sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A (VERDADEIRA) PRIMEIRA GRANDE LOJA

A FORMAÇÃO DA PRIMEIRA GRANDE LOJA DE MAÇONS
ALEMANHA 1250

Pelo Ir.´. Henning A. Klövekorn

Tradução José Antonio de Souza Filardo M .´. I .´.

Com a difusão do cristianismo por toda a Alemanha e a exigência de que bispos romanos erguessem catedrais, os colégios Maçônicos na Alemanha prosperaram. Geralmente designado como Steinmetzen ou Canteiros, estas fraternidades maçônicas levantaram igrejas e catedrais por toda a Europa continental. A sociedade de canteiros tinha dentro de si uma grande variedade de classes e ocupações. Estas incluíam Steinmaurer ou assentadores de pedras, Steinhauer ou cortadores de pedra, bem como Steinmetzen, uma palavra derivada de Stein ou pedra e Metzen, um derivado da palavra Metzel ou entalhador, uma arte mais detalhada e refinada que os cortadores de pedras. A construção de Bauhütten ou lojas situadas junto às igrejas em construção serviu como estúdio de projeto, local de trabalho e quarto de dormir.
Um dos mais antigos registros de lojas maçônicas se encontra na cidade alemã de Hirschau (agora Hirsau) no atual estado de Baden-Württenberg. As lojas Maçônicas instituídas na cidade de Hirschau no final do século 11 trabalhavam sob a ordem beneditina da Alemanha, e foram as primeiras a estabelecer o estilo gótico de arquitetura.
As Armas dos Franco Maçons da Alemanha
Já em 1149, as primeiras Zünftes alemãs ou sindicatos de pedreiros se desenvolveram em Magdeburg, Würzburg, Speyer e Straßburg. Em 1250, a primeira Grande Loja dos Maçons formou-se na cidade de Colônia (Köln), Alemanha. A Grande Loja foi formada como parte do imenso empreendimento para erguer a catedral de Colônia.
O primeiro congresso maçônico ocorreu na cidade de Straßburg, na Alemanha no ano de 1275. Ela foi fundada pelo Grão Mestre Erwin von Steinbach. Este também foi o primeiro uso registrado do símbolo dos maçons, o compasso e o esquadro. Embora Straßburg fosse considerada a primeira Grande Loja de seu tempo, outras Grandes Lojas maçônicas já haviam sido fundadas em Viena, Berna e a acima mencionada de Colônia; estas foram chamadas Oberhütten ou grandes lojas. Diversos congressos maçônicos foram realizados na cidade de Straßburg, incluindo os anos 1498 e 1563. Nesta época, as primeiras Armas de Maçons registradas na Alemanha foram registradas representando quatro compassos posicionados em torno de um símbolo do sol pagão, e dispostos em forma de suástica ou roda solar ariana. As Armas Maçônicas da Alemanha também exibiam o nome de São João Evangelista, santo padroeiro dos maçons alemães.
A Oberhütte (Grande Loja) de Colônia, e seu grão-mestre, era considerada a cabeça das lojas maçônicas de toda a Alemanha do norte. O grão-mestre da Straßburg, na época uma cidade alemã, era chefe de Lojas Maçônicas de todo sul da Alemanha, Francônia, Baviera, Hesse e as principais áreas da França.
As Grandes Lojas de Maçons na Alemanha recebiam o apoio da Igreja e da Monarquia. O Imperador Maximiliano revisou o congresso maçônico de 1275 em Straßburg e proclamou a sua proteção ao ofício. Entre 1276 e 1281, Rudolf I de Habsburgo, um rei alemão, tornou-se membro da Bauhütte ou Loja de St. Stephan. O Rei Rudolf foi um dos primeiros não-operativos, também chamados membros livres ou especulativos de uma loja maçônica.
Os estatutos dos maçons na Europa foram revisados em 1459 pela Assembléia de Ratisbonne (Regensburg), a sede da Dieta Alemã, cuja revisão preliminar tinha ocorrido em Straßburg sete anos antes. As revisões descreviam a exigência de testar irmãos estrangeiros antes de sua aceitação nas lojas através de um método de saudação estabelecido (aparentemente internacional ou europeu).
A primeira assembléia geral de maçons na Europa ocorreu no ano de 1535, na cidade de Colônia, na Alemanha. Ali, o bispo de Colônia, Hermann V, reuniu 19 lojas maçônicas para estabelecer a Carta de Colônia, escrita em latim. As primeiras grandes lojas dos maçons estiveram presentes, o que era costume na época, e incluíam a Grande Loja de Colônia, Straßburg, Viena, Zurique e Magdeburg. A Grande Loja Mãe de Colônia, com o seu grande mestre era considerada a principal Grande Loja da Europa.
Após a invenção da imprensa, os maçons (Steinmetzen) da Alemanha, reuniram-se em Ratisbona em 1464 e imprimiram as primeiras Regras e Estatutos da Fraternidade de Cortadores de Pedra de Straßburg (Ordnung der Steinmetzen). Estes regulamentos foram aprovados e sancionados pelos Imperadores sucessivos, tais como Carlos V e Ferdinando.
O monge alemão Martinho Lutero e seu protesto contra as injustiças e hipocrisias da Igreja Católica em 1517 deram origem ao protestantismo. Isto liberalizou algumas das lojas maçônicas da época. A Catedral de Straßburg tornou-se Luterana em 1525 e muitas outras a seguiram.
Em 1563, os Decretos e Artigos da Fraternidade de Canteiros foram renovados na Loja Mãe em Straßburg no dia de S. Miguel. Estes regulamentos demonstram três elos importantes com a Maçonaria moderna. Em primeiro lugar, os aprendizes eram chamados de “livres” na conclusão do serviço a seu Mestre, o que sem dúvida é a origem da palavra Freemason  ou “franco-maçom”. Em segundo lugar, a natureza fraternal da loja era retratada em uma série de regulamentações, tais como o atendimento aos doentes, ou a prática de ensinar um irmão sem cobrar, nos termos do artigo 14. Em terceiro lugar, os maçons utilizavam um aperto de mão secreto como meio de identificação.
Dois artigos do regulamento indicando estes pontos são:
“Nenhum Mestre ensinará um companheiro por dinheiro.
XIV. E nenhum artesão ou mestre aceitará dinheiro de um colega para mostrar ou ensinar-lhe qualquer coisa relacionada com maçonaria. Da mesma forma, nenhum vigilante ou companheiro mostrará ou instruirá qualquer um por dinheiro a talhar, conforme dito acima. Se, no entanto, alguém desejar instruir ou ensinar outro, ele pode muito bem fazê-lo, uma mão lavando a outra, ou por companheirismo, ou para assim servir ao seu mestre.
LIV. Em primeiro lugar, cada aprendiz quando tiver servido o seu tempo, e for declarado livre, prometerá à ordem, pela verdade e sua honra, ao invés de juramento, sob pena de perder o seu direito à prática da maçonaria, que ele não divulgará ou comunicará o aperto de mão e a saudação de pedreiro a ninguém, exceto àquele a quem ele pode justamente comunicá-las, e também que ele não escreverá coisa alguma sobre isso”.
As regras de Straßburg estipulavam que a entrada na Fraternidade era por livre vontade e indicava claramente os três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre na fraternidade maçônica alemã. Elas exigiram que se fizesse um juramento e que os pedreiros se reunissem em grupos chamados ‘Kappitel’ (Capítulo). As regras instruíam os maçons não ensinar Maçonaria a não-maçons.
Está claro que as lojas ou grandes lojas maçônicas alemãs existiam antes da formação da Grande Loja de Inglaterra em 1717. Assim como o uso de apertos de mão secretos, o uso do termo “livre” e sua aceitação de não-operativos. O uso de alegoria e simbolismo em camadas, que torna exclusivo o sistema maçônico fraternal, também era evidente nas lojas alemãs da época, conforme mostrado nas esculturas de pedra e estilos arquitetônicos das igrejas e mosteiros que eles construíram.

