quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PRANCHA DE TRAÇAR


www.brasilmacom.com.br - PRANCHA DE TRAÇARUma Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.

  O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média.

Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção e montavam a maqueta da construção a realizar. Algo que nos dias de hoje, é efetuado pela classe dos arquitetos (provindo dessa classe outra designação pela qual também é conhecida aprancha de traçar, a “Peça de Arquitetura”).

 É através da execução de pranchas que o maçom toma um maior contato com a vasta simbologia maçónica e a interpreta à sua própria maneira. Ele nas suas pranchas, emprega o seu cunho pessoal e a sua noção sobre os vários assuntos ou temas maçónicos em análise.

Qualquer assunto é passível de ser traçado numa prancha, devendo apenas o mesmo ser executado através de um método de estudo e pesquisa sobre o tema, de forma a completar ou inovar o que já existe sobre a matéria em análise, ou se possível, criar algo novo que ainda não exista comentado ou feito, nomeadamente no caso de pranchas em que a pintura ou a música são a temática central.

  Todas as pranchas são passíveis de serem comentadas, apesar de ser costumeiro se afirmar que “prancha de Mestre não se comenta”, as críticas e comentários existem à mesma, nem que seja para assertivar ou elogiar o Irmão que a executou para além do tema que serviu de base à construção da prancha. Já em relação às pranchas dos Aprendizes e Companheiros, essas recebem as críticas necessárias à formação dos mesmos, na medida em que tal seja necessário.

  E tal como a construção mais simples é fruto de uma intensa pesquisa e enorme trabalho no seu desenvolvimento, também as pranchas dos pedreiros, agora “livres”, são executadas com o mesmo sentido de responsabilidade e labor. Sendo que a prancha a realizar, independentemente do seu tema, dever acima de tudo conter as três grandes qualidades maçónicas, “Força, Sabedoria e Beleza”.

“Força”, porque deve ser forte o suficiente para ficar impregnada na alma do maçom“Sabedoria”,porque uma prancha deve conter informação relevante que ensine os demais; e “Beleza”, porque neste mundo nada pode ser forte e sapiente, se não encerrar em si algo de belo.

  Agora se esta prancha que eu “tracei” engloba as qualidades maçónicas, só os leitores o poderão afirmar… 
Disse.
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÔNICO


www.brasilmacom.com.br - O "SEGREDO MAÇÓNICO"Muito se fala e especula sobre o segredo maçônico. O que é, o que será e o que representa.
Ele não é mais que uma conduta de Vida. E como tal não tem nada de segredo ou escondido.

O tal segredo, como se costuma designar, é a forma de como o Maçom vive a sua vida. A forma como respeita, tolera, ama e se solidariza com o seu próximo, é que é a parte prática do segredo; pois a parte teórica está ao alcance de qualquer Homem se assim o pretender conhecer. São as boas normas de conduta moral e social que guiam o Maçom no seu dia-a-dia. E isso não tem nada de segredo, basta os curiosos atentarem na forma de estar e viver dos Maçons para perceberem afinal de que de segredo não há nada. O único segredo é de que tudo está à vista de todos, e tal como o ditado, “quanto mais à vista, menos se vê”, assim está o segredo maçônico. Tudo o resto, com trabalho, empenho e estudo é fácil de se descobrir…

A vasta literatura maçônica que encontramos ora seja em livrarias especializadas ou na internet, nem sempre é fidedigna; pois a sua maioria é escrita por profanos, que por sua vez, também eles, têm um contato muito superficial e limitado com os mistérios da Ordem; advindo dessa restrição, a impossibilidade de providenciarem informação correta e atual.

Uma grande parte dos rituais, palavras de passe e sinais que “pulam” por esse mundo fora, podem inclusivé não serem verdadeiros, ou o sendo, estarem desatualizados face aos dias de hoje. Causando dessa forma, enorme confusão aos detratores da Maçonaria, sobre quais afinal serão os seus segredos e mistérios.


Apesar do core secret ser a “conduta do maçom”, tal como já afirmei, existem também “segredos” (ou neste caso concreto, informações) que devem ser conservados apenas entre Maçons.

E são para ser conservados tais segredos, porque fazem parte de um comprometimento pessoal em os honrar; e um maçom como pessoa honrada que deve ser, assim o deve escrupulosamente cumprir.
Os tais segredos que a maioria dos curiosos quer saber, mas que lhes estão vetados ao conhecimento (e passo a explicar o porquê) são:


Ø  Não revelar a condição de um Irmão maçom a profanos, porque dessa revelação poderão advir sérios prejuízos ao Irmão em causa, fruto da ignorância e malvadez de gente mal informada sobre o que trata a Ordem Maçônica.


Ø  Não revelar os rituais maçônicos e/ou cerimônias onde os mesmos são executados. Porque o seu conhecimento e execução poderão não ser compreendidos por quem receber essas informações, bem como, se os recipiendários, não sendo maçons, nada fariam de interessante ou fenomenal com essas informações. Mas fundamentalmente, porque tais rituais e cerimônias não devem ser de domínio público, porque quaisquer cerimônias e rituais executados devem ser sentidos e vividos por quem os executa e vivencia. Logo, se tornaria irrelevante o seu conhecimento ao público em geral, que não os interpretaria da melhor forma.


