sábado, 19 de abril de 2014

EM 2014 O MARTÍRIO DE JAQUES DEMOLAY COMPLETA 700 ANOS

O sol está se pondo e uma multidão se forma no pátio diante da Catedral. Apesar do fim do inverno, essa segunda-feira de primavera parece fria como nunca. As flores já brotaram, mas o vento corta como navalha.
- É uma pena que a fogueira fique tão distante de nós. Seria bom para me aquecer. – diz um mendigo de idade já avançada, ou talvez apenas castigado pela vida.
- Acredite, você não agüentaria ficar perto do calor infernal e o cheiro de carne herege queimando. – responde um senhor com roupas um pouco melhores, um pouco mais limpo, mas com um destino não muito diferente da mendicância. Afinal, a França está falida e quase ninguém tem emprego.
Com o crepúsculo, os postes começam a ser acesos e o cheiro de óleo queimando é sentido no pátio. Sangue, óleo, fogo, suor, lixo, seus cheiros estão sempre misturados na não tão bela Paris do século XIV.
Soldados montados vão se aproximando e se posicionando, o que indica que o momento de mais uma execução está chegando. – Quem será dessa vez? – alguns se perguntam. As execuções sempre apresentam bom número de espectadores, mas essa tem superado as anteriores: nem sinal das autoridades e dos condenados e a Ilha da Cidade já está lotada. Isso porque todos esperam assistir a execução daquele que o povo considerava acima dos reis e abaixo apenas do Papa. O Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay.
Já fazia 07 anos que ninguém o via, desde aquela escura sexta-feira 13 que o povo tratou de guardar como maldita. Uns diziam que ele havia morrido nas torturas da Santa Inquisição. Outros que ele conseguira fugir para a Escócia com tantos outros Cavaleiros. A única coisa que todos concordavam é que era impossível um homem com seus 70 anos de idade sobreviver por tanto tempo a tanto tormento. Esse era o motivo para tanta gente estar ali: ver a queda de um homem que liderava reis e que sobreviveu ao insuportável.
As carruagens começaram a chegar. Um dos primeiros foi de Vossa Santidade, o Papa Clemente V. Os parisienses o aclamaram quando ele desceu de sua carruagem, afinal de contas, é o primeiro Papa francês, que transferiu o Papado da Itália para a França, tornando-a o centro do que é mais sagrado no mundo cristão. Infelizmente, isso não tem ajudado a França a sair de um caminho de degradação. Logo em seguida, a carruagem do Rei Felipe IV se aproxima da Catedral, acompanhada de forte escolta. Era necessário, pois a vontade de cada cidadão ali presente era de linchá-lo e, quem sabe, queimá-lo em sua própria fogueira preparada para Jacques de Molay e seus Preceptores.
Com a presença do Papa e do Rei, a multidão não teve mais dúvidas: seria a tão comentada execução, talvez a mais polêmica realizada naquele local.
O rei e o Papa se posicionaram confortavelmente no camarote improvisado para aquilo que mais parecia um show no Coliseu. Em volta deles, estava toda a espécie de Arcebispos, Bispos, Ministros, Condes, Duques e bajuladores. O circo estava completo, mas… onde está o gladiador? Nesse momento, vê-se a carruagem negra e fortificada se aproximando com os condenados. Quando a carruagem pára, próximo à pequena ponte, os soldados têm dificuldade de conter a multidão que tenta se aproximar para vê-los mais de perto. Isso não estava previsto. – Como será que eles estão? – era o que todos pensavam.
Da carruagem saiu DeMolay e seus Preceptores. Magros como Gandhi e com barbas e cabelos longos e sujos, seus mantos templários, antes tendo sua brancura como símbolo da pureza de pensamentos e atos, agora em estado de podridão. Os soldados não estavam ali para impedi-los de uma tentativa de fuga, senão para mantê-los em pé e ajudá-los a andar.
JDMOs condenados foram postos no pequeno barco, acompanhados de três carrascos, e conduzidos até o elevado preparado para servir como fogueira. Ali foram silenciosamente amarrados. O carrasco-principal fez a devida leitura do ato de execução, destacando os crimes de heresia e traição. O silêncio não é apenas dos condenados, mas de toda a multidão. Após a leitura, o principal aguarda o sinal do Rei, o Belo, que responde positivamente. Então o carrasco-principal pegou a tocha acesa da mão de um dos seus sequazes e jogou sobre entulho de palha, troncos e óleo. O fogo rapidamente se alastrou.
Aqueles já acostumados em acompanhar as execuções se preparam para escutar os costumeiros e agonizantes gritos. Para eles, aquele sofrimento final dos condenados reduzia o sofrimento eterno que os mesmos teriam no Inferno, e quanto maior o pecado, maior a dor sentida na fogueira. Mas o que presenciaram foi algo ainda mais aterrorizante: um total silêncio e serenidade no semblante de cada um daqueles senhores tão humilhados e maltratados, e agora à beira da morte. Via-se o fogo consumindo suas pernas e vestes e sentia-se o cheiro de carne queimada no ar, mas eles não demonstravam nenhum sinal de sofrimento.
Assim, o silêncio foi quebrado pela própria multidão, que murmurava sem acreditar no que estava vendo. Foi então que todos viram que o grande líder dos condenados, Jacques de Molay, estava falando algo. Não se podia ouvir, pela distância em que a fogueira se encontrava, o barulho das pessoas e o tom sereno com que DeMolay falava. Mas ele falou algo, olhando para a multidão, para o camarote, e logo se calou, fechando seus olhos para aquela vida terrena.
As pessoas começaram a sair rapidamente dali, incomodadas com o que acabaram de presenciar. Algumas, supersticiosas, julgaram presenciar uma maldição. Outras entenderam aquelas palavras inaudíveis, como uma oração, uma despedida, ou mesmo um prelúdio do que estava por vir. O que todos sabiam é que haviam presenciado a morte de um grande homem, algo que ficaria para a história. Aquela segunda-feira, 18 de Março de 1314, jamais seria esquecida.
Jacques de Molay estava acima dos Reis e abaixo do Papa enquanto Grão-Mestre. Mas enquanto prisioneiro, enquanto líder que protegeu seus Companheiros e não traiu seus princípios, ele esteve acima de qualquer homem. Um reinado se ganha com um sobrenome, um papado se ganha com uma eleição. Um herói e mártir independe de posição, prestígio e poder. É definido por escolhas e atitudes. As de Jacques de Molay servem de exemplo até hoje para milhões de jovens e homens de todo o mundo.
18 de Março de 2014: 700 anos desde aquela noite. 
Fonte: noesquadro.com.br

