terça-feira, 18 de dezembro de 2012

DE PROFANO A MAÇOM


INTRODUÇÃO

O Profano: É definido segundo o dicionário de Maçonaria como; termo usado pelos Antigos- Mistérios para designar os estranhos e que na Maçonaria se qualificam os não iniciados em seus mistérios.

Este mundo está dominado por aqueles que, de entre nós, são mais atuantes: não necessariamente mais conseqüentes, não necessariamente mais honestos nos seus desígnios.

Este mundo que nós conhecemos ou pensamos conhecer, no âmago da nossa pueril inteligência, tem muito pouco a ver com a nossa qualidade de Maçom. Existe-se para consumir e não para consumar. É triste, mas é verdade, aquilo que nos liga, na inércia do sistema de estarmos vivos, é a ânsia daquilo que nos separa. Juntamo-nos, corporativamente, para encontrar abrigos para o que nos separa. Afirmamos a diferença mais do que a semelhança, iniciação Maçônica é um ato libertador pois que graças ao trabalho em Loja nos leva aos confins do Universo


ANTES

Não se conhece uma pessoa completamente, mesmo que com ela tenhamos uma convivência plena. Cada ser humano tem seus valores próprios , seus sentimentos, ideais que fazem parte de sua personalidade, a vida é um eterno relacionamento entre pessoas, podendo ocorrer desordem e desavenças desequilibrando a balança da igualdade.

Está ai um dos grandes problemas da Maçonaria, a escolha do profano para ser iniciado na Ordem Maçônica, talvez este seja o diferencial para se ter uma Loja composta por Irmãos dignos de pertencerem a ela.

Terá o padrinho muito cuidado na escolha do profano evitando a escolha de pessoas que queiram se aproveitar da Maçonaria em beneficio próprio, ambiciosos de poder, lembremos que a Maçonaria serve ao Maçom apenas pelo fato de permitir que o Irmão entre na sua Ordem.

Cabe ao padrinho do candidato, antes de formalizar o convite ao profano, obter informações com outros Irmãos sobre a vida social, afetiva e familiar do mesmo, com isso se tenha plena convicção da índole do profano e certificar-se que o mesmo receberá a filosofia Maçônica e permitirá que a Maçonaria entre dentro de si.

Devemos acreditar que é melhor para a Maçonaria, melhor ainda para a humanidade que tenhamos poucos Maçons com muitas qualidades e condutas dignas, do que muitos Maçons que não contribuem em nada para o aperfeiçoamento da humanidade.

Em nosso universo existem profanos que por sua conduta são verdadeiros Maçons só não conhecem a filosofia Maçônica, outros não tão qualificados, mas com sede de conhecimento bastando para isso que sejam lhes dado a oportunidade e os ensinamentos do caminho do bem.

DEPOIS

A Maçonaria, por sua definição é uma associação de homens livres e de bons costumes, que em Loja devem dedicar-se ao aperfeiçoamento moral e social através de estudos filosóficos. Assim, os que dela participam nunca deveriam esquecer os juramentos feitos durante a iniciação. Irmãos, aqui entramos como P?B? na esperança que nossas arestas sejam aparadas para que um dia possamos chegar ao estado de P? P?aspiração maior de todo homem que deseja sair do estado de ignorância e ver a Luz.

O Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca seu engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.
Assim sendo e por ser Maçom, deve ele conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçônicos, para ser um obreiro útil a serviço de nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acúmulo da experiência e dos conhecimentos que se tem acesso, mas, a ação construtiva da Maçonaria deve ser exercida de forma permanente em todas as suas celebrações, trabalhos em Loja e no convívio social, através da difusão de conhecimentos que podem conduzir o homem à uma existência melhor pelos caminhos da Justiça e da Tolerância.O Maçom deve ter e manter elevada Moral, tanto na vida privada como na social, impondo-se pelo respeito, procedimento impecável e realizando sempre o Bem. É pelo valor moral que podemos cumprir sempre nossos deveres como elementos da Sociedade Humana e, particularmente, como membros da Sociedade Maçônica.

O Maçom busca o Bem pelo cultivo das virtudes e pelo abandono dos vícios. Tenta polir constantemente a sua pedra bruta reforçando a sua virtuosidade e reprimindo conscientemente os seus defeitos. Pela auto-disciplina livremente imposta a si mesmo, torna-se também exemplo para seus pares, colaborando para o progresso moral daqueles que com ele interagem.

Cabe ao padrinho a tarefa de estimular e promover ao novo integrante da Ordem Maçônica, os meios necessários que capacitem o mesmo a sentir- se plenamente a vontade, de tal forma que seus valores e talentos se aflorem para contribuir cada vez
mais para o auxilio a humanidade.


Conclusão:

Temos consciência que a verdadeira Iniciação não é um processo fácil nem igual para todos qualitativamente, pode durar uma vida inteira, para se ascender ao mesmo que outros apenas necessitam de um pequeno instante! Pode mesmo nunca chegar a manifestar-se. Meus Irmãos, de fato não somos todos iguais! Somo-lo apenas na condição de seres humanos que ao baterem à porta do Templo, trouxeram dentro do seu coração a pretensão de ascender a algo superior, à realidade da qual vivemos apenas na sombra.O desenvolvimento espiritual que se traduz na capacidade de sentirmos a voz interior, com uma intensidade e freqüência cada vez maior… é e sempre foi o que diferenciou os homens! Já alguém disse: “não há boas nem más pessoas, o que existe são pessoas mais ou menos conscientes, mais ou menos elevadas espiritualmente”.

A verdadeira humildade mostra-se sim no respeito que todos devemos demonstrar por alguém que não se encontra na nossa linha de pensamento e põe em causa as verdades transmitidas – as nossas verdades. É esta a grande lição do Aprendiz: saber ouvir os outros como a si mesmo, quer a razão lhe assista ou não. Devemos agradecer sempre o tempo que os outros nos dispensam, independentemente se é para nos dirigir um elogio ou uma reprimenda.

Ir.·. Antonio Geraldo Stéfano- Ap.·.M.·.
A.·.R.·.L.·.S.·.Águia de Haia N. 2518
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BEM INFORMAR PARA BEM ESCOLHER!


www.brasilmacom.com.br - BEM INFORMAR PARA BEM ESCOLHER!
A Maçonaria escolhe homens de bem, livres e de bons costumes, amantes da liberdade e legionários da razão e faz deles ainda melhores!

Graças ao prestígio que tem desfrutado em todos os períodos de sua história, a Ordem Maçônica tem sido sempre um imã que atrai numerosos candidatos à Iniciação.

