domingo, 6 de outubro de 2013

VIVAS!

Por razões alheias à nossa vontade não estivemos postando matérias nos últimos dias, mas o blog já está de volta, dando os parabéns -um pouquinho atrasado- ao nosso querido Ir.'. Analdo Meira, na foto abaixo ao lado da amada Cristina, que completou mais uma primavera no último dia 30/09.
Que o G.'.A.'.D.'.U.'. te dê tudo de bom pois, com toda a certeza, você merece!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A LOJA SÃO JOSÉ ESTÁ DE LUTO

Na manhã desta terça-feira faleceu um dos mais queridos Irmãos da Loja São José nº14: João Corcino Sobrinho.
Corcino, que foi Venerável Mestre da Loja, estava adoentado havia algum tempo e hoje cedo, não resistindo mais à luta contra a doença, partiu para o Oriente Eterno.
Só nos resta rogar ao G.'.A.'.D.'.U.'. que guie seus passos na sua caminhada rumo à eternidade, e à sua família, oferecer tudo o quanto estiver ao nosso alcance para confortá-los. 

 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ANTOINE COURT DE GÉBELIN

Antoine Court de Gébelin (1719-1784) nasceu em Nimes, na França, foi pastor Protestante e um dos principais responsáveis pela interpretação do Tarô como um depositário egípcio da sabedoria esotérica universal. Filho de um dos pioneiros da restauração protestante na França, Court de Gébelin é uma figura típica do Iluminismo Europeu.
Foi ordenado pastor protestante em 1754 antes de deixar a Suíça, defendendo a liberdade de pensamento proposta pelo Iluminismo. Viveu então em Lausanne até 1763, quando se mudou para Paris. Ali se afiliou a uma sociedade secreta que mantinha conexões com a ordem para-maçônica chamada Ordem dos Cavaleiros da Estrela (Order of the Knights of the Star), dedicada a restaurar o Protestantismo na França.
Court de Gébelin foi um dos grandes protagonistas da Maçonaria parisiense. Em 1777, a Loja Mãe (Mother Lodge) do Rito Filosófico Escocês elogiou seus ensinamentos a respeito “das mais confiáveis alegorias contidas nos graus da Maçonaria”. Seus trabalhos foram utilizados em 1784 para o 31º e 33º Graus do Rito Escocês e Aceito.
A partir de 1778, tornou-se membro da Loja Les Amis Reunis. Era ainda membro da Loja de São João da Escócia e, segundo biografia publicada na Enciclopédia de Franco Maçonaria por Robert Amadou, do Elus Coens, e mantinha correspondências com Jean-Baptiste Willermoz e Louis-Claude de Saint-Martin.
Contudo, sua participação mais distinta foi na Loja das Nove Irmãs, entre 1778 e 1781, onde atuou como membro destacado, secretário e segundo supervisor. Foi ali onde Court de Gébelin, defensor da Independência Norte-Americana, recepcionou Benjamin Franklin como irmão.
Court de Gébelin foi um dos mais famosos pacientes de Franz Anton Mesmer. Era tão entusiasta das práticas de Mesmer que se tornou um de seus mais poderosos divulgadores. Além de apresentar ao Rei um documento intitulado Carta sobre o Magnetismo, filiou-se à Sociedade da Harmonia Universal (Societe de l’Harmonie Universelle), fundada para fornecer suporte ao trabalho de Mesmer.
No entanto, a fatalidade se abateu sobre ambos, terapeuta e paciente. Quis o destino que Court de Gébelin viesse a falecer durante uma sessão terapêutica com Mesmer, o que não só acabou com sua vida, mas também com toda a fantástica publicidade que havia feito do trabalho de Mesmer.
Court de Gébelin é mais conhecido por sua obra principal, intitulada O Mundo Primitivo Analisado e Comparado com o Mundo Moderno (Le Monde primitif analyse et compare avec le monde moderne), publicado em nove volumes entre 1773 e 1782.
Esta obra foi fortemente influenciada pelo Neoplatonismo, e seu objetivo era reviver o mundo antigo e sua harmonia perdida através da redescoberta da linguagem original e perfeita. Court de Gébelin afirma que esta linguagem perdida, na qual os sinais e as coisas possuem uma relação absolutamente perfeita, poderia ser desvelada através da pesquisa das raízes comuns a todas as linguagem antigas e modernas.
Sua aventura filológica se fundamenta no ato de decifrar as tradições antigas, vistas como alegorias. Desta forma, Court de Gébelin interpreta mitos no primeiro volume, calendários e rituais no quarto volume, e o Tarô no oitavo volume. Para sustentar suas interpretações, apóia seus argumentos nas obras dos Padres da Igreja, na literatura hermética e em seu conhecimento sobre a Cabala.
Court de Gébelin tentou estabelecer uma ligação entre a sabedoria antiga e a moderna, bem como entre o conhecimento acadêmico e o esotérico. É um dos principais responsáveis pelo profundo interesse nos Mistérios Egípcios. Na obra O Mundo Primitivo, apresenta o Tarô como um jogo egípcio, no qual é possível encontrar suas idéias religiosas, civis e políticas. Além disso, Court de Gébelin se refere ao Tarô como um instrumento egípcio usado com propósitos divinatórios.
A partir desta referência, difundiu-se a teoria da origem egípcia do Tarô, que mais tarde foi sustentada por Etteila, o famoso cartomante francês, bem como por grandes ocultistas, da magnitude de Eliphas Levi, Papus e Samael Aun Weor.
 
