venerável Mestre, desde que regular e regulamentarmente tomadas. Mas não tem obrigação de executar ou colaborar na execução de deliberações com que não concorde. Nesse caso, não viola, não cria obstáculos, mas também não tem de fazer. Tem o direito de nada fazer.
 
Logo, muito pouco assisado seria o Venerável Mestre que tomasse decisões à revelia do sentimento geral e global da Loja: seria um general sem soldados...
 
Não se confunda, portanto, delegação de poderes com transferência dos mesmos. A todo o momento, a Loja pode deliberar em contrário de
decisão tomada por qualquer dos Oficiais do Quadro, Venerável Mestre incluído.
 
É assim de boa prática - diria mesmo que indispensável prática - que, antes de qualquer Assembleia de Grande Loja que inclua na sua ordem de Trabalhos  a tomada de deliberações, a Loja debata as questões sujeitas a deliberação e dê ao seu Venerável Mestre e aos seus Vigilantes as instruções que entender. Porque, quando se vota em Assembleia de Grande Loja, não é o Venerável X que vota, nem os Vigilantes Y ou Z, são os representantes da Loja número tal que expressam o voto ou os votos desta.
 
Fonte:
 
Constituição de Anderson, 1723, Introdução, Comentário e Notas de Cipriano de Oliveira, Edições Cosmos, 2011, página 138.
 
Rui Bandeira



 Regras Gerais dos Maçons de 1723 - X
via A PARTIR PEDRA de Rui Bandeira em 04/07/12

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

SER HOMEM É PRECISO... MAS NÃO É FÁCIL


Quando olhamos para o conjunto da Humanidade e comparamos o que vemos com aquilo que nos foi transmitido sobre o plano do Grande Arquiteto do Universo para Sua obra, podemos dizer que a mais difícil de todas as tarefas é a de ser Homem e a mais fácil a de ser apenas como os homens, cuja característica predominante é o Egoísmo, a Marca de Caim deixada sobre a Terra.
Se assumimos que somos Homens, devemos ter clara consciência de que não vivemos sós no mundo, pois o Homem só é impensável. Somos seres em relação, feitos para os demais e que dependem dos demais. Se assumimos que somos Homens, ainda, devemos entender que somos parte de um todo que se chama Humanidade e para com ela temos o dever sagrado e inalienável de contribuir com o melhor de nós mesmos para que este mundo seja um pouco melhor do que estava quando a ele viemos.
Não nos confundamos, pois, com o rebanho. Sejamos Homens no meio de homens porque temos um caminho a trilhar, uma missão a cumprir e o caráter a realizar antes que possamos nos considerar graduados na Universidade da Vida.
Ao encontrarmos em nosso caminho um Homem desinteressado façamos dele nosso modelo a imitar e apeguemo-nos a ele como a sombra ao corpo. O Desinteresse é, talvez, uma das lições mais difíceis que temos a aprender para chegarmos a ser Homens.
Conforme gira, sem cessar, a Roda da Vida vemos que aflora no meio do inextricável labirinto humano uma necessidade como verdade incontroversa: Decência. Decência no pensar, no sentir, no agir. Um Homem decente é honesto o que vale dizer, limpo de mãos e espírito; é justo o que vale dizer, rende culto à Igualdade.
Em nossa caminhada ascendente pelos degraus da Escada de Jacó uma das qualidades mais trabalhosas de se preservar no mundo de hoje é a Decência; todavia, se não formos decentes não conseguiremos nos graduar na Universidade da Vida.
Se assumimos que somos Homens e não apenas como os homens, temos que ser coerentes com nossos princípios, idéias e convicções e isso não pode ser mercadoria de vitrine. Que se modifiquem, se aperfeiçoem, se superem mas que jamais estejam à venda a quem melhor oferta fizer.
Se nos portarmos realmente como Homens, todavia, os reinos deste mundo conspirarão contra os nossos mais caros ideais e convicções. Lutemos com eles e por eles e se formos, ao final, crucificados que o sejamos com eles e por causa deles.
Se persistirmos em continuar a áspera jornada ascendente soframos nossas dores, nossas esperanças e nossos erros com humana incerteza mas com dignidade e inteireza.
Não busquemos nem peçamos piedade ou indulgência para com nossas fragilidades e nem mendiguemos o consolo. Tiremos força de nossa fraqueza e não nos consideremos vencidos enquanto uma única gota de sangue correr em nossas veias.
Temos um cérebro. Pensemos, então, com ele. Temos um coração. Com ele, então, amemos. Temos dois braços. Transportemos, então, nossa cruz com eles.
Se desejamos realmente ser Homens e não apenas como os homens é preciso, sobretudo, que sejamos jovens. Mas isso na compreensão de que a juventude não é tanto uma época da vida mas sim um estado de ânimo, um temperamento da vontade, uma qualidade da imaginação, um vigor das emoções. E isso só perderemos se abandonarmos nossos ideais e nosso entusiasmo, pois que se os anos nos enrugam a pele o abandono do Entusiasmo é que nos enruga a alma.
Depende exclusivamente de nós se seremos tão jovens quanto nossa fé ou tão velhos quanto nossa dúvida; tão jovens quanto nossa confiança em nós mesmos ou tão velhos quanto nosso desespero. Sejamos, pois, Homens com a juventude na alma! Quer tenhamos vinte anos ou sessenta, que exista em nosso peito o impulso à maravilha, o suave assombro diante das constelações infinitas, o desafio aos acontecimentos, o apetite infantil e nunca desmentido pela alegria de viver. Que nossa alma reflita uma profunda Primavera da Vida.
Transmitamos, com nosso agir de Homens e Maçons, mensagens de esperança, de beleza, alegria, grandeza, valor e poder e impeçamos que nosso coração se cubra com as neves do Pessimismo e o gelo do Egoísmo no inverno solitário daqueles que abandonaram a luta por descrença em si próprios e por terem se esquecido que foram criados como sementes da Divindade.

Col Irm Antonio Carlos de Souza Godoi
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

PALAVRAS DO MESTRE

www.brasilmacom.com.br - PALAVRAS DO MESTRE Peregrino,
 alça teu vôo,como a águia,a alcandoradas amplitudes,
porém,sintoniza uma nota de amor em todos os teus pensamentos e atos,
e põe tua vontade firme a serviço de teu mais puro anelo,
pois o caminho é difícil e pedregoso... 
Sonhas encontrar-me! 
Como podes, ó filho, se nem conheces a ti mesmo? 
 Busca, primeiro,o essencial em tudo,
penetra o mais íntimo da natureza, 
deixa, em longas meditações, que a música das Esferas embale o teu espírito.
Não te deixes, porém, dominar pelas visões majestosas,
 ou pelo colorido dos sonhos que sobrevirão;
 não fujas aos teus deveres, sê solícito ao teu semelhante,
 bondoso para com teus servos,
 piedoso para com teus senhores!
 Ama os que te amam, perdoa e ama os que te odeiam. 
Quando te conheceres, poderás ver-me.
 E quando me compreenderes, mostrar-te-ei a senda que nos conduz ao Mestres dos Mestres...

 Paz contigo!


Teu Mestre.

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