Aos não-Maçons, denominados "profanos" (em Maçonaria aquele que não foi Iniciado Maçom), oferecemos uma idéia mais ou menos aproximada, desta grande Instituição e, principalmente, aos que nela pretendem ingressar. Objetivamos proporcionar-lhes uma antevisão do terreno em que poderão vir a pisar e da trilha que, obviamente, terão de seguir.

Objetivo da Maçonaria - O objetivo inicial da Maçonaria tem sido o de tornar a Fraternidade Maçônica "um centro de União e o meio de conciliar, por uma amizade sincera, pessoas que, sem ela, não se conheceriam".

Um escritor francês, em poucas palavras, descreve esta faceta, aliás, a mais importante da Maçonaria: "Durante muito tempo ainda, haverá lugar para uma instituição dizendo aos homens: nada quero ter em comum com vossas desavenças, aos que virão a mim ensinarei o bom senso e a moderação, nas horas que passarão em meus templos, obrigá-los-ei a calar as suas dissensões e a se tratarem como Irmãos. E na plenitude de sua liberdade!

Outro escritor define a Maçonaria nestas poucas palavras: "A Maçonaria é uma associação de idealistas autênticos. Compõe-se de homens de boa vontade, bem intencionados, dotados de sentimentos de solidariedade humana. Os que quiserem ingressar em seu meio devem possuir espírito de bem servir".

O Irmão Henri Dubois, dirigindo-se aos candidatos, prossegue: "Mas se vos perguntardes o que isto há de render ao bolso ou para as eleições, então, não, não deveis entrar e se entrastes por erro, rápido, parti! Se possuíres opiniões que vos dominam antes de serem dominadas por vós, se tendes propensões demasiadamente vivas para vos tornardes o censor dos outros, ou se não tiverdes para vós mesmo o orgulho de vossa independência em tudo o que se referir a vossa pessoa, à educação dos vossos filhos, aos atos de vossa vida religiosa, cívica ou de família, jamais tereis o caráter de um Maçom, jamais compreendereis os que o têm. Então não vindes. Se deveis dedicar todo o vosso tempo e recursos a vossa família, nada furteis a um dever quer prevalece sobre os demais. Mas tampouco formai ilusões! Não vos deixeis levar pela idéia de que deveis fazer sacrifícios pela humanidade, para o progresso e o resto. Não entreis para a Maçonaria salvo se o desejardes por vós mesmos. Os Maçons por certo têm o dever de assegurar a perenidade da Ordem, mas não é o número que importa.

Na verdade, a Maçonaria é a única sociedade com possibilidades de satisfazer plenamente a um homem generoso, idealista e progressista, pela razão que possui todos os elementos capazes de ajudar os homens na senda do aperfeiçoamento. Isto não significa, porém que todos os Maçons se esforcem neste sentido, objetivo principal da Ordem. É preciso contar, obviamente, com aqueles que entraram na Instituição no intuito de "explorar os Sinais, Toques e Palavras".

Se você ingressar na Maçonaria e, encontrando algum deles, se sentir desanimado e desiludido, é melhor não continuar. A Maçonaria necessita de homens fortes, dignos deste nome e capazes de empunhar o facho que nos legaram os nossos antecessores conduzindo-o a meta final. De que lhe podem servir homens fracos, pusilânimes e comodistas a debandar na primeira contrariedade Prefere poucos Maçons a muitos "Profanos de Avental".

Requisitos para ingresso - Para conseguir ingresso na Maçonaria, o que se faz por meio da Cerimônia da Iniciação em Loja, um candidato deve possuir certos requisitos mínimos sem os quais não poderá ser admitido:

a) - ser maior de vinte e um anos e do sexo masculino;
b) - estar em pleno gozo da capacidade civil;
c) - ter bons costumes e reputação ilibada, apurada em rigorosa investigação, que abranja seu presente e seu passado;
d ) - possuir instrução de nível primário completo, no mínimo, ou equivalente e seja capaz de compreender, aplicar e difundir os ideais da Instituição;
e) - ter profissão ou meio de vida lícito;
f) - não professar ideologia que se oponha aos princípios maçônicos;
g) - ser fisicamente sadio, não apresentando defeito físico ou moléstia que o impeça de cumprir os futuros deveres maçônicos ou que o incapacite para a vida social, devidamente comprovado por atestado de sanidade física e mental, com firma reconhecida;
h) - aceitar a existência de um princípio criador: o Grande Arquiteto do Universo.

Para ingressar na Maçonaria é preciso que o candidato esteja civilmente emancipado. O candidato não desfruta somente de bom conceito, como será livre. Livre quer dizer dispor de sua própria pessoa. Isenção de paixões e preconceitos é indispensável para a compreensão dos superiores ensinamentos da Maçonaria.

Também se dá atenção a uma certa independência econômica, pois as atividades das Lojas exigem de seus membros contribuições em dinheiro. Estas contribuições não são, no entanto, tão elevadas que qualquer pessoa, exercendo qualquer atividade profissional remunerada, não possa dar conta das mesmas. A Maçonaria não é uma organização capitalista. Ela é uma Ordem Fraternal. A participação do operário, do elemento da classe média, como do milionário, tem para ela o mesmo valor.

Os inadaptados - ao indicar o elemento que é conveniente afastar da Maçonaria, outro escritor traz a sua colaboração dizendo: "Deveriam ser afastados da Maçonaria os sectários cuja mentalidade acha-se em oposição formal com os princípios fundamentais de nossa Instituição; os pretensiosos ; os egoístas que praticam a Fraternidade "em sentido único", os ambiciosos necessitados de encontrar na Loja apoio, clientes, cabos eleitorais (de acordo com o seu modo de atividade profissional ou extra-profissional); os imbecis que são um peso morto a arrastar, e enfim os astuciosos decididos a explorar sob todas as formas possíveis, o altruísmo dos verdadeiros Maçons.

Farol luminoso - Ao admitir em seu seio homens de todas as religiões, de todas as nacionalidades, de todas as raças, de todos os partidos, a Maçonaria deu ao homem o exemplo da mais ampla tolerância, um ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Ela se constituiu, desta forma, em cimento que pode unir homens das índoles mais díspares, das classes mais diversas, e das regiões mais afastadas. Acima das religiões, dos partidos, das classes e das raças, a Maçonaria teve o grande mérito de fazer com que os homens se estendessem a mão por onde se encontrassem e se chamassem Irmãos.

Maçonaria é um farol luminoso que pode esclarecer e iluminar a humanidade sofredora. A sua razão de ser é, ao contrário do que pensam os que não a compreenderam, tentar unir e harmonizar os homens. A sua finalidade é demonstrar-lhes que o EGOÍSMO é a fonte de todos os males e que não chegarão à salvação sem o calor da FRATERNIDADE e do AMOR.