sexta-feira, 18 de abril de 2014

APAGANDO VELINHAS!

Hoje (18/04) quem completa mais um outono é o Ir.'. Apr.'. Hemetério Aurino.
Que o G.'.A.'.D.'.U.'. o cubra de bênçãos e abençoe a ti e a toda a sua família neste dia de muitas felicidades!


quinta-feira, 17 de abril de 2014

PESSACH E PÁSCOA - A diferença entre as festas judaicas e cristãs e suas influências na Maçonaria.

Por Luis Genaro L. Fígoli (M.´.I.´.)*


Neste momento em que festejamos a passagem da Páscoa, que nos últimos anos se transformou num evento comercial, de trocas de presentes, principalmente de chocolates (com coelhinho e tudo!!!), é importante resgatarmos o verdadeiro significado desta Passagem (Páscoa significa passagem) que é comemorada, como festa pagã, há mais de 3.500 anos pelo homem.

Para explicar a diferença entre a festa judaica pagã e a festa cristã (e suas interpretações), valho-me da Wikipédia, que passarei a reproduzir a seguir.

Todavia, é importante salientar, a influência da Páscoa (ou Pessach) na Maçonaria.

Como sabemos, a Maçonaria é um repositório dos antigos e sublimes mistérios de todas as sociedades, inclusive a Hebraica e a Cristã.

São muitos símbolos que adotamos destas comunidades antigas, entre outros, o uso da Bíblia, a Kabbala, e principalmente, a noção de monoteísmo (ou seja o culto a um único Deus).

A Passagem (para os Judaicos) ou o Renascimento (para os Cristãos) são conceitos fortemente arraigados na doutrina maçônica que tem seu próprio ritual de iniciação, em parte, inspirado nestes eventos.

Além disso, a Astrologia também foi adotada pela Maçonaria. O movimento dos astros celestes, da terra, dos mares trazem profundas influencias nos conceitos doutrinários da Ordem, como por exemplo, os solstício (que marcam duas datas importantes em Junho e Dezembro) como os dias dedicados aos padroeiros da Maçonaria, os São Joãos (Batista e Evangelista). No caso da Páscoa ou Pessech, marca a passagem do equinócio da primavera (no hemisfério norte) e do outono (no hemisfério sul).

Daí o conceito da passagem ou renascimento, visto que a primavera representa para a natureza, um verdadeiro renascimento. Atento a isto, tendo em vista as festividades milenares já praticadas pelo povo Hebraico, é que a morte e ressurreição de Cristo foi localizada pelos cristãos, temporalmente, neste período, justamente para poder coincidir com a festa tradicional, numa ótima jogada de "marketing" se fosse nos tempos atuais.

Mas vamos aos conceitos e a história:

Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a festa dos pães ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).

De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo.

Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach.

É importante notar que Pessach significa a passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.

Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar,para pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza , ou por viagem .

Celebração da Pessach na época do Segundo Templo

Pessach caracterizava-se por ser uma das três festas de peregrinação ao Templo de Jerusalém. Um mês antes da festividade, Jerusalém tinha suas estradas reformadas e poços restabelecidos para garantir o conforto dos peregrinos. Geralmente todos aqueles que distanciavam trinta dias de jornada de Jerusalém vinham para as festividades, o que aumentava a população de cerca de 50 mil para cerca de três milhões. Estes peregrinos geralmente hospedavam-se na cidade e cidades vizinhas, acampando ou em casa de conhecidos.

Em 14 de Abib, pela manhã, o chametz (alimento fermentado) era eliminado e os sacerdotes do Templo preparavam-se para Pessach. O trabalho secular encerrava-se ao meio dia e iniciavam-se os sacríficios à quinze horas. A oferenda de Pessach constituia-se de cordeiros ou cabritos, machos, de um ano de idade, e abatidos pela família (era permitido um cordeiro por família) em qualquer lugar no pátio do Templo. O shochet efetuava o abate, e sangue era recolhido pelos cohanim em recipientes de prata e ouro, que passavam de um para outro até o cohen próximo ao altar, que derramava o sangue na base deste altar. O recipiente vazio depois retornava para novo uso. Estes recipientes não podiam possuir fundo plano par evitar a coagulação do sangue. Em seguida, o animal era pendurado e esfolado, e aberto tinha suas entranhas limpas de todo e qualquer excremento. A gordura das entranhas, o lóbulo do fígado, os dois rins com a gordura sobre estes e a cauda até a costela eram retirados e colocados em um recipiente, salgados e queimados sobre o altar.