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domingo, 29 de setembro de 2013

A SIMBOLOGIA POR TRÁS DO CAPITÃO AMÉRICA

O Capitão América foi criado em 1941, no apogeu da Segunda Guerra Mundial, para imprimir na sociedade americana a idéia de patriotismo. Em suas primeiras aparições é possível vê-lo, ao lado de seu parceiro Bucky, combatendo vários inimigos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O filme conta a história de um franzino homem – Steve Rogers – que deseja de toda e qualquer forma participar da campanha americana na Segunda Guerra Mundial; Ao ser dispensado do exército, por sua saúde debilitada, Steve deixa claro que faria qualquer tipo de esforço para poder lutar pelos Estados Unidos. Qualquer esforço mesmo. Assim sendo, ele é convidado a participar de um experimento para a criação de super soldados. Aqui já podemos realizar nossa primeira reflexão sobre o Capitão América e seu simbolismo ocultista e mitológico.
A criação de super soldados sempre foi desejada por Adolf Hitler, líder nazista, que idealizava “fabricar” o Super Homem, arquétipo criado pelo escritor Nietzsche, em seu livro “Assim falou Zaratustra”. Todo o processo de eugenia nazista provou-se inconcebível, culminando com a morte de milhões de seres humanos no Holocausto.
A (re)criação do homem perfeito, com status de Deuses, também é muito estudada na mitologia. Diz-se na bíblia que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, ou seja, com o status divino. Mas este homem criado por Deus, ao comer do fruto da árvore proibida, perdeu este status. Mas somos nós Deuses? Agimos como Deuses? Claro que não. Olhemos à nossa volta. Olhemos a nós mesmos. Por isso a mitologia (com seus simbolismos) foi uma das formas encontradas para que os sábios de antigamente passassem às futuras gerações um conhecimento a respeito desta (re)criação, deste religare, desta volta à Deus.
Voltando ao filme, Steve aceita participar do projeto supersoldado, sendo injetado nele um soro especial, contendo radiação. Este soro ocasionou um crescimento físico geral, transformando o frágil e debilitado Steve em um supersoldado forte, musculoso, ágil e veloz: O Capitão América.
Aqui mais uma alegoria: Vemos que com uma pílula mágica (assim como em Matrix), ou com um supersoro, criamos um homem perfeito, da noite para o dia. Mas sabemos que a natureza não dá saltos, e é somente com muita vontade (thelema) é que conseguiremos forjar e alcançar o status de “Super homem”.
Ao observarmos as vestimentas do Capitão América, perceberemos que ele possui uma máscara com asas e um escudo. Aqui, mais um simbolismo: O Capitão América lembra-nos a Perseu, o herói mítico grego que decapitou a Medusa. Perseu possuía um escudo bem polido, tal qual um espelho, que a Deusa Atena deu a ele; O Deus dos infernos, Hades lhe deu um capacete que o tornava invisível, e o Deus Hermes deu as suas sandálias aladas, que lhe davam velocidade;
O Capitão América possui também sua máscara, mas esta não o torna invisível; A máscara possui asas, uma possível referência a Perseu e ao Deus Hermes, simbolizando a velocidade, uma das características do Capitão.
Mas sem sombra de dúvidas o aspecto que mais possui simbolismo em nosso supersoldado é seu escudo. Primeiro, pois o escudo é usado para atacar e defender-se de seus inimigos, assim como fez o herói mitológico Perseu. Segundo porque o escudo do Capitão América é composto por círculos concêntricos, com uma estrela de cinco pontas no meio.
Para o islamismo, o círculo é a forma mais perfeita que existe e é por este motivo que os movimentos de oração e culto são realizados em forma de círculo à volta do cubo negro – a Caaba. Já no budismo, estes mesmos círculos concêntricos são a representação da evolução da alma e do aperfeiçoamento interior. Já entre os celtas, o círculo é uma forma mágica de proteção, defesa e poder.
Na magia, o círculo mágico é formado de dois círculos concêntricos, com desenhos geométricos, e uma estrela no meio, dentro do círculo, sendo esta uma ferramenta mágica de comunicação entre os dois planos;A estrela que aparece no meio do escudo e em seu peito é o Pentagrama, símbolo muito conhecido no ocultismo. Com sua ponta para cima, como mostrada no escudo, significa (entre muitas coisas) proteção contra o mal, bondade e boa vontade. Mas também simboliza o planeta Vênus, e, particularmente, a parte feminina de Deus – a representação da nossa Divina Mãe particular – em seus cinco aspectos.
O escudo do Capitão América é forjado de uma liga de dois metais que apenas existem no Universo da Marvel Comics: Adamantium, que é o metal mais duro do universo, e o Vibranium, capaz de absorver toda e qualquer forma de energia, seja ela em forma de onda, vibração ou impacto. Assim o escudo do Capitão América torna-se indestrutível, absorvendo o impacto e a força de tudo que lhe atinge. Poderíamos dizer que o escudo, com seus círculos concêntricos, seu pentagrama e sua indestrutibilidade é uma alegoria da força que emana da Divina Mãe Kundalini, símbolo do Terceiro Logos. Ela é protetora contra os males, assim como o escudo protege nosso super herói.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