Procuramos nestas páginas de maneira simples, mostrar quem a Maçonaria busca para os seus quadros de Obreiros e o que é necessário para dela fazer parte.

Valdemar Sansão – M.’. M.’.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ETERNA FUGITIVA


www.brasilmacom.com.br - ETERNA FUGITIVADiscorrer sobre o mistério das coisas é perder tempo. Mais vale calar e buscar as certezas apenas no campo da ação. Nada podemos saber do que convém crer com relação aos enigmas que atormentam aos humanos, mas cada um de nós pode adivinhar sem esforço excessivo aquilo que a Vida exige e, assim, uma verdade se nos revela proporcional à norma: é uma verdade de ordem moral que emana das próprias leis da Vida.


Um jovem teosofista, — por certo bom conhecedor de metafísica, — houve por bem submeter à minha apreciação algumas páginas, fruto de seus estudos no Campo de Châlons onde esteve mobilizado em 1920. Intitula sua dissertação: Por que o homem busca a Verdade e como pode encontrá-la. Começa assim: O homem quer saber, quer conhecer. Por quê? Porque é. Porque, em sendo, o é em conseqüência de sua função de Ser. O Ser é Verdade e, portanto, é assim mesmo Verdade em sua essência e, por este fato apenas, sua norma é aspirar à Verdade.

O autor pensa haver estabelecido de tal sorte a identidade entre o homem e a Verdade que ele deseja, como também a possibilidade de alcançá-la, posto que tal é sua norma. Considerando logo que procedemos da Verdade, o jovem dialético não vacila em dizer-nos o que somos em realidade.

Posto que deseje conhecer minhas observações de velho simbolista, permitir-me-á a resposta na linguagem que costumo usar. Eu perdi, com efeito, o costume de raciocinar sobre abstrações e desconfio dos argumentos edificados sobre palavras.

Certo dia, conversando a respeito de questões religiosas e mitológicas com um sacerdote de muita erudição, disse-lhe com humor: Enfim, no domínio do desconhecido, os poetas são os que mais acertam. Seguramente, — respondeu o padre, — são os que menos se enganam, mas, infelizmente, os teólogos são os que menos acertam.

Compreendi então que a culpa é dos crentes, quando exigem precisões de todo impossíveis sobre o objeto de suas preocupações. Alguns conceitos permanecerão sempre longínquos, vãos e indeterminados para nosso entendimento. Se tentarmos examiná-los ao microscópio, a fim de precisá-los, chegaremos tão-só a falseá-los, e pode-se muito bem dizer que a teologia toda é uma empresa quimérica para demonstrar o indemonstrável. O campo do raciocínio é muito limitado. É este pequeno círculo compreendido entre as pontas de nosso compasso intelectual. Na totalidade dessa área, nossa visão é exata, e nossas deduções, lógicas. Mas não vamos nós raciocinar além de nossa razão, que deve reconhecer sua impotência quando se trata do infinito. O que não tem princípio nem fim, nem lugar determinado, nem duração no tempo, nem qualidade de nenhuma espécie fica fora do domínio da razão, e, neste ponto, podemos unicamente calar. Devemos honrar, como nosso silêncio, o que se impõe a nós e permanece velado à nossa compreensão. O primeiro ato do candidato a franquear o umbral do templo da iluminação deve ser o de inclinar-se humildemente diante do insondável mistério que nos rodeia.

Essa lição ritualística nos convida racionalmente a limitar nossas visões especulativas. O homem quer saber, e esta curiosidade que o leva a instruir-se é muito saudável. Mas, limitado como é, — tanto em seus meios de constatação quanto em seu potencial intelectual, — será bom que também pergunte a si mesmo o que realmente precisa saber e busque apenas o que poderá ver claramente com sua inteligência.

Sejamos positivos ao abordar o grande Mistério da Vida. Será que, verdadeiramente, precisamos conhecer a fonte de onde emana, como também a meta final rumo à qual nos dirigimos? Aceitemos a vida tal como ela se apresenta, satisfeitos em constatar que ela nos impõe uma tarefa. Não é acaso o principal trabalho de nossa inteligência tornar-nos plenamente conscientes desta tarefa?

Obreiros da Vida, esforcemo-nos por compreender o que a Vida espera de nós, e procuremos instruir-nos, para poder realizá-lo com perfeição. Graças a essa orientação, seguiremos o caminho reto, sem ceder aos desvios de uma vã curiosidade. O sábio jamais se vangloria de poder responder a tudo; sabe demasiado que seu saber é muito pouco comparado à sua ignorância. Sua luz abarca apenas um espaço reduzido, mas é suficiente para que possa realizar com brilho o seu trabalho, não possuindo maior ambição.

Há uma verdade que o homem pode buscar e alcançar. É unicamente esta verdade, cuja missão é orientá-lo no caminho da Vida. É a Verdadeira Luz simbolizada pela estrela flamígera. A verdade que homem alcança em virtude de sua norma, ele não pode deixar de relacioná-la ao esquadro (em latim, norma). Unido ao compasso, esse instrumento decora o avental do Mestre Maçom, livre já de toda ilusão depois de sua estadia na Câmara do Meio. Em seu modo de ver, o campo de seu saber é o estreito domínio da relatividade, o ínfimo espaço que sua razão pode iluminar. Discorrer sobre o mistério das coisas é perder tempo. Mais vale calar e buscar as certezas apenas no campo da ação. Nada podemos saber do que convém crer com relação aos enigmas que atormentam aos humanos, mas cada um de nós pode adivinhar sem esforço excessivo aquilo que a Vida exige e, assim, uma verdade se nos revela proporcional à norma: é uma verdade de ordem moral que emana das próprias leis da Vida.

Essa verdade nos obriga, em primeiro lugar, a ganhar a Vida no mais alto sentido desta expressão corrente. A cada dia, contraímos obrigações para com a Vida, e devemos nos esforçar em cumpri-las honradamente, inspirando-nos nessa rigorosa equidade cujo emblema é o esquadro maçônico. Devemos estar conscientes de nossos deveres para com nossos semelhantes, companheiros de nossa vida. Seus direitos e seus deveres são idênticos aos nossos, e nossa atitude para com eles vem ditada, sem vacilações, pelo esquadro, norma determinante de toda forma de vida normal.

Portanto, nós duvidaremos das afirmações arriscadas dos espíritos temerários sobre as coisas impossíveis de serem positivamente controladas. Em troca, na vida prática, podemos trabalhar com absoluta certeza: aqui, a norma (esquadro) dita-nos a conduta a seguir com impecável precisão. Se soubermos nos conduzir na vida com absoluta segurança, que mais poderemos desejar? Tudo mais poderá muito bem resultar pura vaidade e nada mais. Limitemos o domínio de nossas investigações, partindo daquilo que podemos comprovar objetivamente, sem pedir ao raciocínio mais do que ele pode dar de si. A razão humana equivoca-se ao querer escalar o céu. É firme apenas no plano terreno, e ainda aí amiúde tropeça.