Fonte: http://bibliot3ca.wordpress.com

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MAÇONARIA CRESCE NA ÁSIA


Maçons e a Maçonaria  crescem em popularidade na Ásia 
Freemasons on parade to mark the opening of the Beamish Masonic Hall at the North of England Open Air Museum in County Durham, 2006Em Cingapura existem oito lojas maçônicas da Inglaterra que fazem parte de um distrito que inclui a Malásia e Tailândia. Muitos países da Ásia estão vendo um aumento de popularidade para os maçons, especialmente as nações com raízes coloniais européias e com Lojas da maçonaria estabelecidas.

Por Justin Harper

A sociedade supostamente secreta, que remonta ao século 18, está vendo um monte de sangue jovem se unir às suas fileiras no exterior para ajudar a quebrar a imagem estufada de aposentados e velhos juízes em reuniões à portas fechadas. Os maçons estão prosperando na Ásia na medida que profissionais expatriados buscam por uma sociedade pronta, uma rede de profissionais para ajudá-los a se estabelecer e viver em um novo país. 

A sociedade supostamente secreta, que remonta ao século 18, está vendo um monte de sangue jovem se unir às suas fileiras no exterior para ajudar a quebrar a imagem estufada de aposentados e velhos juízes em reuniões à portas fechadas. 
O número de jovens profissionais que se inscrevem para a maçonaria é ajudado pelo fato de que a Fraternidade está em um rumo para se tornar mais “relevante” e “aberta” em seu trato com o público. 
Nigel Brown, Grande Secretário da Grande Loja Unida da Inglaterra, disse: “Nós sempre fomos abertos, mas queremos ser mais pró-ativos em fazer isso, como sermos reconhecidos pelo nosso trabalho de caridade e doações. Há uma série de mitos e equívocos sobre os maçons que precisamos trabalhas para nos livrar, ajudando as pessoas a entender o que fazemos e de cortar o jargão que usamos”
Brown foi à semana passada para visitar Cingapura para reabrir a Loja Maçom Municipal local, em um edifício histórico oferecido pela Rainha Vitória para os maçons. 

O britânico nascido australiano Nick Jacobs, de 41 anos, é um exemplo da nova geração de maçons, ajudando a crescer a adesão. Ele disse: “Que a maçonaria definitivamente é uma atração para os expatriados na medida que você começa a se encontrar com pessoas em uma cidade estranha e muito rapidamente, (na maçonaria) eles são como irmãos para você. E estas são pessoas que você normalmente não seria amigo pois eles são de fora da sua comunidade local”. 
Ele acrescentou: “Há muitos senhores mais velhos que são maçons ativos em Cingapura, mas estamos percebendo que estamos atraindo também um público muito mais jovem de expatriados e de residentes locais.”
Maçons na Ásia participam regularmente de atividades sociais, como sessões de paintball inter lojas e pub quizzes. Em Cingapura existem oito lojas maçônicas da Inglaterra que fazem parte de um distrito que inclui a Malásia e Tailândia. Muitos países da Ásia estão vendo um aumento de popularidade para os maçons, especialmente as nações com raízes coloniais européias e com Lojas da maçonaria estabelecidas. 