Ø  Não revelar o que se passa no seio de uma sessão ritual maçônica, nem quais os maçons nela presentes. Uma vez que, se outros guardam para si o que fazem nas suas casas, porque não os maçons poderem fazer o mesmo na sua ?! Não terão eles esse direito também?! No fundo, é uma questão de “justiça social” ser respeitada a privacidade das reuniões de maçons. Porque para além de também eles, respeitarem a privacidade de outras organizações e particulares, também o público em geral assim o faz.



Se o “direito à reserva de intimidade” existe para ser cumprido, então que seja por todos!

Ø  Não revelar as formas de identificação e reconhecimento entre maçons. Porque sendo algo do seu foro íntimo, deve ser respeitado como tal. E porque acima de tudo, a sua função serve apenas para reconhecimento de e entre Irmãos e nada mais. E uma vez que não se deve revelar a identidade de um irmão maçom a profanos, logo se for do conhecimento geral as formas de reconhecimento, facilmente se saberá quem é maçom e quem não o é. E se em Liberdade e Democracia isso é de somenos, em regimes ditatoriais, isso seria bem nefasto aos maçons. Pois quem defende valores de Igualdade, Fraternidade e Liberdade, não costuma ser bem tolerado nesses países.

Ø  E finalmente não revelar a outro Maçom, informação referente a grau superior ao que ele se encontrar. Porque para além de retirar o efeito surpresa ao Irmão em causa, na execução dos rituais do grau em questão, estará também a fornecer conhecimentos que possivelmente não lhe sejam inteligíveis. Ou seja, se a um maçom lhe for fornecida informação de um grau superior, ele não a saberá interpretar corretamente, para além de não a executar ritualmente na forma devida. O que ao contrário de melhorar a sua “cultura maçônica”, só o irá “prejudicar” na sua formação e caminhada como maçom.

Quanto ao resto, isso eu não posso contar, porque é “segredo”…

Nuno Raimundo
www.brasilmacom.com.br

VIVAS!

Ontem(20/11) o V.'.M.'. Nilton Fagundes completou mais um ano de vida.

Que o G.'.A.'.D.'.U.'. continue guiando seus passos e abençoe a sua família.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A MISSÃO MAIOR DOS MAÇONS


www.brasilmacom.com.br - A MISSÃO MAIOR DOS MAÇONSNum mundo de desavenças e de insatisfações, num mundo de homens tristes e sós, num mundo de inverno constante no corpo e na alma, encontramos na Maçonaria um facho de luz iluminando o caminho do futuro, como o fez no passado.
Encontramos um punhado de homens plenos de Ideal. Um punhado de homens cheios de esperanças a concretizar coisas e sentimentos.

Encontramos homens que beijaram as sombras e não macularam os lábios.

Encontramos homens que tiveram, nos olhos, luz intensa e ofuscante e não se feriram.
Por tudo isto e mesmo por nada disto, cumpre-nos uma missão árdua, mas compensatória, cumpre-nos buscar a formação integral do homem, cumpre-nos combater um bom combate e guardar a Fé.
É preciso realizar o máximo do chão batido e vicioso. É preciso que cada um saia de sua própria casa para, silenciosamente, apanhar o fardo do outro e ajudar a carregá-lo.
Não se aguarda que a vida ofereça as oportunidades sagradas de servir. Busca-se espontaneamente, esta oportunidade, com o arrojo próprio de quem confia na grandeza de sua missão.
Se cada um de nós, isoladamente, aplicar seus esforços, muito provavelmente não atingiremos as metas.
Sem esforços dirigidos, sem trabalho ordenado, sem previsão dos meios, sem unidade, tudo aconteceria, nada se realizaria. Ao encetarmos aventura, planejamo-la e o fazemos nos mínimos detalhes.
Maçonaria não é aventura, é realização efetiva, é concentração de gerações, é despojamento, é identificação, é preparação prévia, preparação durante, preparação sempre.

É vivência do dia-a-dia, de momento a momento, é cair, é um levantar-se constante, é somar, pacienciosamente, seu trabalho ao trabalho do outro. Maçonaria é CRESCER.

É colocar-se diante da verdade, diante do Belo, é colocar-se diante do bem, e o que é mais importante, ASSIMILÁ-LOS.
Maçonaria deve ser caminho, deve ser encarnação e o MAÇOM deve sentir o sopro do infinito a uní-lo a seus Irmãos, unindo-os por laços mais fortes que os laços do próprio sangue.
Os maçons nasceram para iluminar e ser luz é ser mais que um fator: É abrir picadas sobre caminhos sem sede.

A luz é uma denúncia, na obscuridade é impossível construir.


Se perguntarem:
Quanto Sois Vós?
Respondereis: Somos Um Só.
 

Weber Varrasquim

Fonte: www.brasilmacom.com.br

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ORDEM DAS GAROTAS DO ARCO ÍRIS


www.brasilmacom.com.br - ORDEM DAS GAROTAS DO ARCO ÍRISA Ordem do Arco Íris foi fundada em Oklahoma (USA) em 1.922. Seu início e a elaboração do Primeiro Ritual e das leis que governam a Ordem foi trabalho do Venerável Mark Sexson, maçom grau 33 de Mac Alester, Oklahoma (USA).