O simbolismo filosófico nos ensina a não nos pagarmos com palavras, e o valor que concede às nossas concepções é muito relativo. Em seu modo de ver, não são mais que as imagens imperfeitas do quanto aspiramos a nos representar.

A Verdade nos atrai. Perseguimo-la sem trégua, mas, para o simbolista, a Verdade não é uma palavra suscetível de entrar numa equação silogística. É uma virgem que foge eternamente, atraindo com irresistível poder o pensador enamorado da inacessível deusa.

Assim o cantam os poetas. E, ainda que seja verdade que mesmo os filósofos não chegam tampouco a estreitar a Verdade em seus braços, quando menos lhes fica o júbilo de recolherem, às vezes, o comovente sorriso da eterna fugitiva.
 
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A confecção deste arquivo virtual é uma iniciativa do Departamento de Atividades Culturais da Muito Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul.

Traduzido de El Ideal Iniciático tal como se desprende de los Ritos y Símbolos de Oswald Wirth, trad. Para o espanhol de D. Fernando Villard, Espanha, 1928. Versão para o português de B.C.C e M. B. T.

Proibido o uso comercial, bem como divulgação fora do âmbito maçônico. Trabalho com finalidade didática, integrando o Projeto de Docência Maçônica da GLOJARS, aprovado pelo Decreto Nº 019- 2003/2005

Ir.’. Bruno Cezar Carravetta, M.’. I.’.
Diretor do Departamento de Atividades Culturais
da GLOJARS

www.glojars.org.br

domingo, 16 de dezembro de 2012

O SONHO E A ESCADA


www.brasilmacom.com.br - O SONHO E A ESCADANão sei se é costume em todas as regiões do Brasil, o maçom dizer que “subiu um degrau na Escada de Jacó”, para externar sua alegria em receber “aumento de salário”.

Aqui, na região em que vivo e tenho vinculação com a Arte Real, é rotina dizer-se esta expressão, tanto na revelação da felicidade de quem foi elevado de grau, como nos discursos de saudação aos beneficiados.

Entendo que deverá ser muito denso o significado deste símbolo na maçonaria (1), diante de tanta ênfase que se lhe dá em seu uso ou ao se fazer a sua exegese, por mais superficial que seja a abordagem.

Não quero falar que a Escada de Jacó é importante, por haver sido admitida no Simbolismo Maçônico e, coincidentemente, ao mesmo tempo em que se inaugurava o primeiro Templo Maçônico, construído como tal e para esta finalidade – o Freemason’s Hall – inaugurado em 1776 (2), no oriente de Londres.

Nem desejo registrar, mas já registrando, a sua importância, porque esteja configurada no Painel da Loja de Aprendiz, elaborado por Willian Dight, em 1808 (3), onde a Escada de Jacó aparece, partindo da Bíblia aberta sobre o altar e alçando-se ao céu, que o alcança no clarão de uma estrela de sete pontas.

Todavia, como se percebe, mesmo sem querer me referir a uma Escada, já falei de duas. Uma, a do sonho de Jacó, cuja descrição vem do Velho Testamento (4). Outra, desenhada por Dight, que se reporta à primeira, mas com omissões e algumas inserções. Na Escada do sonho, ela está ligando a terra ao céu, e anjos, sobem e descem. Na Escada do Painel, ela está ligando a Bíblia do altar ao céu, sem anjos, mas com a introdução de fortes símbolos do cristianismo, quais sejam: a cruz da fé, a âncora da esperança, e o cálice do amor (o sangue do Filho de Deus, derramado em face do amor pela humanidade). (5)

O sonho, teve-o Jacó, e está totalmente narrado no Gênesis. O Senhor, na oportunidade, fala a Jacó de tudo de bom que lhe está reservado, tanto a Jacó quanto à sua descendência – o povo de Israel, nome este que substituiu o de Jacó, após sua luta com o anjo, episódio de que a Bíblia se ocupa no livro de Gênesis (6)

A conversa havida ao pé da Escada inspira o entendimento de uma contrapartida de Jacó e descendentes ao que o Senhor, seu Deus, lhe estava a garantir. Que aquele povo desse à vida o destino de encaminhar-se ao Altíssimo: (7) “uma peregrinação de retorno à Casa do Pai”, como séculos depois, Santo Agostinho ensinava a respeito da vida.

Parece-me não causar arrepios dizer que a maçonaria pensa desta forma, quando proclama a “prevalência do espírito sobre a matéria”. Pensamento este muito bem retratado na composição do compasso e esquadro, sendo este a matéria e aquele o espírito.

A vida, em seus aspectos menos tangíveis, é o mote principal da Ordem. O aperfeiçoamento do iniciado e seu exemplo na comunidade em que habita.. O cuidado com o bem-estar do próximo. O zelo pela família. A dedicação às coisas do amor fraternal. O adepto da maçonaria deve apresentar-se pelo bem que pode fazer.

A Escada de Jacó indica esta trajetória. No que se refere ao sonho, ela é utilizada pelos anjos (seres plenos de virtudes) em sua movimentação. O maçom deverá ser um construtor de templos à virtude. Ele mesmo será uma pedra que se poliu para ocupar espaço na construção. Ascender mais um degrau na Escada é estar mais perto do Criador. Significa dizer: possuir mais virtudes. A contrapartida ao que o Senhor ofertou a Jacó.

A Escada de Jacó, na concepção de Dight, que contém os símbolos da fé, da esperança e do amor, tem o chamamento do maçom a seu próprio aperfeiçoamento.

Se o maçom diz que subiu um degrau na Escada, tem convicção do que está dizendo, e acredita nisto, ele está declarando seu compromisso com esta prática de amar a Deus, pois está em seu caminho; de aperfeiçoar-se, porque é destinado a ser templo de Deus (8); e de amar ao próximo que é um estágio da Escada, que se encontra mais aproximado do Altíssimo.

Que o Grande Arquiteto do Universo conceda, sempre, aos irmãos maçons a força e o vigor suficientes para subirem, não somente um, porém vários degraus nesta desafiadora “escada”, com a qual sonhou Jacó e na qual a maçonaria se inspira a cada instante.



RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS

(1) “A Escada de Jacob é alegoria de origem bíblica e designa a escada que Jacob viu em sonho, a qual simbolizava a providência e cuidado especial de Deus por Jacob; os anjos levavam suas orações e necessidades ao trono de Deus e desciam com as bênçãos divinas; em Maçonaria ela é representada sobre o círculo entre paralelas verticais e tangenciais, tendo no topo, uma estrela de sete pontas, como símbolo da ligação do iniciado com Deus, através da ascensão na escada iniciática”. José Castellani, no livro Dicionário Etimológico Maçônico, vol. DEFG, pág. 59, Editora A Trolha, Londrina/PR..