Dennis Heath, um expatriado britânico e maçom, em Cingapura, acrescentou: “Nós vemos um monte de expatriados passando por Cingapura, que querem vir para a Loja onde eles sabem que serão recebidos calorosamente. Temos também estrangeiros, que antes eram parte de uma Loja no Reino Unido, juntamente com aqueles que entraram pela primeira vez na maçonaria. As tradições e história da Maçonaria tem um forte apelo no mundo acelerado e digital em que vivemos”
Mas ele admitiu: Há ainda uma certa mística, e muitos falsos mitos, sobre se juntar a mais antiga ( n.T. e controlada) sociedade “já não tão secreta” do mundo fraterno e de caridade.”

Fonte: www.thoth3126.com.br

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A LETRA "G"

Por Kennyo Ismail

Qual o significado da letra “G” comumente presente no centro do Esquadro & Compasso? 
Vários autores apontam vários significados, muitos dos quais absurdos: God, GADU, Grande Geômetra, Ghimel, Gama, Geração, Gênio, Gnose, Gomel, Glória, Gibur, Gibaltrar, etc. 
Há ainda aqueles autores que, sem conseguirem se aprofundar na pesquisa sobre o tema, preferem afirmar que o verdadeiro significado do “G” é um grande mistério maçônico, talvez nunca revelado. Uma desculpa um tanto quanto poética. 
A letra G é um daqueles tantos símbolos que sobrevivem aos séculos mas, infelizmente, perdem seu significado original, ganhando vários outros significados ao longo do tempo. E vez ou outra, um desses significados novos prevalece, sepultando de uma vez por todas o original. 
Séculos atrás, conhecimento era algo raro, reservado a pequena parcela da população, restrito aos poucos com berço ou condições financeiras para tanto. Naqueles tempos, a Geometria era tida quase como uma ciência sagrada, mãe da arquitetura e da construção, sem a qual as Catedrais não podiam ser planejadas e concluídas. As crianças não aprendiam Geometria nas escolas, como ocorre atualmente. Apenas aqueles que trabalhavam com construções aprendiam tais lições. Em resumo, a Geometria era a ciência do maçom operativo, uma ciência que os distinguia dos demais, que tornava possível a execução da Arte Real, que levanta templos às virtudes. 
A presença do “G” no Templo é representativo da Geometria como a ciência maçônica; como foco do estudo, conhecimento e prática do trabalho maçônico; e principalmente como origem da Arte Real, base para o uso de todas as ferramentas do maçom. Esse significado pode ser comprovado em todos os antigos Catecismos Maçônicos que se tem conhecimento. 
A letra “G” definitivamente não é “God” ou qualquer outro nome relacionado ao Grande Arquiteto do Universo. Apenas nas línguas anglo-saxãs, a palavra referente a Deus começa com “G”, enquanto que o uso do “G” também sempre constou nos países de línguas latinas. Se “G” fosse God (inglês e holandês) ou Gott (alemão), então nos países como França, Espanha, Itália e Portugal utilizariam um “D”: Dieu (francês), Dios (espanhol), Dio (italiano) e Deus (português). E isso não aconteceu e não acontece, nem nesses países e nem nos que adotam as línguas latinas. Já a palavra “Geometria” mantém sua letra inicial tanto nas línguas anglo-saxãs como nas latinas: Geometry (inglês), Geometrie (holandês e alemão), Géométrie (francês), Geometría (espanhol), Geometria (italiano e português). 
O surgimento de novos significados para o “G” foi surgindo entre o século XVIII e XIX, quando os intelectuais-maçons da época, achando a simbologia maçônica de certa forma simplista, começam a inventar significados considerados por eles mais profundos e adequados para os símbolos maçônicos e pegar emprestado símbolos de outras fontes (astrologia, alquimia, cabala, templários, etc), criando novos rituais e ritos. 
Ao indicar num mesmo ritual que uma única letra tem 07 diferentes significados, não relacionados entre si, os “sábios da maçonaria” daquela época, assim como os de hoje, revelam uma informação importantíssima a todo maçom estudioso: na tentativa de “florear” nossa simbologia, se mostram grandes incoerentes. 
Sim, “G” é apenas “Geometria”. Pode não parecer muita coisa hoje, mas na época era. 
 Espero que o próximo maçom a se aventurar em escrever sobre o “G” na Maçonaria não subestime a inteligência de seus irmãos. Não basta apenas pegar o dicionário, abrir no “G”, selecionar algumas palavras legais e depois filosofar um pouquinho sobre elas. É exatamente assim que perdemos a nossa história.