As oferendas de Pessach eram feitas em três grupos com cada um de no mínimo trinta homens .O primeiro grupo deveria entrar e quando o pátio do Templo estivesse cheio ,os portões eram fechados .Os levitas entoavam o Halel e repetiam-no (se necessário) até que todos houvessem sacrificado seus animais .A cada vez que o Halel era entoado os cohanim tocavam três toques de shofar: Tekiá, Teruá e Tekiá.Após a oferenda queimada das partes do sacríficio , os portões eram abertos , o primeiro grupo saia ,e entrava o segundo e iniciava-se novamente o processo .E assim com o terceiro grupo .Após todos terem saído ,lavava-se o pátio da sujeira que ali acumulara .Um duto de água atravessava o pátio do Templo e havia um lugar por onde ele saía. Quando se queria lavar o chão era fechada a saída e a água transbordava inundando o recinto .Depois abria-se a saída e a água saia com todas as sujeiras acumuladas, ficando o chão completamente limpo .

Deixando o templo, cada família carregava seu animal sacrificado e o assava , fazendo em suas casas uma ceia festiva ,onde todos se vestiam de branco. Esta ceia seguia os príncipios do atual sêder de Pessach,com exceção da inclusão do cordeiro pascal. Após a ceia, muitos iam para as ruas festejar, enquanto outros iam para o Templo, que abria suas portas à meia-noite.

Com a destruição do Segundo Templo, a impossibilidade de haver um local de reunião e sacrifício tornou inviável a continuação dos sacríficios de cordeiros. Inicia-se então a transformação de Pessach em uma noite de lembranças, sem o sacrifício pascal.

Observâncias da Pessach após a destruição do Segundo Templo

Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do ínicio da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach. Os objetos de chametz são escondidos, e outros, passíveis de um processo de casherização são mantidos, os utilizados para cozinhar passam pelo fogo, e os de comidas frias passam pela água. É proibido realizar qualquer trabalho depois de meio-dia de 14 de Nissan, ainda que um judeu possa permitir que um goy realize este trabalho.

A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (somente na primeira em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Desta refeição somente devem participar judeus e gentios convertidos ao judaísmo. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se pão ázimo e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito".

E a Pascoa???

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas. Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".

De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

* É M.´.I.´. da Loj.´. Simb.´. Palmares do Sul nº 213 no RS juridicionada à G.´.L.´.M.´.R.´.S.´., Gr.´. 14°, membro da Loj.´. de Estudos e Pesquisas Acácia do Litoral. Publicou mais de 50 artigos sobre Maçonaria.

Fonte: espacodomacom.blogspot.com.br

domingo, 13 de abril de 2014

MAÇONARIA, ELEIÇÕES E REDES SOCIAIS

Por Kennyo Ismail
eleicoes
Em Outubro deste ano teremos eleições no Brasil, com o período de campanha iniciando em Julho. Isso significa que, de Julho a Outubro, sofreremos os benefícios e mazelas proporcionados pelo sistema democrático, quando o debate de ideias e projetos lutará a injusta batalha contra a avalanche de poluição sonora e visual.
Não vamos voltar aqui à discussão da Maçonaria enquanto precursora da democracia moderna, assunto esse exposto em outro estudo. A intenção deste texto é chamar a atenção do maçom para a tendência comportamental em redes sociais durante esse período versus a devida postura maçônica.
Pela proximidade do período de campanha eleitoral, já temos presenciado um aumento no volume de publicações nas redes sociais relativas ao tema, especialmente críticas. Porém, ao contrário do que gostaríamos, tais publicações em geral não partem do princípio da crítica fundamentada sobre programas e propostas políticas, e sim vis ofensas diretas a lideranças políticas, muitas delas atuais autoridades legitimamente constituídas.
Quando se aborda tal questão junto aos “ofensores”, a primeira resposta que se recebe é quanto a famosa “liberdade de expressão” que, teoricamente, lhes daria o direito de ofender pessoas que eles mal conhecem. Entretanto, esse tópico é assunto amplamente discutido e, de certa forma, já esgotado no seio do Direito brasileiro, cuja lei maior “conferiu significado especial aos direitos de personalidade, consagrando o princípio da dignidade humana como postulado essencial da ordem constitucional, estabelecendo a inviolabilidade do direito à honra e à privacidade e fixando que a liberdade de expressão e de informação haveria de observar o disposto na Constituição, especialmente o estabelecido no Art. 5º, X.”
Porém, o que vemos são pessoas publicando fotos de políticos e, em vez de criticar alguma decisão, afirmação ou atitude desses, proferem ofensas pessoais, xingamentos, difamam e caluniam. E o que mais assusta é que muitos dos autores são… maçons. Irmãos que, entre uma ofensa e outra, publicam conteúdo maçônico falando de fraternidade entre os homens e levantar templos às virtudes. No mínimo, uma incoerência.
Não precisamos aqui explicitar que, em muitos casos, tais atos podem ser enquadrados como infrações maçônicas. O objetivo aqui é tratar da conduta maçônica, provavelmente respeitada no meio maçônico, mas aparentemente negligenciada no mundo profano, mais especificamente em redes sociais. Como exemplo do que estamos falando, outro dia me espantei com uma publicação de um irmão em rede social, cuja identidade será mantida em sigilo. Era uma foto da Presidente da República, cujo texto que a acompanhava era “ANTA!”. Independente da orientação política do irmão, a injúria proferia era desnecessária e inaceitável. Trata-se de uma mãe e avó de família e líder legitimamente eleita do país. O referido irmão, além de maçom, é Sênior DeMolay e militar. Como DeMolay, faltou com seu juramento ao desrespeitar uma mulher. Como militar, cometeu falta grave contra a Comandante em Chefe. E como maçom, faltou com decoro, não combateu suas paixões, desrespeitando as leis do país, sendo intolerante e esquecendo-se da moral maçônica. Obviamente que ninguém é obrigado a gostar do Presidente da República em exercício, mas todos temos o dever de respeitar uns aos outros, em especial quando se trata de um ser humano e uma autoridade que foi eleita pelo povo em um processo democrático.
Importante ressaltar que o período eleitoral oficialmente ainda não começou e, infelizmente, a tendência é apenas piorar. Por isso, conclamamos todos os maçons a se autopoliciarem nesse período, em especial nas redes sociais, de forma a não expor a Maçonaria ao ridículo.