Os primeiros graus da Ordem foram ministrados em 6 de Abril de 1.922, pelas Oficinas do Capítulo Mac Alester Sul n. 149, da Ordem da Estrela do Oriente, para um grupo de 171 garotas no Templo do Rito Escocês em Mac Alester.

A Ordem Internacional do Arco-Íris para garotas é uma organização de construção de caráter, para jovens entre 11 e 20 anos. Ajuda a promover a auto estima e liderança entre seus membros. Como membro, a garota aprenderá a importância do comportamento (etiqueta) apropriada, habilidades para falar em público e participará de reuniões presididas por garotas da sua idade. 

Todas as reuniões são presididas pelas garotas, embora havendo sempre a presença de um adulto.

A Ordem possui 7 virtudes, representadas pela cores do Arco-Íris. Existem os seguintes cargos, em ordem de hierarquia:

Ilustre Preceptora
Ilustre Preceptora Adjunta
Caridade
Esperança
Arquivista
Tesoureira
Capelã
Chefe do Cerimonial
Amor (vermelho)
Religião (laranja)
Natureza (amarelo)
Imortalidade (verde)
Fidelidade (azul) 
Patriotismo (anil)
Serviço (violeta)
Observadora Confidencial
Observadora Externa
Música 
Regente de Coro.

Existe também a Preceptora Mãe, sem a qual, não seria possível a realização das reuniões, ela nunca pode faltar e é escolhida para que possa ser como uma Mãe para todas as garotas. 

A Ordem conta também com um Conselho Consultivo composto por 5 casais, sendo tios maçons e tias Estrelas do Oriente, mais a Preceptora Mãe e o Presidente do Conselho, que geralmente é o Venerável Mestre da Loja Patrocinadora. 

Cada gestão dura 4 meses sendo que a Preceptora Mãe e o Conselho Consultivo permanecem por um ano..

Para ser admitida na Ordem, é necessário tem entre 11 e 20 anos e ser indicada por um Maçom ou uma Garota do Arco - Íris; sendo que depois, passará por uma sindicância feita pelas meninas. Não é necessário ter parentesco maçônico.

As reuniões em Santos, são realizadas na Loja 7 de Setembro à Rua Luiz Gama, 260 e são franqueadas apenas às iniciadas e aos Maçons.


Assembléia primeira luz
“Uma menina do Arco-Íris é como um diamante, reflete a beleza da vida” 

Torna-se oportuno que todos saibam que no Estado do Espírito Santo, no dia 29 de junho de 2002, a pedido da Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo, foi fundada a “Assembléia Primeira Luz”, integrante da Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas, que reúne nos segundos e últimos sábados de cada mês na Loja Maçônica Salomão Ginsburg nº3, em Cariacica, que é a patrocinadora.

A equipe que a instalou foi composta por oficiais da Grande Loja do Estado de São Paulo, dela fazendo parte a Oficial Instaladora Ingrid Marano Moreno, Delegada da Ordem da Estrela do Oriente Ivete Russo Leite, presidente da Secretaria Paramaçônica da GLESP José Carlos Arthur, Delegadas-assistentes Márcia Marano Moreno e Valcione Pereira Arthur, a Grande Conselheira da Ordem Ivanisa Pereira Arthur e pelas meninas da Assembléia Amor Perfeito nº 1. 

A Assembléia Primeira Luz compõe-se de 18 meninas entre 11 a 20 anos de idade, tendo cinco níveis de oficiais que a dirigem. Sob supervisão de uma Mãe Preceptora e de um Conselho Consultivo, integrado por sete adultos tios maçônicos, membros da Estrela do Oriente e mães das meninas. Em ordem de hierarquia a direção compõe-se dos cargos eletivos de: Ilustre Preceptora, Preceptora Adjunta, Caridade, Esperança, Fé, Arquivista, Tesoureira e mais treze oficiais indicadas. 

A Ordem do Arco-Íris destaca sete virtudes, representadas por suas cores, estrategicamente colocadas em forma de um arco. Cada estação é representada por uma cor, e cada cor, ensina uma das sete lições do Arco-Íris.

Vermelho. É a primeira estação e representa o Amor ao lar e à família. 

Laranja. É a segunda estação e representa a Religião, sendo relevante o companheirismo e a ativa participação na igreja de sua escolha. 

Amarelo. É a terceira estação e representa a Natureza, que é a responsável por nossa vitalidade e a qual devemos respeitar. 

Verde. É a quarta estação e significa a Imortalidade. Ensina que apesar da morte do nosso corpo, nossa alma vive pela eternidade. 

Azul. É a quinta estação, é atribuída à Fidelidade. O importante é a lealdade, com destaque para a Ordem das Rainbow Girls, a família e amigos. 

Anil. É a sexta estação e retrata o Patriotismo, consubstanciado no respeito às leis do nosso País e à Bandeira Nacional. 

Violeta. A última cor, ou sétima estação, dá ênfase ao Serviço, que é a razão fundamental do Arco-Íris. 


Por fim, com a junção de todas as cores do Arco-íris, chega-se à cor Branca, simbolizando a pureza e sabedoria.

A Assembléia Primeira Luz, dá elevada importância à prática de filantropia, dando como exemplo a primeira visita, que se deu no mês de setembro de 2002, quando doou ao Asilo Vovô Adão, situado em Jardim América, mantimentos e produtos de limpeza, além de um lanche e, evidente, tratamento carinhoso para com as pessoas que ali estão amparadas.