Fonte: www.noesquadro.com.br

A ORDEM DA CAVALARIA

 

1. A História da Ordem dos Nobres Cavaleiros

A Ordem dos Nobres Cavaleiros fez sua estréia em 1946, quando foi exemplificada perante o Grande Conselho - hoje conhecido como Supremo Conselho Internacional (já extinto). O ritual foi devidamente aprovado e os Conventos foram autorizados a se organizarem. 
Os primeiros membros de Convento eram DeMolays de 18 a 21 anos de idade e de grande posição em seus Capítulos. As atividades dos Cavaleiros consistiam de programas sociais e educacionais, destinadas aos jovens mais velhos que estavam na faculdade ou empregados.
O primeiro Convento começou pelo Capítulo Mãe em Kansas City, Missouri, E.U.A., e foi concedido em sua carta em 27 de outubro de 1947. Em 10 de janeiro de 1948, o Convento Mãe fez sua primeira Investidura no Ivanhoe Masonic Temple, com Everett L. Davis prescindindo como o primeiro Ilustre Comendador Cavaleiro.
Todos aqueles que se tornaram os primeiros Cavaleiros, eram membros do Capítulo Mãe. As esporas usadas na primeira Sessão da Cavalaria estão em exposição no Frank Sherman Land Memorial, bem como um programa da primeira investidura.

2. História da Ordem da Cavalaria no Brasil

(Adaptado do depoimento do Irmão Cláudio Felipe Alexandre Magioli Nuñes)
A Ordem de Cavalaria no Brasil foi introduzida no ano de 1993, graças ao esforço e ideia do PMCE Max Rodrigues Pereira que iniciou o processo de contato do SCODB com o então Soberano Grande Comendador, Dr. Moacyr Arbex Dinarmarco, apresentando o projeto para introduzir a Ordem de Cavalaria no Brasil.
O SGC Moacyr Arbex Dinamarco delegou estas funções ao seu Grande Lugar-Tenente Comendador, Cel. Ney Coelho Soares, que prontamente abraçou a causa da Cavalaria. Dedicou-se com tanto afinco nesta missão que deve ser considerado como o Primeiro Nobre Cavaleiro DeMolay do Brasil.
Tio Mansur inovou na introdução destes graus da Cavalaria, pois surgira um problema: como conferí-los aos DeMolays Ativos se não havia nenhum Nobre Cavaleiro regularmente investido em território brasileiro?    
Seguindo a tradição das antigas Ordens de Cavalaria e do surgimento das Altas Oficinas do Filosofismo Maçônico, o Tio Alberto Mansur, investe nos graus da Cavalaria e do Ébano, o irmão Claudio Felipe Alexandre Magioli Núñez, então MCE-RJ, como um Nobre Cavaleiro, mediante conferência por comunicação. 
Na presença do Grande Mestre DeMolay, o juramento dos primeiros Cavaleiros é realizado diante de uma Bíblia, e ainda em inglês (por ainda não ter sido traduzido), e acrescentando-se às palavras: “Prometo e Juro que cumprirei a tarefa de tradução fiel dos Rituais da Ordem de Cavalaria e da Ordem do Ébano; Prometo e Juro que empenharei todo os meus esforços na Criação e na Introdução da Ordem de Cavalaria no Brasil, no mais breve tempo possível, para que todos os DeMolays sejam regularmente Investidos conforme reza a verdadeira tradição dos Nobres Cavaleiros”.
No mesmo dia, o Grande Mestre autorizou a escolha de mais doze Sêniores DeMolays que, após a tradução ao português dos Rituais, seriam investidos como Nobres Cavaleiros, fazendo o juramento conforme os Rituais e recebendo os segredos por comunicação. Estes doze Sêniores DeMolays seriam os Nobres Cavaleiros que iriam realizar a primeira Investidura da Ordem de Cavalaria no Brasil – os “Nobres Cavaleiros Originais”.
Os paramentos e materiais litúrgicos do primeiro Convento já estavam prontos. Portanto, foi marcada para o dia 07 de agosto de 1993 a data para a Investidura e comunicação dos Segredos para os doze Nobres Cavaleiros Originais. Já utilizando a Espada da Cavalaria, na presença das Sete Grandes Luzes, e do Altar dos Nobres Cavaleiros, com suas Esporas Douradas, a Capa da Cavalaria e da Coroa da Juventude, e diante da Bíblia Sagrada, após o Juramento Solene, os Nobres Cavaleiros Originais nasciam!
A primeira grande tarefa dos Cavaleiros Originais foi organizar a Grande Investidura do Convento Sir Percival, o precursor do Brasil, a primeira do Brasil e da América Latina. Chegou o dia 04 de setembro de 1993, Sábado, tendo sido marcado para que todos os DeMolays chegassem cedo pela manhã. Eram mais de 150 DeMolays. 
Todos foram separados e identificados pela idade, pois os maiores de 19 anos também receberiam a Ordem do Ébano. Logo os DeMolays perceberam que ser um Nobre Cavaleiro significava estar a serviço da Ordem DeMolay. Assim, logo que fossem aprovado no Exame de Proficiência realizado perante os “Cavaleiros Investidores”, receberam a incumbência de examinar os demais postulantes. Desta forma, todos participaram ativamente da Investidura.
Os candidatos foram levados ao Templo “Negro” dos Cavaleiros Kadosh enquanto o Convento iniciava sua primeira Convocação Ritualística da História DeMolay, no Templo Nobre do Supremo Conselho do REAA, que, até aquela data histórica, só havia sido utilizado para a concessão do Grau 33.
Assim, a Cavalaria criou um marco histórico de união e paz em torno da juventude, mostrando toda a capacidade da Ordem DeMolay em promover a harmonia e a fraternidade. Por isso, este episódio histórico deve ser sempre lembrado pelos Nobres Cavaleiros e pelos DeMolays do Brasil.
E foi assim que, de uma simples idéia e sonho de tantos DeMolays do Brasil, a Ordem de Cavalaria chegou e expandiu, superando todas as expectativas, de forma que hoje temos a mais atuante e pujante Ordem de Cavalaria DeMolay do Mundo, o que, com certeza, deixaria o nosso Tio Land muito orgulhoso.