VERDADE - A FONTE PERMANENTE DE TUDO QUE EXISTE

Na Atenas do Século 4º a.C., da E.’.V.’., Platão e seu mais famoso discípulo, Aristóteles, tiveram importância grandiosa na história do Criador do modo como ela seria contada pelas três religiões semitas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), embora não se saiba com clareza o que Platão e Aristóteles julgavam acerca do Criador.
O que Platão certamente acreditava é que o verdadeiro filósofo pode chegar a compreender a “Forma do Criador” como maior objeto de estudo.
A “Forma”, ou a “Idéia”, do Criador existe para além de exemplos particulares do que é bom, maravilhoso ou verdadeiro, pois tais exemplos podem perder a validade e, em nossa experiência humana em relação a eles, estão envolvidos em muito do que é ruim, feio ou falso. Alguns exemplos particulares que encontramos não são eternos ou ideais, e assim constituem sombras pálidas do que realmente é bom, real e verdadeiro.
A verdade não afetada pelo tempo, a estabilidade permanente e imutável que se esconde atrás de todas as coisas e permite que elas existam, foi demonstrada por Platão especialmente na matemática. Uma maçã ou outra podem nascer e morrer, mas a soma de uma com outra sempre resultará em duas maçãs.
Assim, Platão afirmou que a Forma do Criador existe autonomamente à percepção humana de suas manifestações, sempre envolvidas com o que é corrupto ou confuso.
Já a crença de Aristóteles de que a verdade consiste na compreensão correta da natureza conduz inevitavelmente à fonte da natureza, ou arche, das coisas. Esse é o conhecimento e a compreensão perfeitos do motivo das coisas e da razão de sua existência. Todas as coisas têm sua forma característica, não a Forma do Criador como Platão a compreendia, de modo afastado do mundo, mas a forma que faz de cada objeto o que ele caracteristicamente é: uma ovelha em específico pode surgir e desaparecer, porém existe uma forma característica de ovelha que se compõem parte de sua forma organizada, mas também de seu objetivo no mundo, seja ele qual for. A forma e essência de uma faca está no fato de ela ser feita de modo que tenha lâmina afiada, usada para o corte.
A forma ou essência dos seres humanos reside no fato de que eles têm inteligência (nous) e a usam para se aproximar do Criador.
Para Aristóteles, isso significa que os humanos têm profundo desejo de conhecer e compreender a Verdade. Nessa busca, participam do Criador, uma vez que é a perfeição da compreensão, chamada em grego de nous (intelecto, inteligência).
Aspirar ao Criador é aspirar à compreensão.
Ainda segundo Aristóteles, todas as coisas são voltadas, num constante processo de mudança, à obtenção do objetivo que pertence a sua própria natureza. O objetivo dos humanos é elevar-se por meio do conhecimento da natureza até a fonte e origem de toda a natureza – ao puro “ato e ser” que permite que todos os demais atos e seres existam. Todas as outras entidades têm algo insuficiente sobre si, em especial no sentido de que são contingentes: elas existem, mas não causaram sua existência.