Além dos atos ligados à filantropia, realizaram trabalhos ritualísticos nas Lojas Fraternidade Absoluta nº 31, Salomão Ginsburg nº 3, Monte Moriá nº 22, Sebastião Rodrigues de Souza nº 46.
Deve ainda ficar registrado que as meninas das Assembléia estiverem em cerimônias brancas de iniciações e posses em Lojas Maçônicas e Capítulos da Ordem De Molay. 

Para angariar fundos financeiros visando à participação na III Grande Assembléia a ser realizada no mês de junho em Barretos, SP, onde representarão a Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo, através de competições, e participação em cerimônias ritualísticas, foi realizado no dia 1° de junho deste ano, no Clube de Recreação da Vitomaq, um festival de massas, com a cooperação de várias Lojas Maçônicas, maçons e pessoas amigas, não esquecendo das empresas que em muito contribuíram. 

A Assembléia Primeira Luz da Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas, tendo como finalidade expandir os trabalhos de instrução, formação de caráter, plenitude da dignidade feminina e praticar atos altruístas e de obediência a Deus, está aberta a meninas de onze a vinte anos que nela queiram ingressar, bem como fundar Assembléias em outras cidades do Estado, contando com o apoio da Grande Loja Maçônica, das Lojas e da Comunidade.

Fonte: www.brasilmacom.com.br

PAVIMENTO MOSAICO


www.brasilmacom.com.br - MOSAICO OU PAVIMENTO QUADRICULADOO Pavimento Quadriculado, também chamado Pavimento Mosaico, é de origem sumeriana e, portanto, mesopotâmica. A Mesopotâmia (terra entre rios) é a região da Ásia, situada entre os rios Tigre e Eufrates e que abrigou, ao lado do Vale do Nilo, as mais antigas civilizações organizadas da Terra.
Os sumerianos estabeleceram-se na região de Summer, no sul da Mesopotâmia, junto ao Golfo Pérsico, a partir do IV milênio A.C., e influíram, decisivamente, na formação cultural e mística dos demais povos asiáticos e mediterrâneos. Hoje não restam mais dúvidas de que a escrita foi por eles inventada (escrita cuneiforme); além disso, o sumeriano era a língua hierática (sagrada), usada, apenas, nos textos religiosos de, praticamente, todos os povos da antiguidade, enquanto que o acadiano (dos habitantes de Acad, região ao norte de Summer) era a língua diplomática, usada, inclusive, pelos egípcios.
Além da escrita, é certo terem, os antigos sumerianos, tudo criado: administração e justiça fundadas em Códigos, que serviram de padrão; formas políticas de governo, que vão das cidades-estado, até ao império; instrumentos de troca e de produção; formas de pensamento religioso, que dominaram todo o mundo antigo; técnicas de construção (os especialistas Wooley e Parrot reconstruíram, além dos templos religiosos, as casas sumerianas de dois andares, à volta de um pátio central, protótipos das futuras casas gregas e romanas) etc.
Foi a religião, todavia, o centro e o motor de toda a vida da Mesopotâmia, tornando-se a base de toda a religiosidade cósmica do mundo antigo e da mitologia greco-romana. Entre os símbolos religiosos dos sumerianos encontrava-se, então, um pavimento quadriculado, composto de quadrados brancos e negros intercalados, “simbolizando os opostos” (o dia e a noite, o bem e o mal, o calor e o frio, a virtude e o vício, o espírito e a matéria etc.).
Na Mesopotâmia, esse pavimento representava terreno sagrado, através do qual chegava-se ao santuário mais íntimo das religiões, e que, normalmente, só podia ser pisado pelo sacerdote hierarquicamente mais elevado, mediante certas formalidades, nos dias mais importantes do calendário religioso.
Nem todos os demais povos, entretanto, adotaram esse símbolo (os hebreus não o usaram e ele não existia no templo de Jerusalém), enquanto que muitos o adotaram, simplesmente, como motivo de decoração (caso dos antigos gregos e cretenses).
As civilizações cretenses e aquéia (ou micênica), chamadas civilizações egéas (do mar Egeu), foram as verdadeiras precursoras dos povos gregos e floresceram, entre os séculos XXII e XX a.C., na Ilha de Creta e no continente europeu, respectivamente. A arqueologia, começou a descobrir essas civilizações apenas em 1875 (Micenas) e 1900 (Creta).

Fonte: www.brasilmacom.com.br

domingo, 18 de novembro de 2012

O SEGREDO DE UM VENERÁVEL MESTRE, JUSTO E PERFEITO


www.brasilmacom.com.br - O SEGREDO DE UM VENERÁVEL MESTRE, JUSTO E PERFEIROAntes de mais, importa esclarecer que o cargo de V:. M:. não deve ser encarado como um passo inevitável no percurso de um maçom.
Pretendo com isto dizer que, eventualmente, nem todos os maçons chegarão a ser VV:. MM:., já que o critério de escolha deve ser o da capacidade e competência e nunca o da antiguidade ou outros critérios usados em muitas Lojas por ai.

Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, cheio de enorme boa vontade e responsabilidade, prepara o seu programa de atividades, nem sempre o conseguindo cumprir com o êxito desejado.