3. O que é a Ordem da Cavalaria?

A Ordem da Cavalaria, cujo nome completo é “Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay”, se configura como uma organização complementar de irmãos mais velhos trabalhando dentro da estrutura da Ordem DeMolay. 
O programa da Cavalaria é composto de DeMolays ativos entre 17 a 21 anos de idade que estão organizados em uma unidade subordinada conhecida como "Convento" com seus próprios oficiais e ritual. Seu propósito principal é propiciar aprofundamento filosófico ao DeMolay, em busca por conhecimento e reflexão.

4. Quem pode se tornar um Nobre Cavaleiro?

Podem ingressar na Ordem da Cavalaria todos os DeMolays que cumpram os seguintes pré-requisitos, segundo o Regulamento Geral de 2009:
  • Maior de 17 anos (na data da Investidura) e menor de 21;
  • 6 meses de grau Demolay;
  • Estar regular perante o SCODB e ao seu capítulo;
  • Tenha sua petição recomendada por dois cavaleiros ativos regulares ou por um sênior cavaleiro, membros do Convento para o qual a petição é feita;
Obs.: Sêniores podem ser investidos desde que sejam autorizados pelo Oficial Executivo de sua região e cumpram todos os demais pré-requisitos.
 

5. O Ilustre Rito da Cavalaria do Brasil (IRCB)

Por se tratar de um corpo filosófico e com o intuito de aprofundar os conhecimentos dos Cavaleiros sobre a Ordem DeMolay, dentro da Cavalaria há o Ilustre Rito da Cavalaria do Brasil – IRCB, que se constitui de 3 séries – histórica, filosófica e honorífica – de graus, que visam engrandecer o conhecimento do jovem, lapidando seu caráter com profundas lições morais. Trazido para o Brasil em 2004, na gestão do GMN Tio Toshio Furukawa, pelo irmão Marcelo Brito, este rito é composto por três séries:

Série Histórica:

Cavaleiro da Capela
Cavaleiro da Cruz de Salém
Ex-Templário
Tríade

Série Filosófica

Ébano
Anôn
Cavaleiro da Cadência

Série Honorífica

Comendador da Cavalaria
Cav. da Grande Cruz da Cavalaria
Cavaleiro do Manto Prateado
É importante ressaltar que as cerimônias da Série honorífica são públicas e se destinam aqueles que se destacaram em sua atuação nos conventos. Cada honraria possui seus pré-requisitos específicos para agraciar os Cavaleiros ou Tios maçons.

www.demolaymg.com.br

domingo, 13 de outubro de 2013

MAÇONARIA & ARTES PLÁSTICAS

Por Kennyo Ismail

“O cavaleiro da mão no peito”, de El Greco
Esta pintura, chamada de “O cavaleiro da mão no peito”, mas também conhecida como “O juramento do cavaleiro”, é uma das mais famosas pinturas espanholas. Um dos destaques do Maneirismo, foi pintada pelo artista Domenikos Theotokopoulos, mais conhecido como “El Greco”, por volta do ano de 1584.
Visto por muitos como a melhor representação do espanhol da Idade do Ouro, esse quadro tem sido alvo da atenção dos historiadores da arte ao longo dos séculos. O interesse pela pintura não se deveu apenas pela sua relevância histórica, mas principalmente pelos mistérios que a circundam: a identidade do homem e o significado do seu gesto.
Apesar das suspeitas de que se trata de Juan de Silva ou mesmo de Miguel de Cervantes, não há como confirmar tais teorias. Por tal motivo, oficialmente é um retrato de um “nobre espanhol não identificado”. Mas o mistério que mais curiosidades, estudos, pesquisas e teorias gerou é do sinal que o homem faz: com sua mão direita sobre o peito, como em sinal de respeito ou juramento, mas com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados.
Apesar de teorias como a de que o retratado possuía uma deficiência que mantinha os dedos grudados, ou que o pintor retratou o gesto dessa forma exatamente para alimentar a curiosidade da sociedade, a teoria mais comum entre os historiadores é de ser um “sinal de ritual, apenas inteligível aos iniciados”. 
Como mineiro e maçom, é com orgulho que afirmo que essa teoria de que o gesto do cavaleiro é um sinal ritualístico, mais precisamente um sinal maçônico, pode ser reforçada por outro artista, também mineiro e também maçom: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Estudos e pesquisas sobre a vida e a obra de Aleijadinho já mostraram que nosso artista incluiu, de forma discreta, sinais maçônicos em muitas de suas obras, entre elas as esculturas dos profetas, concluídas em 1805 e localizadas em Congonhas. Uma dessas esculturas, a de Jeremias, apresenta a mão direita com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados, assim como na pintura de El Greco.
“Jeremias”, de Aleijadinho
Há indícios de que esse gesto, formando um “M” com os dedos, era um sinal comum na Maçonaria “latina” (Itália, Espanha, França, Portugal e as originadas dessas), usado para identificação em lugares públicos, já que outros sinais eram restritos ao uso em locais “livres dos olhos profanos”. Com o tempo, teria entrado em desuso, assim como outros sinais similares.
Talvez nunca descubram quem é o cavaleiro retratado naquela pintura, mas uma coisa parece ser certa: ele tinha orgulho de ser maçom e queria que os outros maçons soubessem disso.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