(2) “Naquele ano foi pintado um Painel... tudo leva a crer que o irmão Pintor... acrescentou também a Escada de Jacó, que desde alguns anos antes já vinha sendo ensinado nas Lojas. Lendo Machey, vemos que no rito de York, a Escada não era um Símbolo original, tendo sido introduzido por Dunckerley em 1776, época em que Priston iniciou suas LEITURAS. O que vem a comprovar, é que, até aquela data, a Escada de Jacó ainda não era um Símbolo Maçônico. No Rito Escocês Antigo e Aceito, ela entrou pelas mãos de Miguel André de Ransay, que era um ardoroso defensor dos Stwarts, transformando em símbolo maçônico a Escada Mística dos Mistérios Mitraicos.” Francisco de Assis Carvalho no livro “Símbolos Maçônicos e suas origens”, págs. 135, 136 e 137, Editora A Trolha, Londrina/PR..

(3) “Willian Dight, um maçom inglês, pintor, em 1808 elaborou três Painéis sobre lona, como era de uso na época.” Rizzardo Da Camino no livro “Os Painéis da Loja de Aprendiz” pág. 109, Editora A Trolha. Na pág. 110 da mesma obra, está reproduzido o painel onde se encontra o desenho da Escada de Jacó.

(4) Gênesis 28:10 – 17

(5) I Cor 13:13

(6) Gênesis 32: 28

(7) Gênesis 28:20 – 22

(8) I Cor 6: 19

(Informabim 290 B)


Ir.: Antônio do Carmo Ferreira
Presidente da Associação Brasileira da Imprensa Maçônica - ABIM

sábado, 15 de dezembro de 2012

POR QUE "LOJA" MAÇÔNICA?


Qual maçom nunca foi questionado por um profano do porquê do termo “LOJA”? Muitos são aqueles que perguntam se vendemos alguma coisa nas Lojas, para justificar o nome. Alguns, fanáticos e ignorantes, chegam a ponto de indagar que é na Loja que os maçons vendem suas almas!
Em primeiro lugar, precisamos ter em mente que, só porque “loja”, em português, denomina um estabelecimento comercial, isso não significa que o mesmo termo em outras línguas tem o mesmo significado. Vejamos:
 Loge”, palavra francesa, pode se referir à casa de um caseiro ou porteiro, um estábulo, ou mesmo o camarote de um teatro. Mas os termos franceses para um estabelecimento comercial são “magasin”, “boutique” ou “commerce”.
Da mesma forma, o termo usado na língua inglesa, “lodge”, significa cabana, casa rústica, alojamento de funcionários ou a casa de um caseiro, porteiro ou outro funcionário. Os termos mais apropriados para um estabelecimento comercial em inglês são “store” ou “shop”.
Já o termo italiano “loggia” significa cabana, pequeno cômodo, tenda, mas também pode designar galeria de arte ou mesmo varanda.  Os termos corretos para um estabelecimento comercial são “magazzino”, “bottega” ou “negozio”.
Em espanhol, “logia”, derivada do termo italiano “loggia”, denomina alpendre ou quarto de repouso. As palavras mais adequadas para estabelecimento comercial são “tienda” e “comercio”.
Por último, podemos pegar o exemplo alemão, “loge”, que não tem apenas a grafia em comum com o francês, mas também o significado: um pequeno cômodo mobiliado para porteiro ou caseiro, ou um camarote. Já os melhores termos para estabelecimento comercial em alemão são “kaufhaus”, “geschaft” ou “laden”.

Com base nesses termos, que denominam as Lojas Maçônicas nas línguas francesa, italiana, espanhola, alemã e inglesa, pode-se compreender que as expressões referem-se a uma edificação rústica utilizada para alojar trabalhadores, e não a um estabelecimento comercial. Verifica-se então uma relação direta com a Maçonaria Operativa, em que os pedreiros costumavam e até hoje costumam construir estruturas rústicas dentro do canteiro de obras, onde eles guardam suas ferramentas e fazem seus descansos. Essas simples edificações que abrigam os pedreiros e suas ferramentas nas construções são chamadas de “loge, lodge, loggia, logia” nos países de língua francesa, alemã, inglesa, italiana e espanhola.
A palavra na língua portuguesa que mais se aproxima desse significado não seria “loja” e sim “alojamento”. Nossas Lojas Maçônicas são exatamente isso: alojamentos simbólicos de construtores especulativos. Isso fica evidente ao se estudar a história da Maçonaria em muitos países de língua espanhola, que algumas vezes utilizavam os termos “Alojamiento” em substituição à “Logia”, o que denuncia que ambas as palavras têm o mesmo significado.
À luz dos significados dos termos que designam as Lojas Maçônicas em outras línguas, podemos observar que a teoria amplamente divulgada no Brasil de que o uso da palavra “Loja” é herança das lojas onde os artesãos vendiam o “handcraft”, ou seja, o fruto de seu trabalho manual, além de simplista, é furada. Se fosse assim, os termos utilizados nas outras línguas citadas teriam significado similar ao de estabelecimento comercial, se seria usado em substituição às outras palavras que servem a esse fim.
Na próxima vez que você passar em frente a um canteiro de obras e ver à margem aquela estrutura simples de madeira compensada ou placas de zinco, cheia de trolhas, níveis, prumos e outros utensílios em seu interior, muitas vezes equipada também com um colchão para o pedreiro descansar à noite, lembre-se que essa estrutura é a versão atual daquelas que abrigaram nossos antepassados, os maçons operativos, e que serviram de base para nossas Lojas Simbólicas de hoje.
www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ADMISSÃO À MAÇONARIA


www.brasilmacom.com.br - ADMISSÃO À MAÇONARIA



Informações para análise dos possíveis novos membros da Ordem.







O pedido - O candidato para admissão deve deixar claro que ele pretende respeitar e admirar a Ordem Maçônica e que busca a associação por razões que não sejam benefícios pessoais. O pedido é revisado assim como seu caráter e reputação, e faz-se uma votação na Loja. Embora as práticas variem, tradicionalmente, um voto negativo é suficiente para rejeitar sua solicitação.


O candidato a Aprendiz é sujeito ao interrogatório final antes de ser preparado para sua iniciação.
Precisa então confirmar se foi levado a buscar a admissão por uma opinião favorável já formada sobre a Maçonaria, que não teve motivos mercenários pessoais, que tem o desejo de conhecimento e auto-aperfeiçoamento e uma vontade sincera de ser útil a seu semelhante.