Isso pode ser visto através da forma como a Loja evolui ao longo do Veneralato:
• Pelo nível de envolvimento e adesão dos IIr:. às atividades da Loja, 
• Pelo nível de indiferença ou ausências às Sessões; 
• Pelo nível de não cumprimento de compromissos junto do Tes:., 
• Pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e afastamento de alguns Irmãos. 
• Pelo descaso do próprio V:.M:. em suas atribuições, 
• Desarmonias, falta de comunicação e outros problemas.

Formalmente falando, o V:. M:. deve ser um homem sensato, de conduta irrepreensível,  sem envolvimento com nada de errado, conduta ilibada, postura exemplar, honesto e exemplo de homem dentro e fora da Maçonaria , com as qualificações para ensinar e para aprender a desempenhar muito bem a sua função.

É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor candidato.

Um brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos" de uma Loja Maçônica.

Ter um nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou de autoridade, não são qualificações para este fim.

Devemos ter a certeza de que ele possui conhecimentos maçônicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá utilizar para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.

Devemos também assegurar-nos de que tem a vontade "correta" para desempenhar este cargo.

A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível; porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: "liberdade, igualdade, fraternidade".

Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a "Plenitude Maçônica".

Estes são os primeiros a tentar encontrar vias rápidas e alternativas para serem candidatos ao cargo de V:.M:., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem a sua eleição, propiciando o desrespeito pelas tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.

Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, indicam candidatos para o "trono de Salomão", somente em função dos seus relacionamentos.

Estes candidatos, uma vez eleitos e empossados, pouco contribuem para a Ordem Maçônica e/ou para a Loja, tendem a banalizar a ritualística, ou a achar que mudar e inventar futilidades é sinônimo de modernização e inovação.

É necessário que meditem sobre a disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçônicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.

O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada?
• Percebendo qual será o seu "programa administrativo ou de trabalho"; 
• Vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos; 
• Avaliando se aprenderam a lidar com o diferente; 
• Percebendo que grau e que tipo de envolvimento têm com a Loja e com os IIr:.. 
• Considerando o seu carisma, ou seja, as suas qualidades de liderança.


É imprescindível ter também em consideração aspectos como, o conhecimento doutrinário; se chefia a sua família de forma ajustada; se dispõe de tempo disponível que possa dedicar à Loja e à Ordem, sem com isso prejudicar a sua atividade profissional e familiar, etc.

Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.

Somando o conjunto destas e de outras qualidades, podemos avaliar, se no seu conjunto, o candidato reúne o necessário para assumir este desafio.

Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos.

Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para se dominar o conhecimento exigido.

Para desempenhar este cargo, é preciso estudar.

Única forma de alcançar o conhecimento necessário - porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade.

Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar.

Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.

Para desempenhar este cargo, é preciso também "estarmos envolvidos"; é preciso preocuparmo-nos com os nossos IIr:., com a Loja em si mesma, com a Ordem, etc.

Em resumo, é preciso sentirmos que o nosso percurso está intimamente ligado a todos os que de alguma forma se relacionam, direta ou indiretamente, com a Loja.

Desempenhar as funções de V:. M:. implica  em investir no reforço das suas ligações à Loja e entre eles próprios.

O candidato, quando preparado e com o perfil adequado, pode desempenhar esta missão, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptidão para reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; a sua capacidade e suas falhas; os seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, libertar-se das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se livrar dos obstáculos no seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.

O V:. M:., escolhido tem que ser um líder agregador que entusiasme os seus Irmãos pela sua dedicação e abnegação à Maçonaria.

Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência.

Tratam os Ilr:. da forma como desejam ser tratados e ajudam-nos a serem o que são capazes de ser: Filhos amados do Grande Arquiteto do Universo, portanto IRMÃOS.

O V:. M:. precisa compreender que assiste ao outro o direito de ter uma opinião divergente da sua.

Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento.

Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso.

Só assim ele compreenderá que o seu direito de opinar (participar) está a ser respeitado.

Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.

A bondade e a confiança dos seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.

No desempenho de sua função terá sempre em consideração que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá ofuscado pelas influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.

Ele, como V:. M:., é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. 

Por mais que se queixe da "herança perversa recebida" do seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão a seu cargo; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento.

Perante um cenário destes, deve concentrar-se antes no que tem feito para modificar, agilizar e melhorar este quadro.

A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.
Importa também perceber que temos nos nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos.

Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida, já que que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.


A atitude do V:. M:. pode ser descrita como um conjunto de diversos aspectos complementares:
• Fraternidade - quando o V:. M:. lança a semente da união. 
• Consciência - quando nos convida a analisar os nossos feitos para reconhecer erros cometidos. 
• Indulgência - quando aos defeitos alheios pede paciência. 
• Amor - quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos. 
• Bondade - quando convive com os nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoando de boa vontade. 
• Justiça - quando deixa que cada um receba segundo os seus atos.

• Felicidade - quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e outro sorri também, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor.
•  Instrutor - quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral. 
• Mestria - quando estimula os II:. a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e recusa simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, à cópia.

Fonte: www.brasilmacom.com.br

sábado, 17 de novembro de 2012

MAÇONS ANTIGOS, LIVRES & ACEITOS


www.brasilmacom.com.br - ENTENDENDO O TERMO "MAÇONS ANTIGOS, LIVRES & ACEITOS"O termo “Maçons Antigos, Livres & Aceitos” talvez seja, depois de “GADU”, o termo mais usado na Maçonaria. Apesar disso, parece que poucos são os maçons que sabem seu verdadeiro significado e o que se vê são muitos maçons experientes inventando significados mirabolantes e profundamente filosóficos para um termo que teve caráter político na história da Maçonaria.