BREVE HISTÓRIA DO GOIERN


 
Em 1973, após um triste episódio no Palácio do Lavradio, comandado pelo então Grão-Mestre Geral, Moacir Arbex Dinamarco, que através do Superior Tribunal de Justiça Eleitoral, anula ata por ata, a maioria de votos do candidato oposicionista, Athos Vieira de Andrade, em favor do irmão Osmane Vieira de Rezende, os Grandes Orientes Estaduais do Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal, retiram-se do GOB – Grande Oriente do Brasil e, no dia 27 de maio de 1973 decidem criar Orientes Autônomos e Independentes. E no dia 8 de junho de 1973 é criado o GOIERN - Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte, confederado ao Colégio de Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira.
         O GOIERN passou a ser a maior Potência Maçônica do Estado, resultante da adesão das seguintes Lojas:
24 DE JUNHO Mossoró
FILHOS DA FÉ Natal
EVOLUÇÃO II Natal
PADRE MIGUELINHO Natal
27 DE DEZEMBRO Macau
CORONEL FAUSTO Areia Branca
EMÍDIO FAGUNDES Natal
CLEMENTINO CÂMARA Natal
TRABALHO E FRATERNIDADE Caicó
BARTOLOMEU FAGUNDES Natal
JOÃO DA ESCÓCIA Mossoró
HEGESIPPO REIS DE OLIVEIRA Natal
FRATERNIDADE E JUSTIÇA III Currais Novos
FRATERNIDADE AÇUENSE Açu
BE-TEL Mossoró
UNIÃO E TRABALHO IV Santa Cruz
31 DE MARÇO DE 1964 Natal

         Ainda em 1973 é eleito Grão-Mestre, para o período de 1973/76, o soberano irmão Armando de Lima Fagundes, tendo como Grão-Mestre Adjunto o sereníssimo irmão José Alexandre Odilon Garcia. Em 8 de fevereiro de 1974, graças ao Tratado de Reconhecimento de Amizade, referendado entre o GOIERN e o Supremo Conselho do 33 e último grau do Rito Escocês Antigo e Aceito do Rio Grande do Sul, foram reconhecidas e expedidas Cartas Constitutivas para atualização e regularização de suas Lojas filiadas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A AMIZADE NA MAÇONARIA

 
A amizade é uma virtude pura e desinteressada, é livre e espontânea; é um carinho cheio de abnegação, um laço indivisível muito estreito; é um sentimento muito fundo, firme e duradouro.
Por isso, os antigos Romanos simbolizavam a amizade como uma jovem vestida de branco, coroada de mirto e de flores, levando em sua mão direita dois corações encadeados, enquanto que sua mão esquerda assinalava seu peito aberto até o coração: Ali se lia "de perto e de longe", em sua frente "inverno e verão" e na franja de sua túnica "a morte e a vida".
Dali que Cicerón precisou que "a amizade é eterna" e que "o amigo certo se conhece no fato incerto".
Como os raios do Sol, a amizade vivifica na noite da incerteza, porque é amor e é caridade, é bem-estar para quem recebe seus eflúvios.
A amizade é um princípio básico na Maçonaria porque é união de vontades, é atração de afinidades e eleva o espírito para uma meta comum. Rechaça de plano a hipocrisia, não gravita nos depósitos de lixo da intriga, e é que a amizade é sempre fiel servidora e conselheira, não se arreda diante do infortúnio nem se esgota diante do temor.
Para avalizar estas premissas vale destacar que a Amizade não aceita a mentira, a trapaça, a omissão, o furto da lealdade, o desvio de metais a traição e a deslealdade maçônico-administrativa.
Ressalte-se isto porque nem as explicações mais esfarrapadas, nem as mentiras deslavadas e verdades falseadas poderão retornar a confiança depois de perdida.
Preserve sempre a amizade verdadeira que tenhas. É o maior bem que um homem honesto possa ter. Nenhum dinheiro, cargo ou outra coisa qualquer pode ser trocado por um amigo sincero.
Sabes que, a amizade é hospitalidade e a hospitalidade é a cortesia do coração. A amizade não ignora os problemas do amigo, é dar calor quando o mundo se mostra frio e é ser forte quando o amigo estremece.
Sabes que, a amizade é capaz de qualquer sacrifício, inclusive o de chegar ao heroísmo. É capaz de arrastar e até de esquentar as terras geladas.
Sete letras dão forma à palavra AMIZADE, mas o assunto não é quantidade: é qualidade, é espírito. Procurar seu significado em um dicionário seria difícil, por não dizer impossível, e é que só aquele que a recebe em forma sincera e clara tem a capacidade para interpretá-la com o coração, com exatidão certeira.
A amizade desterra a inveja que gera o egoísmo rasteiro, rechaça a mediocridade e a mentira. Bem o dizia Fenelón: "se queres fazer juízo de um homem observem quem são seus amigos".