Finalmente, chega o dia em que o candidato será iniciado como um Aprendiz Maçom. Geralmente essa cerimônia acontece no “recinto da Loja”.  
 

A Loja – Hoje, o lugar onde os maçons se reúnem chama-se Loja e cada Loja tem características próprias. Algumas são mais filantrópicas, promovem atividades para arrecadar dinheiro e ajudam asilos, orfanatos e creches, outras Lojas têm um cunho mais político e seus membros gostam de analisar a situação do país nessa área, mas, enfatizamos, em Maçonaria não se permite discussão de política partidária. Todas as atividades visam melhorar a moral, o caráter e o comprometimento dos Irmãos para com o progresso da humanidade, não havendo nenhum ganho político ou financeiro em ser Maçom.

O Maçom Verdadeiro homem de bem, cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.


Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos.


Não alimenta orgulho, nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra.


Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios nem evidenciá-los. Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las.


Não se envaidece da sua riqueza, nem das suas vantagens pessoais, usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos.


Se a Sociedade colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante o Criador do Universo; usa da sua autoridade para lhes levantar a moral e não para esmagá-los com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.


Quando subordinado, de sua parte compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.


Finalmente, o verdadeiro Maçom respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da natureza, como quer que sejam respeitados os seus.


A Maçonaria - é a maior organização fraternal do mundo, com quase três milhões de membros nos Estados Unidos, mais de 700 mil membros na Grã-Bretanha e mais de um milhão no resto do mundo. Embora seja a firme crença em um Ser Supremo, condição sem a qual não será admitido na Ordem, que acolhe em seus quadros homens de todas as religiões e tem como tema central o comportamento moral, o auto-aperfeiçoamento constante e a dedicação à caridade, a Maçonaria não responde à acusações. Não se importou por ter sido declarada ilegal por Adolf Hitler, Benito Mussolini e Francisco Franco.


Mesmo em nossa sociedade dominada pela mídia, que fatos são mais importantes do que matérias em jornais, em TV ou Internet, as críticas antimaçônicas permanecem não respondidas em razão da tradicional política da Maçonaria não responder aos ataques, mesmo disponibilizando notáveis conhecedores de sua filosofia, história e ritualística que escolheram ser membros dela, com extrema facilidade poderiam refutar esses ataques.


Influência maçônica na história Sem mencionarmos a Maçonaria Brasileira, diremos que a Maçonaria estava presente na Revolução Americana, com membros como George Washington, Benjamim Franklin, James Monroe, Alexander Hamilton, Paul Revere, John Paul Jones e mesmo o marquês de Lafayette e Benedict Arnold. Outras revoluções, contra a Igreja e o Estado, foram lideradas por Maçons como Benito Juarez, Simon Bolívar, Giuseppe Garibaldi e Sam Houston (ajudado, em alguns casos pelos produtos de seu companheiro Maçom, Samuel Colt).


Reis e imperadores que fizeram o juramento maçônico incluem Eduardo VII, Eduardo VIII e George VI da Inglaterra, Frederico, o Grande, da Prússia, George I da Grécia, Haakon VII da Noruega, Stanislaw II da Polônia e até o rei Kamehameha V do Havaí. Além de Washington e Monroe, o rol maçônico de presidentes dos Estados Unidos inclui Andrew Jackson, James K. Polk, James Buchanan, Andrew Johnson, James A. Garfield, Theodore Roosevelt, William Howard Taft, Warren G. Harding, Franklin D. Roosevelt, Harry S. Truman, Lyndon Johnson, Gerald Ford e o Irmão honorário Ronald Reagan.


A Segunda Guerra Mundial foi travada pelos líderes maçônicos britânicos Sir Winston S. Churchill, o marechal-de-campo conde Alexander de Túnis, o marechal-de-campo Sir Claude Auchinlech, o marechal lorde Newhall (Royal Air Force) e o general Sir Francis Wingate.


A Maçonaria americana estava bem representada pelos generais Mark Clark, Omar Bradley, George Marshall, Joseph Stillwell e Douglas Mac Arthur.


Também não havia sempre Maçons no mesmo lado. Napoleão comandou seus marechais Maçons Messena, Murat, Soult, Mac Donald e Ney contra os Maçons Kutuzov da Rússia, Blucher da Prússia e a causa de sua ruína, o duque de Wellington.

É difícil saber onde parar ao se enumerar a influência maçônica em todos os aspectos da vida ocidental nos últimos 271 anos, seja essa influência política, militar ou cultural.

Em música, a Maçonaria aparece em toda a escala, desde William C. Handy, compositor do The St. Louis Blues, até John Philip Sousa, e de Gilbert e Sullivan, passando por Sibellius e Haydn até Wolfgang Amadeus Mozart, que, segundo alguns, foi assassinado por revelar segredos maçônicos em sua ópera A Flauta Mágica.
Os membros maçônicos do mundo literário incluem Sir Walter Scott, Robert Burns, Rudyard Kipling, Jonathan Suvift, Oscar Wilde, Oliver Goldsmith, Mark Twain e Sir Arthur Conan Doyle (que nunca teria permitido que o livro anatimaçônico Jack the Ripper: The Final Solution de Stephen Knight fosse reescrito, como foi, em uma versão de filme de ficção, degradando a criação de Sir Arhur, Sherlock Homes, contra os Irmãos do próprio Sir Arthur em Londres).


Maçonaria e Religião (Síntese) - Os requisitos religiosos da Maçonaria são bastante simples: a crença em um Ser Supremo e a inexistência de qualquer interferência, ou mesmo persuasão contra, a crença individual do Maçom. Pode-se afirmar com segurança que a Maçonaria não é uma religião por uma simples razão; em geral, os adeptos acreditam que seus credos religiosos estão completamente certos. Isso significa que eles acreditam que todos os outros credos são, ao menos até certo ponto, errados. A posição da Maçonaria é oposta, uma vez que admite que haja alguma verdade em todas as percepções humanas de Deus e declina de afirmar que qualquer crença em particular é perfeita.


Nosso dever - Atravessamos uma época de crise abrangendo todos os pontos de vista, mas principalmente no comportamento humano, onde prevalecem a violência, o egoísmo, a corrupção e a licenciosidade, resultando, conseqüentemente, em insegurança quanto ao futuro imediato e gerando simultaneamente ceticismo, desencanto e conformismo.


Conscientizando-nos de nossas responsabilidades, cabe-nos trabalhar por uma sociedade melhor, dentro dos princípios da Razão e da Justiça e para tanto se faz urgente selecionar candidatos de valor para as escolhas de futuros maçons capazes de lutar permanentemente contra aquilo que á abominável, contra o que escraviza e degenera. Eu vos afirmo que o mundo está repleto de homens bons, cultos, sensatos, preciosos, de valor. Que sejam bem-vindos à Maçonaria e à Ordem!. .