Fonte: www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ANIVERSARIANTES DO TRIMESTRE

No último sábado de março, a Loja São José nº14 se reuniu em festa para comemorar os aniversariantes do 1º trimestre do ano.
Em uma noite muito agradável, Irmãos e cunhadas se confraternizaram com o tradicional churrasco acompanhado das sempre bem-humoradas histórias contadas pelos mais experientes.
Este blog, como de costume, parabeniza a todos os aniversariantes do trimestre, Irmãos (Afrânio11/01, Mário 10/02, Nil 05/03, Jorge Januário 17/03, Sérgio 24/03), cunhadas (Ilka 07/02, Regina 08/02, Graça 17/02, Cristina 29/03) e sobrinhos.
Que o G.'.A.'.D.'.U.'. os ilumine em seus caminhos e tenham muita saúde, paz e prosperidade.











terça-feira, 18 de março de 2014

VÁ COM DEUS, IR.'. LUCAS!


Hoje é um dia triste para a Loja Parnamirim nº9, bem como para a Maçonaria potiguar. O nobre Ir.'. José Lucas partiu para o Oriente Eterno, deixando o plano terreno nesta terça-feira.
Os  Obreiros da Loja São José nº14 rogam ao G.'.A.'.D.'.U.'. que o receba de braços abertos e conforte a todos os seus familiares neste momento de dor.

18 DE MARÇO: DIA DE DEVOÇÃO EM MEMÓRIA A JACQUES DEMOLAY

INTRODUÇÃO
Ao longo dos tempos, figuras importantes da história, como Joana D`Arc, Jesus Cristo, William “Coração Valente” Wallace, Tiradentes, dentre outros, tiveram que morrer para deixar vivo aquilo que acreditavam.
Com Jacques De Molay não foi diferente. Sua vida e obra serviu de exemplo e referencial para milhões de jovens e adultos ao redor do mundo, sua bravura e persistência foram o sustentáculo para que outras Ordens engendrassem daquilo que fora a Ordem dos Cavaleiros Templários. E o mais importante: suas qualidades – dentre elas Lealdade e Tolerância – se tornaram a base-mor da Ordem DeMolay; tornaram-se eternas; tornaram-se Virtudes Cardeais de um DeMolay.
Temos Jacques DeMolay não só a figura do patrono de nossa Ordem, mas também a de um homem que deu sua vida a um ideal, coisa que poucos fariam e/ou farão. Deu, ainda, uma chance a milhões de pessoas, ao mostrar que era possível acreditar naquilo que seu coração dizia, até o final. Pois é no final que, muitas vezes, encontra-se o início de algo grandioso.
E é, infelizmente, em seu fim que a história da Ordem DeMolay começa.

MAS... QUEM FOI JACQUES De MOLAY?
Historiadores acreditam que Sir Jacques Burguemundos De Molay nasceu em Vitrey, França, em 1244.
Aos 21 anos, tomou-se aquilo que muitos de sua época sonhavam ser, mas que poucos tinham privilégio: membro da Ordem dos Cavaleiros Templários.
A Ordem dos Cavaleiros Templários, ou simplesmente Templários, havia sido oficialmente sancionada e reconhecida pelo Papa e pelo Conselho da Igreja em 1128. Sua denominação original era “Pobres Soldados de Cristo e do Templo de Salomão", e sua finalidade era vigiar a estrada entre Jerusalém e Acro, o porto de Jerusalém no Mediterrâneo. Logo, pela elevada sanção da Igreja, a Ordem tornou-se imensamente popular. O dinheiro jorrava na tesouraria dos Templários; ricas propriedades eram estabelecidas; e nobres e príncipes enviavam seus filhos para se unirem à Ordem.
Os Cavaleiros Templários aumentaram e torraram-se mais fortes com matrizes na Inglaterra, Espanha, França e Alemanha, e logo a valentia dos soldados na Palestina foi apoiada e preservada por uma vasta organização sistematizada nos lugares de origem. A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, De Molay foi eleito Grão-Mestre. Era um cargo que o classificava como, e muitas vezes, acima de grandes lordes e príncipes. De Molay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acro. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários” para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus lideres eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda. Em 1305, Filipe, o Belo, Rei da França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitaleiros, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Filipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja. Em 14 de setembro de 1307, Filipe agiu. Ele emitiu regulamentos secretos para aprisionar todos os Templários. De Molay e centenas de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas para De Molay e seus cavaleiros. Filipe forçou o Papa Clemente a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou De Molay a trair os outros Líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, De Molay recusou-se. Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de De Molay e três de seus Preceptores. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de De Molay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas De Molay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Auvergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida com a morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Filipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde. Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim.

Última Prece: a maldição de Jacques DeMolay" Nekan, Adonai! Chol-Begoal! Papa Clemente... Cavaleiro Guilherme De Nogaret... Rei Filipe: intimo-os a comparecer perante o Tribunal de Deus-Todo-Poderoso dentro de um ano para receberem o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças!"
Esta foi a prece proferida no dia 18 de março de 1314, no momento em que o Grão-Mestre e seu fiel companheiro foram queimados. O fato é que em menos de um ano o Papa Clemente, o rei Filipe, o Belo, e o traidor Guilherme De Nogaret morreram.
Palavras do poeta Fernando Pessoa em sua auto-biografia: Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques De Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos: a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.