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

MAÇONARIA E ISLAMISMO

Por Kennyo Ismail
Introdução
A relação entre Islamismo e Maçonaria sempre foi tema obscuro, delicado, polêmico, e por isso evitado por muitos autores. Quando das raras vezes abordado, os autores se restringem em citar Lojas e Obediências que existiram e existem nos países árabes e, de modo geral, param por aí. Uma postura um tanto quanto incoerente se observarmos os objetivos maçônicos da livre pesquisa da verdade, da busca pela justiça e do combate à ignorância, a intolerância e o fanatismo.
O objetivo aqui é tentar apresentar algo diferente do que “mais do mesmo”, fornecendo informação válida e de forma neutra sobre o assunto e abordando as questões que realmente importam.
Após o triste dia de 11/09/01, muito se tem falado sobre o Islamismo, o qual teve sua imagem de certa forma manchada no mundo ocidental com o marcante incidente. Apesar dos esforços das autoridades, uma onda de intolerância e preconceito, reforçada pela ignorância, tem caído sobre o Islã e seus adeptos no Ocidente desde então.
Por isso, faz-se necessário esclarecer alguns pontos:
O Islamismo não é uma religião radical. É apenas uma religião como as demais que, por ter mais de 1,5 bilhão de adeptos, possui algumas vertentes baseadas em diferentes interpretações de diferentes passagens de seu livro sagrado, sendo que apenas uma minoria dessas é radical. O mesmo ocorre no Cristianismo, que também possui suas vertentes minoritárias radicais, fanáticas, baseadas em diferentes interpretações de suas sagradas escrituras. Não é toda mulher muçulmana que usa burca ou véu, assim como não é toda mulher cristã que tem cabelo até o joelho e saia até o calcanhar.
Por isso, não se pode julgar 1,5 bilhão de pessoas presentes em dezenas de países com base em grupos terroristas que agem por si próprios e sem a concordância de qualquer país ou mesmo de autoridades religiosas. E no que se refere a autoridade religiosa, o Islamismo não possui uma hierarquia com autoridade constituída, não existindo algo um “Papa” ou algo do gênero. Por esse motivo, dizer que existe uma postura oficial do Islamismo sobre determinado assunto seria, no mínimo, imprudente.
Compreendido tais questões, vejamos o Islamismo perante a Maçonaria:
Islã: lua e estrela
Como já esclarecido, não existe uma autoridade que fale em nome da religião muçulmana. Assim sendo, é impossível que o Islamismo seja oficialmente a favor ou contra a Maçonaria. Diferente disso, outras Igrejas já se declararam oficialmente contrárias à Maçonaria, como a Igreja Católica e algumas outras Igrejas Cristãs de menor porte. Mesmo assim, isso não impediu que muitos dos fiéis dessas, sendo homens livres e de bons costumes, ingressassem na Ordem Maçônica nos últimos séculos.
Alguns maçons podem pensar que a Maçonaria talvez seja incompatível com a fé islâmica por conta de sua simbologia. Afinal de contas, muito da Maçonaria está relacionado ao Templo de Salomão, e em muitos graus de muitos ritos vê-se símbolos como letras em hebraico, cruzes, etc. Deve-se ter em mente que existem dezenas e dezenas de ritos maçônicos, sendo que alguns têm maior influência de uma ou outra religião, cultura ou época. Assim, temos ritos maçônicos com influências católicas, protestantes, judaicas, iluministas, egípcias, muçulmanas, cavaleirescas, nacionalistas, etc.
Shriners: lua e estrela
Ainda nesse sentido, observa-se que a Maçonaria é Ordem voltada a homens livres, e essa liberdade também se refere às amarras da intolerância. Um exemplo claro é que muitos dos ritos maçônicos fazem referência a “São João”, ou aos “Santos de nome João”, enquanto que grande parte de seus adeptos são protestantes. Isso ocorre porque o maçom é homem racional, e compreende que a citação de “São João” não é questão dogmática, e sim referência histórica aos Solstícios.
Já Salomão e a construção de seu templo, tão presentes na Maçonaria, ao contrário do que muitos possam presumir, não se encontram apenas na cultura e religião judaica. Esse importante personagem e evento também estão descritos no Alcorão. Para os maometanos, Salomão era um rei dotado por Deus de toda a prudência e sabedoria, um grande profeta como todos os descendentes de Davi estariam predestinados a ser. E sua importância era tamanha que Deus ordenou que os homens e “gênios” obedecessem a suas ordens e trabalhassem na construção de seu templo e palácio.
Gênios? Que gênios?
Esse é um ponto tão interessante que mereceu esse destaque. Os gênios estão presentes na cultura árabe desde tempos imemoriais. Seriam seres criados por Deus, invisíveis, mas que possuem a habilidade de se materializarem entre os homens e realizarem feitos notáveis. Não são anjos, pois possuem o livre-arbítrio e podem ser castigados ou mesmo aprisionados. Dessas crenças surgiu o famoso “gênio da lâmpada”, tão explorado em contos infantis. Esses gênios teriam, sob as ordens de Salomão, auxiliado os homens na construção de seu templo.
As duas faces da moeda
Templários - Rito de York
A questão religiosa está presente na Maçonaria desde seu início e, apesar de não ser discutida nas Lojas, está mais em voga do que nunca. Prova disso é que, nos últimos anos, os Nobres Shriners, instituição maçônica fundada no século XIX com temática e simbologia árabe, vem discutindo sobre a redução dessa influência árabe na instituição. Em contrapartida, as históricas críticas à Ordem dos Cavaleiros Templários, último degrau do Rito de York e restrito aos maçons que professam a fé cristã, continuam mais presentes do que nunca. Qual seria o caminho ideal: a busca pela universalidade ou a promoção das diferenças?
Conclusão
A Maçonaria está para o muçulmano assim como está para o cristão: dependente da ausência de intolerância e fanatismo por parte do fiel, e da ausência de ignorância por parte dos demais integrantes.
A durabilidade e sucesso da Maçonaria sempre se deveu ao fato de sua união ser baseada nos pontos comuns e sua riqueza nos pontos diferentes. Enquanto os diversos Ritos, Ordens internas e Corpos aliados proporcionam ao maçom participar daquilo com que se identifica, cujos valores compartilha, todos os membros dessas instituições se sentem integrantes de uma única família, e constroem a fraternidade sobre os landmarks que tornam a todos iguais: a crença num Ser Supremo e na imortalidade da alma.
O Dr. SM Ghazanfar, professor emérito da Universidade de Idaho, escreveu em um de seus artigos que “alienantes por aqueles que são diferentes, nós acabamos nos afastando e diminuindo nossa própria humanidade”. Que a Maçonaria, essa Sublime Ordem cuja finalidade é a felicidade da humanidade, saiba renovar seu compromisso de unir os diferentes pelo que eles têm em comum.
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terça-feira, 8 de outubro de 2013