O termo geralmente é utilizado após o nome da Obediência ou, muitas vezes, faz oficialmente parte do nome. Em inglês a sigla é AF&AM (Ancient, Free and Accepted Masons), cujo significado é o mesmo do termo em português: Maçons Antigos, Livres & Aceitos. Porém, os Irmãos também podem em muitas Obediências se depararem com termo diferente, sem o uso do “Antigo”, apenas: “Maçons Livres & Aceitos” ou “F&AM - Free and Accepted Masons”.



Afinal de contas, o que significa esse termo e qual o motivo da variação?
Em primeiro lugar, ao contrário do que muitos possam pensar, o termo nada tem com o Rito Escocês. Pelo contrário, foram os fundadores do Supremo Conselho do Rito Escocês em Charleston que, influenciados pelo termo, resolveram pegar emprestado o “Antigo” e o “Aceito”.



Na verdade, o termo e sua variável surgiram do nome oficial das duas Grandes Lojas inglesas rivais, historicamente conhecidas por “Antigos” e “Modernos”. O nome da 1ª Grande Loja (1717) era “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra”. Já sua rival (1751) foi fundada com o nome de “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de acordo com as Antigas Constituições” e por isso costumava ser chamada de “Antiga Grande Loja da Inglaterra”. Dessa forma, a mais nova se proclamava “Antiga” e chamava a primeira, que era mais velha, de “Moderna”. A partir daí, nos 60 anos de rivalidade entre essas duas Grandes Lojas, os maçons da Grande Loja dos “Modernos” ou daquelas fundadas por essa usavam o termo “Maçons Livres e Aceitos”, enquanto que os da Grande Loja dos “Antigos” ou daquelas fundadas por essa eram tidos como “Maçons Antigos, Livres e Aceitos”. Nesse período, a Grande Loja da Irlanda (1725) e a Grande Loja da Escócia (1736) se aproximaram dos “Antigos” e de certa forma aderiram ao termo. As duas Grandes Lojas inglesas resolveram se unir em 1813, porém, os termos permaneceram nas Grandes Lojas constituídas por essas, que consequentemente passaram àquelas que constituíram depois.



O maior reflexo dessa “rivalidade” e o uso dos termos que a representam ocorreu nos EUA, que tiveram Grandes Lojas fundadas pelos Modernos, pelos Antigos, e pelas Grandes Lojas da Irlanda e da Escócia. Com isso, 26 Grandes Lojas Estaduais usam o termo COM “Antigos” e outras 25 Grandes Lojas usam SEM “Antigos”:



F&AM (trad.: Maçons Livres & Aceitos) = 25 GLs: Alabama, Alaska, Arizona, Arkansas, Califórnia, DC, Flórida, Geórgia, Havaí, Indiana, Kentucky, Louisiana, Michigan, Mississipi, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New York, Ohio, Rhode Island, Tennesse, Utah, Vermont, Washington, Wisconsin.



AF&AM (trad.: Maçons Antigos, Livres & Aceitos) = 26 GLs: Colorado, Connecticut, Delaware, Idaho, Illinois, Iowa, Kansas, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Missouri, Montana, Nebraska, Novo México, Carolina do Norte, Dakota do Norte, Oklahoma, Oregon, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas, Virgínia, West Virgínia, Wyoming, Pensilvânia.



Apesar de a rivalidade ter acabado no início do século XIX, os termos permaneceram e podem ser vistos em várias outras partes do mundo. Alguns exemplos:



COM “Antigos”: Bolívia, Chile, Cuba, Costa Rica, Equador, Grécia, Guatemala, Honduras, Israel, Nicarágua, Panamá, Peru, África do Sul, Espanha, Venezuela.



SEM “Antigos”: Argentina, China, Finlândia, Japão, Filipinas, Porto Rico, Turquia.




Com o “Antigos” já desvendado, cabe aqui compreender a expressão “Livres & Aceitos”:



Livres” se refere aos maçons que tinham direito de se retirarem de suas Guildas e viajarem para realizar trabalhos em outras localidades, enquanto que os “Aceitos” seriam os primeiros maçons especulativos que, apesar de não praticarem o Ofício, ingressaram na Fraternidade.



Hoje, usar ou não o "Antigos" não faz mais tanta diferença. O importante é que não esqueçamos que o "Livres & Aceitos" é um elo, um registro histórico da transição entre a Maçonaria Operativa e a Especulativa. Qualquer interpretação diferente é tentar jogar nossa história fora.


A FREQUÊNCIA NAS LOJAS


Vez por outra, estudiosos da Maçonaria se perguntam o porquê da pequena freqüência existente da atualidade em nossas Lojas – Baseado nos parcos registros da história, fica-nos a idéia de que sempre foi assim.
www.brasilmacom.com.br - FREQUÊNCIA NAS LOJASA diferença palpável que poderá ser encontrada é a de que existe hoje uma menor quantidade de membros dentro de uma maior quantidade de Lojas. Presume-se que antigamente uma mesma quantidade de obreiros pertencia a um menor número de Lojas, o que aparentemente daria uma freqüência maior.
Se, no entanto, se pudesse ter das antigas lojas as suas atas a porcentagem de comparecimento, certamente não diferenciaria nem para mais nem para menos do número percentual de hoje.