Gills Lopes.’’.Presidente da Alumni-PB

sexta-feira, 14 de março de 2014

MANIFESTO DA MAÇONARIA

Decidimos publicar esta carta na íntegra por concordarmos em todos os sentidos com o conteúdo da mesma, além de pedirmos aos Irmãos, cunhadas, sobrinhos e até mesmo os profanos que divulguem esta postagem para que, de alguma forma, possamos mudar nosso país para melhor, combatendo a ignorância e os erros, em prol da pátria e da humanidade.

CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22
ORIENTE DE SÃO JOAQUIM – FILIADA AO GOSC

Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história. O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância. A tirania mudou sua face. Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço. Os tiranos de hoje saqueiem a Pátria e degolam as cabeças de outra forma. A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis. Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse:

“DAI PÃO E CIRCO PARA POVO”.

Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos, especialmente sob a influência da televisão, que dá ao povo essa fartura de “pão” e de “circo”.

Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções. Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol, atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena. Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços. Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais; já, outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e absolutamente corrompido. Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos. Porém, a construção dos “circos”, continua!

Mas o pão e o circo também vem dos “Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais. Quanto mais circo, mais pão ao povo. E o mais triste é que o povo mantido na ignorância, é disso que mais gosta. Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de “lazer”. O Coliseu está entre nós. O circo está entre nós. Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema, subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes.

Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos. Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno, nem mesmo parar morrer.

Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos, não cubanos. Os tiranos tem a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização. Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa. É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania. Esses médicos recebem migalhas daquele governo. Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.

Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba, solucionaria o problema de inúmeros de pequenos hospitais pelo interior deste País. Mas não é a isto que ele servirá. Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado, de profissionais que não tem asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.

E nós brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto, porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentarmos todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte.

Esses governantes, que tanto criticam o trabalho escravo, também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS. Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda, através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado, que pode chegar ao percentual de 27,5%. Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por cada profissional, cabos eleitorais desses governantes. Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.

Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro, povo brasileiro é o palhaço !

A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem. Foi por  Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura. Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.

E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado, com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual!  
Não podemos ficar calados e inertes!
A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo. Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.

A Loja Maçônica Acácia das Neves, incita a todos os IIrm.: para que desencadeemos um movimento de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada a todas Lojas e Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de cavar masmorras aos vícios!

domingo, 9 de março de 2014

PALAVRÕES AOS GRÃO-MESTRES

Por  Kennyo Ismail

O título deste artigo, “Palavrões aos Grão-Mestres”, foi escolhido, obviamente, pela sua capacidade atrativa. Porém, o emprego do termo “palavrões” no título não se refere ao significado mais usual, de “palavras obscenas ou grosseiras” , mas sim no sentido de “termo empolado” . E nesse caso, para ser mais  claro, “empolado” no sentido de pomposo. Ou seja, o artigo trata dos axiônimos, termos corteses de tratamento e reverência utilizados ao se dirigir a um Grão-Mestre, também conhecidos como pronomes de tratamento.

Essa é uma questão intrigante na Maçonaria brasileira. O Grande Oriente do Brasil e a maioria dos Grandes Orientes Independentes confederados à COMAB adotam o termo “Soberano” como pronome de tratamento de seus Grão-Mestres. Já as 27 Grandes Lojas brasileiras adotam oficialmente o termo “Sereníssimo” para seus Grão-Mestres, assim como alguns poucos Grandes Orientes confederados à COMAB. Não havendo consenso no axiônimo utilizado no meio maçônico brasileiro ao se  dirigir aos Grão-Mestres, inquire-se qual é a origem do uso dos termos “Soberano” e “Sereníssimo” na Maçonaria brasileira. Esse é o objetivo principal deste breve estudo.

Termo Original: Most Worshipful O termo maçônico comumente utilizado para se referir a um Grão Mestre é o de “Most Worshipful” 3 , que pode ser traduzido  como “Mui Respeitável”, “Mui Venerável”, “Venerabilíssimo” ou mesmo o “Mais Venerável”. A adoção desse termo na Maçonaria data de, pelo menos, 1721, quando
Desaguliers resolve entregar o comando da Grande Loja de Londres (dos Modernos) à Nobreza, tendo sido o primeiro nobre Grão-Mestre o Duque de Montagu.4
Ao Duque de Montagu é creditada a solicitação para que James Anderson compilasse o Livro de Constituições, o qual seria publicado em 1723. 5 Porém, as evidências apontam que tal iniciativa partiu de Desaguliers, que serviu como Adjunto do Duque de Montagu, e quem de fato dirigia a instituição.
É fácil compreender a adoção desse termo já nos primeiros anos da primeira Grande Loja Especulativa. Se o Mestre de Loja recebe o tratamento de “Worshipful”, ou seja, de Venerável”, não seria correto que o Grão-Mestre da Grande Loja fosse tratado como “Most Worshipful”, ou seja, “Mui Venerável”? Um tanto quanto lógico. Interessante observar que Grandes Lojas Estaduais brasileiras em algum momento foram influenciadas por essa nomenclatura. Sendo as Grandes Lojas dos EUA comumente chamadas de “Most 2 Texto originalmente publicado no blog: www.noesquadro.com.br Worshipful Grand Lodge of...”, muitas Grandes Lojas no Brasil optaram por adotar a mesma nomenclatura. Porém, traduziram “Most Worshipful” como “Mui Respeitável”. Isso parece inicialmente um equívoco visto que, no meio
maçônico, a tradução do termo inglês “Worshipful” para o Português sempre foi “Venerável”. Porém, muitas Grandes Lojas de outros países latino-americanos já haviam optado por tradução similar do inglês para o espanhol, adotando o termo “Muy Respetable Gran Logia...”, o que pode ter influenciado na escolha do termo a ser adotado em português.