O KARMA EM AÇÃO NUM CASO DE ABORTO

O testemunho a seguir é de um médico, que foi divulgado no programa de rádio do conhecido Padre Marcelo Rossi no dia 15 de Novembro de 2000, transmitido pela Rádio América AM 1410, e descreve as experiências internas do narrador relativas à ação imediata da Lei de Causa e Efeito num caso de aborto.
O testemunho tem início com a descrição da infância sofrida do narrador, transcorrida em meio à dificuldades financeiras. Tendo sido o único da família a conseguir entrar para uma universidade, o narrador afirma ter jurado para si próprio que jamais permitiria que sua família passasse necessidade. Depois de anos de estudo da Medicina, escolheu como especialidade Ginecologia e Obstetrícia.
Depois de formado, o médico afirma ter encontrado dificuldades profissionais, devido à grande oferta de colegas no mercado. Diante disso, opta por um caminho que lhe permitiu enriquecer com facilidade. Montou um consultório que logo se tornou o mais procurado da região. Era uma clínica de aborto.
O médico afirma: “violei o juramento que fiz, de dar a vida para salvar vidas”. Justificava sua opção dizendo que apoiava o direito à escolha das mulheres em relação ao aborto, e que preferia que recorressem ao seu consultório ao invés de arriscarem suas vidas em clínicas clandestinas.
Sua renda enfim era suficiente para não permitir que nada faltasse aos filhos. “Meus pais morreram com a ilusão de que o seu filho era um doutor bem sucedido, um vencedor… Criei minhas filhas com o dinheiro manchado com o sangue de inocentes.”
O médico relata que um dia sua vida sofreu uma reviravolta, quando foi surpreendido por um acontecimento terrível, que “rasgou a minha consciência e fez sangrar o meu coração.” Sua filha mais nova engravidou de maneira indesejada, e recorreu ao aborto. Depois da intervenção cirúrgica vieram as complicações. Durante seis dias o médico e pai experimentou o arrependimento ao lado do leito da filha agonizante.
Na manhã do sétimo dia, exausto pelas noites em claro, pela ansiedade e pelo remorso, o pai adormeceu ao lado da filha e teve um sonho impressionante:
“No meu sonho, eu andava por um lugar absolutamente escuro, o ar era quente, úmido. Eu queria respirar e não podia. Eu queria fugir, mas eu não enxergava a saída. O calor aumentava, e eu me sentia queimar vivo. Desesperado, fui jogado para um lugar onde um barulho me deixou ainda mais louco. Eram choros… choros doídos de crianças… e no meu pensamento, como se um raio me cortasse ao meio, veio o entendimento! Os choros eram de dor… Eram lamentos, lamentos daqueles que eu tirei a vida.”
“Alucinado para sair daquele lugar, eu passei a mão no rosto para secar o meu suor e as minhas mãos se mancharam de sangue! Aterrorizado ao fazer aquela constatação, eu gritei com a força que me restava nos pulmões: Deus, me perdoa!”
“Somente assim, eu consegui voltar a respirar normalmente. E num sobressalto eu acordei. Eu acordei em tempo de colher o último suspiro de vida de minha filha, que morreu na manhã do dia 3 de Março de 1989. Sua vida foi ceifada pela inconseqüência de um médico, por uma infecção provocada por um aborto.”
Em seu testemunho o médico afirma saber que através daquele sonho Deus o levou para um lugar onde os as crianças ficam quando são barbaramente impedidas de nascer. Seu arrependimento foi tão intenso que fechou seu consultório, vendeu tudo o que tinha conseguido com a prática do aborto e, com o dinheiro, montou uma casa de amparo às mães solteiras.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

MISSA DE SÉTIMO DIA

Hoje, às 7:00 horas da noite, será realizada Missa de 7º dia em intenção da alma do nosso querido Ir.'. João Corcino, na Igreja Matriz de São José de Mipibu.
A família desde já agradece a todos que comparecerem a este ato de fé e solidariedade cristã.