Aliás, quanto maior fosse o número de obreiros que compusessem uma Loja em tempos atrás, menor seria a sua porcentagem de freqüência. Exemplificando: uma Loja de 300 IIr.·., tem hoje uma freqüência aproximada de 60-70 membros, o que dá 20% mais ou menos. Uma outra com 30 ou 50 membros, comparecem 20-30 OOb.·., ficando entre 70-60%.

Esta afirmação esta baseada no fato do autor da presente, ter freqüentado uma das maiores Lojas do Brasil onde normalmente a quantidade de IIr.·. em cada sessão não passava de 10 a 20%, ou seja, de 30 a 60 comparecimentos para um total de 300 OOb.·., que era o número dos que compunham aquela Loja.

As informações que temos da Maçonaria USA é de que lá algumas Lojas chegam a ter 900 membros, cuja média em regra geral vai de 100 a 300 CCP.·. Acontece que lá, as sessões de AAP.·. ou Ccomp.·., somente são realizadas para Elevações e Exaltações.

Pelo número de seus membros, calculem o tamanho que teria que ter o Templo de cada uma dessas Lojas, se fosse freqüentada por todos e a impressão de vazio que daria quando de uma reunião, em havendo no seu interior, um comparecimento de 10%. Seria o mais provável a acontecer, se as suas reuniões fossem semanais como aqui.

Pois bem, o referido vazio mostra que uma Loja, dentro da própria realidade em tamanho, não deve construir seu Templo igual ao de uma Grande Loja. Em certa ocasião, assistimos a uma palestra de um famoso autor numa grande cidade do Estado de São Paulo e, para que tenham uma idéia da capacidade do Templo e da realidade do comparecimento, a dita palestra foi realizada no Oriente onde tranqüilamente sentaram-se umas 25 a 30 pessoas e ainda sobraram cadeiras, ficando as Colunas completamente vazias.

Esse prédio enorme tem quase 100 anos de existência e a Loja mais de 110 anos da sua fundação. Pode se compreender que a sua construção foi uma obra para uma outra realidade que não a da presente.
Essa Loja vive hoje das glórias passadas, nada havendo na atualidade que a leve a uma situação igual à antiga.

Seu número de membros não passam de 70 ou 80, o que seria bom para a realidade de hoje não houvesse ali uma grande quantidade de IIr.·., em avançada idade, dispensados de freqüência. Houve ainda uma descontinuidade nas iniciações. Pode ser esse um outro motivo a justificar os vazios, para uma Loja que em tempos de antanho tinha mais do que o dobro da atual, além de também não ter existido naquela época a mesma rotatividade que hoje existe.


Influência Política

No início, ela era única na cidade onde agora já existem mais de 10 Lojas. Vislumbramos aqui alguns dos motivos da impressão de ausência existentes na Maçonaria Brasileira – O vazio fica só na impressão, mesmo porque na nossa visão a nossa Ordem está mais viva do que nunca.

Outro fator importante que precisa ser levado na devida consideração é que nos primórdios da Arte Real no Brasil, recebemos a influência da Maçonaria Francesa, profundamente política, tendo uma filosofia racionalista em cima do Positivismo, muito em voga na época, daí uma busca maior por parte daqueles que tinham ambições ao poder governamental.
A sua ingerência nos sistemas de governo de então, cuja atuação extrapolava o silêncio dos Templos, fazia com que ganhasse campo na imprensa, provocando debates públicos e inclusive um maior alarido nas rodas das intelectualidades de então.

Numa comparação à luz da história, a sensação é a de uma presença mais efetiva em tempos passados e a sua existência muito mais sentida exatamente devido à ocupação de um enorme espaço político e, conseqüentemente, havendo uma maior divulgação nesse sentido. Assim, pois, é para se aceitar como coisa muito natural que houvesse naquela época uma porcentagem de presença em números mais elevados.

Só que sendo político, o motivo dessa maior presença, a atuação da Loja, comparada aos modelos de hoje em relação à História, à Linguagem Simbólica, à filantropia e ao Esoterismo, dentro desse campo, seria muitíssimo menor.

Com o quase total desaparecimento do colonialismo e seu conseqüente absolutismo governamental, deixou de existir o terreno propício a uma atuação política da maçonaria daquela tendência.

Além do mais, com a ocorrência no Brasil de uma maior influência da vertente inglesa, cujo trabalho sempre foi e é discretamente realizado no interior dos Templos e sendo esta outra vertente (a inglesa) da política, fez-se com que não se receba mais como maçônico, o “oba-oba” das ruas, acontecimento natural da influência francesa, e daí também, a impressão de um maior vazio hoje dentro da Ordem. Ainda pela ação da Maçonaria Inglesa, existe na atualidade, uma outra visão da realidade sobre a nossa Ordem onde muitos são candidatos e poucos realmente escolhidos.

Entre estes, todos terão que passar pela iniciação, que é uma ação ritual peneiradora “ESOTÉRICA”, o que resulta uma sobra minoritária dos que realmente possam vir a ser os, esotericamente, realmente “Iniciados”.