Sereníssimo: Século XVIII -  O primeiro registro que se tem do uso do termo “Sereníssimo” ao se referir a um Grão-Mestre da Maçonaria foi na França, em 1743. Com a morte do Duque de Antin, primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da França, uma reunião emergencial de Veneráveis Mestres elegeu Louis de Bourbon, o Conde de Clermont, como Grão-Mestre.6 O Conde de Clermont era um príncipe de sangue, e por isso detinha o direito de receber o tratamento de “Sereníssimo”, assim como os demais príncipes de sangue da França.7 Esse direito foi devidamente observado na Grande Loja da França durante sua gestão, em que foi chamado de
“Sereníssimo Grão Mestre”, ou seja, um príncipe que ocupa o posto de Grão-Mestre.

Dois anos após sua morte, em 1773, a Grande Loja da França foi dividida em duas: o Grande Oriente de França e a Grande Loja de Clermont. Essa última quase não resistiu à Revolução Francesa, chegando a suspender seus trabalhos. Quando do término da Revolução, a Grande Loja de Clermont foi incorporada pelo Grande Oriente de França.8 Voltando ao Grande Oriente de França, que se declara sucessor da Grande Loja de França, seu primeiro Grão-Mestre foi Louis Philippe d‟Orleans, Duque de Orleans e também príncipe de sangue. Logicamente que, sendo um príncipe, recebia o tratamento de “Sereníssimo” no Grande Oriente de França. O Duque de Orleans permaneceu como Grão-Mestre do Grande Oriente de França até 1793, quando fez uma declaração contra os mistérios e reuniões secretas e acabou sendo destituído de seu posto, ao qual, diga-se de passagem, nunca fez questão nem deu a mínima atenção. 9 Porém, após 50 anos tratando os Grão-Mestres por “Sereníssimo” (1743-1793), a Maçonaria francesa passou a considerar esse axiônimo como maçônico. Nada a impedia quanto a isso, visto então estar vivendo numa República. O termo “Sereníssimo”, então consagrado na Maçonaria francesa, berço da Maçonaria latina, foi amplamente adotado pela Maçonaria de língua espanhola e portuguesa, muito mais influenciada e próxima dos maçons franceses do que dos britânicos ou dos norte-americanos. Não é por acaso que
ainda é utilizado oficialmente pela Grande Loja da Bolívia, Grande Loja do Chile, Grande Loja de Cuba, Grande Loja da República Dominicana, Grande Loja Simbólica do Paraguai, etc. Isso pode ter influenciado as Grandes Lojas brasileiras que, fundadas a partir de 1927, adotaram o mesmo axiônimo.

Soberano: Século XIX - Como se sabe, em Junho de 1822 foi fundado o Grande Oriente Brasílico, o qual sucumbiu em Outubro do mesmo ano.10 Entre Outubro e Novembro de 1831 alguns dos remanescentes desse primeiro se reúnem, “reerguendo suas colunas”, no jargão maçônico, com o nome de Grande Oriente do Brasil.
Importante registrar que, em 1830, no ano anterior ao referido “reerguimento”, outro grupo de maçons já havia fundado um novo Grande Oriente, o Grande Oriente Brasileiro, com o objetivo de impulsionar o trabalho maçônico no país, e que foi instalado em Junho de 1831. Porém, personalidades como José Bonifácio e outros partícipes daquele primeiro Grande Oriente, de 1822, haviam ficado de fora e, aparentemente, não gostaram nem um pouco disso, partindo rapidamente para a reinstalação do Grande Oriente Brasílico, agora Grande Oriente do Brasil. Podemos dizer que essa foi a primeira divisão maçônica por vaidade ocorrida no Brasil. É interessante observarmos que a justificativa apresentada por José Castellani e William Carvalho para a (re)instalação do Grande Oriente do Brasil ter sido posterior à instalação do Grande Oriente Brasileiro é a de que os reerguedores aguardavam “um clima mais liberal, o qual seria propício aos trabalhos maçônicos”.12 Digo interessante porque no dia 07 de Abril de 1831 Dom Pedro I abdicou do trono e nomeou José Bonifácio como tutor do príncipe regente. Isso significa que durante os meses de abril, maio, junho, julho, agosto e setembro o “clima” estava bastante “propício” para José Bonifácio, que nenhuma pressa tinha acerca da Maçonaria. É curioso observar que os líderes do mesmo movimento maçônico revolucionário de 1822, que em um curto espaço tempo reergueram uma Loja, iniciaram dezenas de membros, dividiram a Loja em três e fundaram o Grande Oriente Brasílico com o intuito de promover a independência do Brasil, que esses mesmos líderes aguardassem “um clima mais liberal” para reerguê-lo. Essas observações apenas reforçam a teoria de que a motivação foi, exclusivamente, a tão conhecida vaidade humana, impulsionada pela instalação do Grande Oriente Brasileiro, liderado por Irmãos considerados “rivais”, em Junho de 1831.