 

Valdemar Sansão – M.’. M.’.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

AO MAÇOM ADORMECIDO!


www.brasilmacom.com.br - AO MAÇOM ADORMECIDO!Estar adormecido” Significa o maçom afastado de sua Loja. Cremos, porém que esse “adormecer” tem várias nuances, como por exemplo: “estar sonolento”, nem desperto nem em sono.

O maçom que se afasta de seus Irmãos e de sua Loja estará dando um passo impensado e cruel, uma vez que, com sua ausência, atingirá toda a Loja, rompendo a Cadeia de União, por ser ele um elo indispensável; sua ausência “enlutará” sua comunidade.

O maçom afastado sofre desgaste espiritual; mesmo que não se dê conta disso, o seu templo interior estará vazio e, assim, não poderá louvar o Criador do Universo.

Mesmo que surjam divergências entre os Irmãos, o afastamento prejudicará a quem se afasta; os demais suprirão a ausência com a admissão de novos candidatos.

Necessitamos do convívio permanente. Se estiver afastado, por qualquer motivo, retorne e será devidamente qualificado em todos os pontos da Maçonaria e encontrará uma plêiade de Irmãos prontos a recebê-lo e abraçá-lo, dizendo: Entre, tomai vosso assento. Nós esperávamos por vós...!

Não interrompa o destino; participe da corrente da Fraternidade. Será tão difícil olharmos nos olhos de nossos Irmãos e dizermos humildemente: “Perdão, eu me excedi, voltemos a viver fraternalmente no seio da Maçonaria?”

A prudência e o interesse de nossas Corporações Filosóficas, Academias, Lojas de Pesquisas, CÍRCULOS HERMÉTICOS, etc, lhes impõe o rigoroso dever de exigir a regularidade do candidato em suas Lojas Simbólicas, vetando a participação em seus Mistérios ao Obreiro (“placetado”).

Venham os que realmente além de serem dignos da acolhida, sejam “regulares” consoantes às regras maçônicas, capazes de contribuir ao fim proposto.

(Regular, sinônimo de obediência, de cumprimento dos deveres que aceitou). Regularidade Maçônica faz com que como filiado de uma potência e Loja regular esteja amparado espiritualmente e reconhecido por toda a Fraternidade Universal.

Assim será filiado (readmitido) e não mais “tolerado” como ex-Obreiro, mas sim RECONHECIDO como Irmão.

Volte a ser participante do grupo, mas doravante participe ativamente, esteja presente quando um Irmão precisar de sua ajuda; saiba usar as palavras certas de apoio e de estímulo, no momento certo; saiba respeitar o espaço do outro; saiba escutar e ajudar; se tiver de criticar, que seja com educação e bom senso, respeitando a opinião do outro; discorde sem magoar.

Lembre-se que do outro lado alguém vai ler, refletir, tirar ensinamentos, seguir nosso conselho, nossa sugestão, isso se estiver conforme.

Entenda que somos uma comunidade de Irmãos e amigos e que esta amizade pode deixar de ser virtual e transformar-se em real. Enfim, participar de uma lista de discussão, de um círculo hermético, é plantar uma semente que irá crescer e dar frutos e receber amor.

O Grande Arquiteto do Universo que tudo fez; que tudo sabe e que tudo vê; que me fez Maçom, porque não me fiz, nem sequer me tornei – simplesmente sou – porque ELE o quis!

Somos simples elos – parte de um todo que se faz UM – um por todos e em cada um. Vejo em mim esta Força magna brotando intacta, surgindo, crescendo, fazendo-me Força, tornando Bela a vida que trago em meu corpo, em meu ser pequeno; tão grande contudo, feito a cinzel, esquadro e compasso, nível e prumo, alavanca, régua e maço, talhado, trabalhado passo a passo em viagens, leituras, trabalhos... Devo embeber-me do espírito da Fraternidade!

E olho para o lado, vejo Irmãos. Às vezes os vejo – às vezes não os reconheço. Deixo de vê-los, às vezes, porque nos tornamos pequenos demais frente à grandeza da Ordem que representam. Nem os percebo quando a tolerância deixa de ser norma de conduta, quando querem provar que são cultos e superiores aos demais imaginando que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Os Irmãos já notaram que muitos acham ter muito a ensinar aos outros? E que, em geral, quase não se dispõem a ouvir?

Dão opiniões sobre tudo, impõem seu modo de ver, de pensar, de deliberar. Nem os noto quando a Caridade em seu sentido maior se vê substituída pela Vaidade, pela rigidez excessiva, que obedece mais o desejo de autoridade que à verdadeira busca espiritual.

É o profano que passou pela Câmara de Reflexão e não morreu, ingressou na Maçonaria, mas não renasceu, pois o espírito dela, sua filosofia, não entendeu. Passou o dia em brancas nuvens, não serviu e nem viveu...!

Quero vê-los, mas não consigo. Quero senti--los, mas eles se fizeram tão longe. Longe demais para estender a mão. Tarde demais para senti-los IRMÃOS!

Por Valdemar Sansão
www.formadoresdeopiniao.com.br

A LOJA SÃO JOSÉ Nº14 HOMENAGEIA, PELA OCASIÃO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO, O NOSSO IRMÃO, REI DO BAIÃO


Se vivo fosse, o nosso Ir.'. Luiz Gonzaga estaria completando hoje 100 anos. Que o G.'.A.'.D.'.U.'. trace um belo caminho para o Velho Lua no Oriente Eterno.
Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o “Rei do baião” 
 


Iniciou na Maçonaria no dia 03 de abril de 1971, na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Paranapuan nº 1477, Oriente da Ilha do Governador, do Rito Moderno ou Francês.
Elevado ao Grau de Companheiro Maçom, no dia 14 de dezembro de 1971;
Exaltado ao Grau de Mestre, no dia 05 de dezembro de 1973.
Nos Graus Filosóficos iniciou no Grau 04, no dia 10 de agosto de 1984, no Sublime Capítulo Paranapuan, jurisdicionado ao Supremo Conselho do Brasil do Rito Moderno.
A música Acácia Amarela foi composta em 1981. O Irmão Luiz Gonzaga achou oportuno fazer uma homenagem a Maçonaria e elaborou a letra e o tema musical.
O Irmão Orlando Silveira deu algumas sugestões e harmonizou a melodia. Encerrado os trabalhos a música foi incluída no CD “O Eterno Cantador” do selo BMG-RCA, com arranjo de Orlando Silveira e vocal de Luiz Gonzaga.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

LEVANTANDO TEMPLOS


www.brasilmacom.com.br - LEVANTANDO TEMPLOSA maçonaria sempre teve como um de seus lemas levantar templos às virtudes e cavar masmorras aos vícios, mas no mundo profano de hoje, com a evolução da sociedade, o progresso e o avanço das tecnologias vem, aos poucos, e sem que percebamos, substituindo nossos valores e conceitos morais e éticos. Junto ao acelerado e contínuo crescimento da tecnologia e o aumento da chegada da informação, que hoje com a internet vem a ser imediata, veio também, como ônus destes benefícios, a troca de valores antes enraizados, e agora obsoletos e ultrapassados.