A nossa angústia ante o desconhecido, quer pela vivência aqui na Terra enquanto um Ser material ou após a morte, como provável Ser espiritual, provocará dentro e fora do Templo, uma busca na solução do mistério.
Não sendo este encontrado aqui dentro, (não vamos entrar no mérito dos motivos) dará como resultado uma maior rotatividade no “entra e sai”, da Ordem. A pequena iniciação é por todos vista e sentida.

A grande iniciação, porém, não é ele, o Filho da Luz, que se dá conta da metamorfose sofrida, pois foram os seus irmãos que vislumbraram nele um possível grande iniciado.

Foi então um reduzido, porém muito eficiente grupo, e é ai que repousa a grande força da Arte Real.

O que resulta para olhos que só enxergam esotericamente é uma sensação de vazio, que pode e deve ser compreendida apenas na sua aparência.

Na realidade, aquilo que uns poucos esotericamente produzem, apesar de ínfima minoria, é incomparável e somente podem ser aquilatados, vistos e compreendidos por outros olhos também esotéricos. Para esse vislumbre, seria bom não esquecermos uma das primeiras colocações do proceder maçônico: - “O que se faz com a mão direita, a esquerda não deve ver”. A grandeza da Ordem e da Arte devem permanecer ocultadas a vistas profanas.

Assim as obras maçônicas não são elaboradas para que o mundo lá fora delas tomem conhecimento, situação essa que é contrária aos seus fundamentos.
 

Péssima Literatura

Como uma outra das possíveis causas da má interpretação dos reais fundamentos da nossa maçonaria, o estudioso e leitor de uma grande quantidade de livros pertinentes à Arte Real, olhando para a sua estante, numa pausa para a meditação, vai verificar entristecido que somente 30% daqueles livros são realmente aproveitáveis. Os outros 70% dos escritores sobre a Ordem, não vão do muito mal contido nos rituais.

O pior de tudo isso são seus autores saírem do particular para o geral como donos da verdade, com erros de interpretação sobre qual é a essência da nossa Ordem, e inclusive com idéias de quantidade e não de qualidade, que deveriam ficar restritas no próprio particular.

Isso é uma lástima porque nos induzem a falsas concepções do que é a Maçonaria em seus maiores fundamentos, erros esses que, tomados como acertos, plasmam modificações indevidas, que passam a integrar os nossos rituais e nossas verdades, contribuindo para que desapareçam os reais valores tradicionais dissimuladamente ocultos nas alegorias dos símbolos e da ritualística.

Resulta então uma quase total ausência de conhecimentos por parte da maioria dos MM.·., o que os impedem de manter vivo o ensinamento da tradição a ser transmitidos aos nossos pósteros.

Forçar sem conhecimento de causa o aumento do número de obreiros, é forçar também um aumento da rotatividade e da perda das tradições. Esse negativo “entra e sai” da Ordem, com a conseqüente ampliação burocrática, ocupará o pouco e precioso tempo, no qual poderia haver proveitosas instruções do “saber oculto”.

A reunião ficará então insípida ou cansativa, sendo esse mais um motivo de esvaziamento de Lojas.

A própria Lenda de Hiram mostra a necessidade de uma Hierarquia, onde uns comandam e outros são comandados. Não pode haver inversão desses valores. Um bom secretário não quer dizer que não possa ser um mau Venerável já que necessariamente um tem que comandar e outro não.

O bom Venerável, pela liderança que sempre deve ter, tem que dirigir uma Loja como se dirigisse uma orquestra, com a batuta nas mãos procurando manter o balanço rítmico. Mesmo que esta caia, (a batuta) seus braços não podem perder o movimento mantendo em sincronia a melodia, a harmonia e o ritmo. Uma má direção poderá provocar a diminuição de OOB.·. e é ai que deverá ressaltar a capacidade dos dirigentes maiores. Diante da realidade, deverão tomar medidas saneadoras.

O espaço aberto deveria ser apenas como se um maestro tivesse deixado cair momentaneamente a batuta e a orquestra desafinara um pouco pela falta de ritmo, porém recomposto pelo atento dirigente, tudo voltaria ao normal.

Conclusão: 
Através do tempo e mundo afora, as realizações maçônicas não foram e não serão medidas pelo número dos seus membros e sim pela capacidade que eles tiveram ou venham a ter no domínio de forças fenomênicas, nem sempre visíveis ou sensíveis. Se uma escada fosse composta pelas três formas do Conhecimento Humano, os degraus de cima seriam os da Filosofia, os do meio, os da Ciência e o primeiro, o da Tradição.

A maçonaria independente do número de obreiros, evoluiria por essa escada e se perpetuaria como tem evoluído e se perpetuado no tempo. Exatamente porque exaltando a Tradição como a sua força propulsora, ganhou um conhecimento maior e também um maior domínio das demais forças da Mãe Natureza, possibilitadas que foram pelo Saber em todas as suas formas de Conhecimento.

A Tradição é o primeiro degrau a ser escalado.

Foi assim no começo com uns poucos e também poderá e deverá sê-lo por todo o sempre com qualquer número, nada havendo, pois a temer em razão de vazios, desde que os antigos costumes sejam respeitados e preservados.

 
Ir.·. Osvaldo Ortega
Loja Delta do Limão 445 – S. Paulo-GLESP