Mas voltando aos axiônimos, apesar de desconhecido para muitos maçons brasileiros, o pronome de tratamento originalmente adotado pelo Grande Oriente do Brasil referente à Obediência e ao Grão-Mestre era o de “Sapientíssimo”. Durante quarenta e cinco anos do Século XIX (1832-1877), o líder maior dessa obediência maçônica do país era predominantemente chamado de Sapientíssimo Grão Mestre do Sapientíssimo Grande Oriente do Brasil.13 O termo “predominantemente” não foi escolhido à toa. Como se sabe, desde poucos meses após sua reinstalação até 1951, o Grande Oriente do Brasil era uma obediência maçônica mista, no sentido de não separação do governo dos graus simbólicos e dos altos graus, o que era (e ainda é) considerado uma irregularidade pela comunidade maçônica internacional. Foi no dia 23 de Maio de 1951, por meio do decreto Nº 1641, que o então Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, Irmão Joaquim Rodrigues Neves, desfez essa irregularidade, ao promulgar a nova constituição maçônica do GOB. Entretanto, no período em que a irregularidade existiu, o Grão-Mestre acumulava o posto de Soberano Grande Comendador. Os termos corretos empregados no referido período de quarenta anos do Século XIX eram: “Sapientíssimo” para Grão-Mestre e “Mui Poderoso” para Soberano Grande Comendador. O “Mui Poderoso”, apesar de largamente utilizado junto aos Soberanos Grandes Comendadores no restante do mundo, acabou entrando em desuso no Brasil, talvez pela extensão do título do cargo (Sapientíssimo Grão-Mestre e Mui Poderoso Soberano Grande Comendador. Ufa!), ou mesmo pela possível interpretação de que o cargo era de “Grande Comendador” e que o termo “Soberano” era  distintivo. Por isso, durante o período, o líder maior do GOB era comumente chamado de “Sapientíssimo Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador”. Logo, com o termo “Soberano” supostamente sendo interpretado como um axiônimo, e não como parte do título, começaram as aparições da variação “Soberano Grão-Mestre e Grande Comendador”. A partir de Março de 1877 o uso do termo “Soberano” passou a ser predominante. Uma hipótese para a boa aceitação dessa mudança é o fato de que o termo “Sapientíssimo” era compartilhado por todos os membros da Alta Administração, não havendo na época um termo distintivo exclusivo para o Grão-Mestre no GOB, o que pode ter estimulado o uso do “Soberano” em detrimento desse.

COMAB: Soberano ou Sereníssimo?
Os Grandes Orientes Independentes surgiram a partir da desfiliação de dez Grandes Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil, ocorrida em 27 de Maio de 1973 e liderada por Athos Vieira de Andrade, de Minas Gerais, e Danylo José Fernandes, de São Paulo.15 A partir de 1973, tendo como referências os termos de tratamento de “Soberano” no Grande Oriente do Brasil e “Sereníssimo” nas Grandes Lojas, os Grandes Orientes recém-libertos parecem não ter chegado a um consenso. O GOSC – Grande Oriente de Santa Catarina, por exemplo, adota o termo “Sereníssimo” desde sua fundação. Já o GOP – Grande Oriente Paulista parece ter inicialmente adotado o termo “Soberano”, mas optado pelo termo “Sereníssimo” a partir de 2003. Entretanto, a maioria dos Grandes Orientes confederados à COMAB adota o termo “Soberano”, herdado do Grande Oriente do Brasil, o que é logicamente natural, visto manterem a mesma nomenclatura, ritos praticados, e até, em muitos casos, a mesma estrutura administrativa, basicamente apenas se desfiliando do GOB e declarando suas soberanias. Durante o desenvolvimento deste artigo, algumas autoridades da COMAB foram contatadas e indagadas se há alguma decisão ou recomendação da COMAB em busca de uma padronização nos modos de tratamento. A informação obtida foi de que não houve ainda alguma deliberação nesse sentido, o que parece significar que cada Grande Oriente tem total autonomia para definir o axiônimo a ser utilizado.

Considerações Finais
Este artigo não tem a intenção de dizer qual o axiônimo correto ou mais adequado a ser utilizado ao se referir a um Grão-Mestre. Isso simplesmente é impossível de ser feito na Maçonaria, especialmente na Maçonaria Latina. Se nem mesmo nos Estados Unidos, em que as Grandes Lojas costumam chegar a um consenso, não há unanimidade no assunto, por que esperar isso no Brasil, cuja Maçonaria regular tem três distintas vertentes e pratica oito diferentes ritos?
Por conta dessa Maçonaria “cosmopolita” praticada no Brasil, não há que se dizer em certo e errado. O que se pode fazer, ou melhor, o que é dever de todo maçom, é buscar a verdade, ou seja, pesquisar e identificar a real origem e razão daquela ação ou interpretação, buscando compreender o contexto de sua ocorrência. E isso sem qualquer julgamento de mérito. O objetivo deste artigo é simples e creio que foi alcançado. Se “Sereníssimo” ou “Soberano”, pouco importa. São apenas “elogios oficiais”, como, por exemplo, “Excelentíssimo” para as principais autoridades civis ou “Magnífico” para Reitores de Universidades. No entanto, um maçom, pela própria natureza da instituição, não deveria pronunciar ou escrever quase que diariamente um termo maçônico sem nem ao menos querer saber seu significado, sua origem, sua adoção. Seria o mesmo que dizer palavras que não se sabe o significado no meio de frases em conversas na rua. Algo, no mínimo, bizarro.