Conquistamos direitos imprescindíveis no mundo atual, como o voto feminino, a liberdade de expressão, de opção de crença ou credo, entre outros. Entretanto, ao longo dos anos, e sem que se fosse possível perceber, deixamos de nos importar, ou de darmos o devido valor a coisas que antes eram importantes.

As vezes me pergunto: Em que momento perdemos a noção do certo e do errado? Por que já não sentimos pelo próximo o respeito e a consideração que outrora procurávamos sentir? Será que a crueldade do mundo nos tornou insensíveis, ou a nossa insensibilidade que fez com que o mundo se tornasse mais cruel?

Lembro-me bem, no tempo de minha infância, quando meu avô, oficial da marinha e Senhor respeitado na comunidade, gabava-se por ser conhecido por sua moral e conduta ilibada, bom esposo e pai de família, que nunca deixou faltar aos seus e sempre caridoso com os necessitados. Atributos que foram passados ao meu Pai, verdadeiro exemplo em minha vida, posto que em minha infância e adolescência jamais pronunciou ou deixou pronunciar um palavrão que fosse em nossa casa, pois era considerado como santuário e sagrado o seu lar.

Quando ouvíamos uma tragédia, por menos que fosse, era motivo de comoção, todos se entristeciam e tinham solidariedade, diferentemente dos dias de hoje, quando já tornou-se um cotidiano vermos tragédias, e não mais nos importarmos com os problemas alheios.

Outra coisa que mudou em muito foram nossos valores morais. A ética, a moral e os bons costumes já não se fazem presentes na construção do caráter de todos os homens (por isso que o principal requisito para que o candidato seja aceito em nossa Ordem é que ele seja LIVRE E DE BONS COSTUMES). Hoje aquele que tenta ser correto em seus atos é visto como um tolo. Idolatra-se o errado, a ponto do correto vir a ser até motivo de descriminação e chacota. Ao entrarem no ônibus, trem ou metrô, ignoram-se os mais velhos, as gestantes, os deficientes físicos e as mães com seus filhos no colo; o importante é sentar.

Acostumamos a dizer que nada podemos fazer e assim nos acomodamos diante das notícias de familiares que se matam, pessoas insanas que mutilam crianças, seqüestros, extorsões, corrupção, prostituição infantil, terrorismo e tantas outras atrocidades que acontecem ininterruptamente, sem nenhuma solução, fazendo com que todos acreditem que tudo é muito normal e que lutar contra tudo isso é uma perda de tempo e uma grande bobagem.

A Maçonaria não pode se dar ao direito de abster-se de lutar contra essa troca de valores, ela é uma escola de líderes e como tal tem o dever de não prevaricar diante da batalha de criar um mundo melhor para a humanidade.

Em prova disto, faço minhas as palavras do texto abaixo:

“Fui criado com princípios morais comuns:

Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.

Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto. Anistia para corruptos e sonegadores. O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser. Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?

Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!

E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe? Precisamos tentar. Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem. Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!”.

Autor: Ir ∴ Ivan Barbosa Teixeira • M∴M∴
ARLS Vale do Itapemirim
www.revistauniversomaconico.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A ÁGUIA BICÉFALA NA MAÇONARIA


www.brasilmacom.com.br - A ÁGUIA BICÉFALA NA MAÇONARIAA águia bicéfala, representativa do Rito Escocês Antigo e Aceito, talvez seja o símbolo maçônico mais conhecido depois do Esquadro e Compasso e do Delta Luminoso. Mas qual seria sua real origem na Maçonaria?

Alguns autores teimam em relacionar a águia bicéfala do REAA com a águia de Galash, com Bizâncio e Constantino, com o Império Romano, talvez querendo atribuir ao Rito uma antiguidade que não possui. Outros tantos autores afirmam que a águia bicéfala é herança de Frederico, o Grande. Algo ainda mais impossível, pois Frederico nada teve com o REAA e seu escudo de armas era de uma águia negra com apenas uma única cabeça.

Para que se compreenda a adoção de tal símbolo, é necessário voltar à origem do REAA, no Rito de Perfeição, então praticado na França:

Na década de 50 do século XVIII, a maçonaria conhecida como “escocesa” estava se desenvolvendo rapidamente na França, dominando a política interna da maçonaria naquele país. Foi então que, em 1756, surgiu o Conselho dos Cavaleiros do Oriente, dirigido por maçons da classe media, com o intuito de organizar os Graus Superiores. Já os maçons da classe alta e da nobreza, não desejando ficar para trás e deixar os opositores ganharem poder, criaram o Supremo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente. Ora, um ”Supremo Conselho“ soa mais do que um simples ”Conselho”, “Imperadores” são mais do que simples ”Cavaleiros”, e ”Oriente e Ocidente“ é o dobro do que apenas ”Oriente”! Dessa forma, esse Supremo Conselho conseguiu prevalecer, se tornando a "incubadora" do Rito de Perfeição, com seus 25 graus, os quais posteriormente serviram de base para o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Como emblema, o Supremo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente buscou inspiração no Império Romano que, em seu auge, governou o Oriente e o Ocidente e adotou um sistema de dois governantes simultâneos. Nessa fase do Império, adotou-se a águia bicéfala para simbolizá-lo. O Supremo Conselho encontrou na águia bicéfala o símbolo do "Oriente e Ocidente" e acrescentou uma coroa sobre as cabeças das águias para simbolizar a realeza, afinal de contas, tratava-se de um Conselho de “Imperadores”.

Quando do surgimento do Supremo Conselho do Rito Escocês em Charleston, EUA, com seu sistema de 33 Graus, aproveitou-se o emblema do Rito de Perfeição, da águia bicéfala com a coroa, acrescentando acima dessa um triângulo inscrito com o número “33”. Além disso, optaram pela típica “águia americana”, com as penas da cabeça e da cauda brancas e o restante da plumagem marrom.

Já Lagash, alquimia, passado e futuro, bem e mal, Prússia, liberdade, Bizâncio e Constantino, espírito e matéria, fênix negra, tudo isso já é por conta da viagem de cada autor, não havendo relação alguma com o motivo da águia bicéfala ter sido adotada como símbolo do Rito Escocês Antigo e Aceito.

www.noesquadro.com