Texto originalmente publicado no blog: www.noesquadro.com.br

segunda-feira, 3 de março de 2014

CARNAVAL E MAÇONARIA

Carnaval IX
A origem do carnaval
A celebração provavelmente tem sua origem em festas pagãs, como os realizados em honra de Baco, o deus do vinho, e as saturnais romanas e as Lupercalia, ou aqueles que tiveram lugar em homenagem ao touro Ápis, no Egito.
Segundo alguns historiadores, as origens das festividades do carnaval remontam à antiga Suméria e Egito mais de 5.000 anos atrás, com celebrações similares no Império Romano, onde o costume se espalhou por toda a Europa, sendo trazido para a América pelos navegantes espanhóis e portugueses que nos colonizaram a partir do século XV.
O carnaval remonta as festas pagãs Celtas, a festividade contemporânea conhecida como o Carnaval pode ter tido sua origem na necessidade de comer todas as carnes e produtos animais como ovos e manteiga antes de iniciar o período da Quaresma. Segundo a tradição católica durante a Quaresma não deve comer carne, mas somente peixes e legumes.
No entanto, as verdadeiras origens do Carnaval são ainda desconhecidas. Não há como verificar onde e quando nasceu o carnaval. Estudos estimam que o primeiro culto que mais tarde seria conhecido como o Carnaval foi feitas anos antes de Cristo, quando os agricultores se reuniram no verão, com os rostos mascarados e corpos pintados inteiramente em torno de uma fogueira para celebrar a fertilidade e produtividade do solo, bem como afastar os maus espíritos da colheita.
A primeira concentração carnavalesca está localizada no Egito. A festa era nada mais do que dança, canto, e os participantes usavam máscaras e fantasias como um símbolo de ausência de classes sociais.
Seguindo a tradição chegou à Grécia. No século VI a.C., era costume de andar de barco com rodas (navalis carrus) onde as pessoas dançavam todos os tipos de dança.
Em Roma, foi dedicado à deusa egípcia Ísis, espalhando o culto dos celtas e os alemães.
As cerimônias foram um ponto comum. Foram associados com os fenômenos espirituais, astronomia e ciclos naturais, e manifestados através de expressões tais como a dança, música, sátira, máscaras, e desordem. Em uma sociedade com muitas diferenças sociais, as partes apresentaram-se para a necessidade de liberdade para todos.
Ricos e pobres se misturam durante o carnaval não reconhecido. Em seguida, vem o carnaval de Veneza, e de lá todos. E ele gradualmente moldar suas características, dependendo dos costumes de cada país. Mas, geralmente, o carnaval é definido através de máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles, bailes, etc.
A data do carnaval varia de ano para ano. Muitas pessoas perguntam como você calcular a data do Carnaval?
A data da Páscoa começa (Domingo de Ramos) é calculada pelo mês lunar (28 dias) e domingo para a primeira lua cheia depois do equinócio da primavera (21 de março). Em outras palavras, a Páscoa só pode começar o mais tardar em 22 de Março e até 18 de abril. Portanto varia de ano para ano.
Assim o costume foi levado para calcular as datas do Carnaval, só em contagem decrescente, 40 dias entre o Domingo de Ramos. Esse dia será quarta-feira, e é o dia que começa a Quaresma.
A data do carnaval varia de ano para ano. E, o calendário é marcado pela Igreja Católica; que é calculada pela data do Domingo de Páscoa.
Ao principio a igreja, foi contra o Carnaval. O considerava muito leniente com as emoções, prazeres e desejos das pessoas. Para a igreja, o carnaval representava a desordem, o proibido. Ainda assim, o carnaval continuava, e a igreja, sentindo que era impossível impedi-lo, acabou adotando oficialmente a festa em, 590 d. C., e começando a programar seu calendário.
A primeira quarta-feira após o carnaval chamou “quarta de cinzas”, da inicio á quaresma, período em que se devem abster-se de todos os tipos de prazeres, como a carne, os ovos, o sexo, diversão em geral.
Por causa disso, o carnaval é calculado em relação à Páscoa. Entre quarta feira de cinzas e o domingo de Páscoa tem que passar cerca de 40 dias.
Além disso, esta celebração também é coincide com o feriado da Páscoa judaica. Realizada na primeira lua (lua cheia), na primavera ou 14 dias depois da lua nova.
A Lua leva mais de 27 dias para se trasladar ao nosso redor, mas, entretanto, o Sol também muda a sua posição no céu a cada ano percorre todo o céu. Então, a Lua necessita de 2 dias a mais para chegar ao sol e isso acontece em 29 dias, 12 horas e 44 minutos e uma fração, para ir de uma lua nova até a próxima.
Assim, a maioria dos meses judaicos se alterna entre 29 e 30 dias, o primeiro Adar, 30 dias, o segundo Adar, 29, a Nissan, em 30, Iyar, 29, Sivan, 30 e assim por diante, e exceto Cheshvan e Kislev, no outono, dado que correspondem a 44 minutos e também outros ajustes.
Um importante ajuste desse tipo é aplicado no dia do Ano Novo, conhecido como Rosh Hashaná (“início do ano”), você nunca deve cair em um domingo, quarta ou sexta-feira.
Isto é feito para evitar que, mais tarde, o Yom Kippur (“Dia do Perdão”), que é 10 dias mais tarde, para não cair junto do sabbath, porque dois dias de folga poderia dificultar a celebração adequada de ambos, e também para evitar que o sabbath coincidir com outro feriado que existe nesse mês. De modo que, curiosamente por causa desses ajustes, o Rosh Hashaná, muitas vezes não cai na lua nova.
Como é possível apreciar, para compensar o tempo introduzem um mês a cada 4 anos, para esso  determinar que é uma festa “flutuante”.
O Messias foi crucificado no 14dia de Nissan, como Paulo disse que é a nossa páscoa, o cordeiro sacrificado.
A seguinte é uma explicação um pouco mais complicada para alguns pelo uso de termos não muito comum para aqueles que não são judeus, mas também nos ajuda a compreender algumas das datas, mas este carnaval e Páscoa:
No calendário judaico de 2008, por exemplo, (neste dia) é o dia 6 do mês de Adary este ano, é o “primeiro Adar” ou “Adar Aleph,” porque é um ano bissexto. O mês é seguido por “Adar Beth” ou “Ve-Adar” (“e” “Adar”), o segundo Adar, um mês extra adicionado ao longo do tempo.
Evidentemente, devemos ter em mente que o calendário judeu segue a lua: “Rosh Chodesh” (“início do mês”), o primeiro dia do mês cai sempre na Lua Nova, no momento em que a posição do Lua no céu passa pelo Sol. Depois disso, podemos ver uma lua crescente logo após o pôr do sol.
Fonte: www.obreirosdeiraja.com.br