Aristóteles acreditava que a alma humana supera as contingências, inclusive a insuficiência da morte, porque integra a inteligência e verdade completa que é o Criador (nous). Essa integração conduz à contemplação da verdade completa, o estado de que o Criador está presente, pois nous, a inteligência total, sempre contempla o que é a verdade total.
A verdade inteligível ou nous é a fonte permanente de tudo o que existe. Os mundos podem surgir e desaparecer, mas a verdade permanece. Desse modo, o Criador era visto por Aristóteles como um mobilizador que não se move, do qual todas as coisas derivam e para o qual os humanos, se forem sábios, tentarão retornar, recorrendo ao uso da inteligência no mundo de contingências da origem de todo ser. A razão, ou logos, é assim a característica suprema a que os Estóicos (adeptos da escola filosófica de Zenão) depois se refeririam como a semente deixada pelo Criador entre nós (spermatikos logos) – se alimentarmos a semente, ela nos levará ao objetivo.
Aristóteles, assim como seu Mestre Platão, não desenvolveram sua compreensão do Criador nos registros que deixaram.
Muitos estudiosos, hoje e no passado, interpretam tais escritos de um modo que faz do Criador uma espécie de atalho para o que de fato é real e verdadeiro.
Nos Séculos seguintes, numa espécie de fusão dos pensamentos de Aristóteles e Platão, enfatizou-se a busca da verdade, a fuga do mal e da ignorância, aceitando que aquilo que é basicamente verdadeiro – a fonte de todos os seres e objetivo da busca humana – não pode ser comprometido com a fragilidade e contingência deste mundo.
Dessa feita, não apenas em tempos remotos, mas igualmente no presente, deve-se buscar pela essência, propriedades e efeitos das causas naturais, investigando as Leis da Natureza e relacionando bases da Moral e da Ética pura. Eis aqui parte da Filosofia Maçônica, que trata dessa realidade e verdade em seus atos e cerimônias.
Progressistas, tal qual os respeitáveis filósofos da antiguidade, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio Criador regular e infinito, não deve o M.’. se aferrar a dogmas, prevenções ou superstições. E não se deve por nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhecer outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.
Sabemos que o objetivo de nossa Ord.’. é a investigação da Verdade, o exame da Moral e a prática das Virtudes, trabalhando para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade. Portanto, meus IIr.’., sempre exercitemos e alimentemos a Razão, recorrendo à Inteligência, primando pela Verdade real e completa das coisas e pessoas, com nossos corações nos limites da Retidão e da prática das Virtudes, com o fito de nos aproximarmos um pouco mais da Natureza e do Gr.’. Arq.’., fonte permanente de tudo o que existe, a Suprema VERDADE.
Pelo Ir.’.Paulo Roberto Gomes Ignácio
Fonte: www.revistauniversomaconico.com.br

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A CABALA E AS CELEBRIDADES

Nos últimos anos, muitas celebridades têm aderido à Cabala como opção alternativa de espiritualidade. Não há dúvida que a mais famosa delas é certamente Madonna, a cantora que desde o início da carreira vive cercada pela controvérsia, e que plasmou sua admiração por esta antiga doutrina judaica em ao menos dois de seus mais recentes álbuns.
Entre muitos outros famosos que estão hoje relacionados à Cabala, encontramos o ator Ashton Kutcher, a atriz Demi Moore, o jogador de futebol David Beckham, o cineasta Guy Ritchie e a cantora Britney Spears.

Diante da adesão em massa de astros e estrelas a esta corrente espiritualista, é natural que tenham surgido questões a respeito da natureza do interesse de personalidades de grande expressão na mídia pela Cabala.
Afinal, a experiência mostra que, no mundo das celebridades, é difícil discernir entre o interesse pessoal verdadeiro e o oportunismo midiático, capaz de reverter qualquer banalidade em preciosos momentos de exposição pública.
Muito do que é feito e dito por pessoas famosas possui como fundamento exclusivo a necessidade de exposição e autopromoção, de modo que suas carreiras ganhem novo fôlego. Se isto ocorre de modo corriqueiro em relação a casamentos, divórcios, brigas, escândalos, revelações bombásticas, viagens e aquisições de bens, o que poderia ser dito então no tocante à opção religiosa ou espiritual?
É por isto que até mesmo a própria Cabala acabou maculada pela onda de famosos que resolveram adotá-la como prática espiritual. E isto não foi nada difícil, já que a maioria das celebridades resolveu frequentar o Kabbalah Center do rabino Yehuda Berg, com mais de 50 centros em funcionamento pelo mundo, e que costuma ser criticado por oferecer mais comercialização do que iluminação. Ali, a leitura do Zohar ganha a companhia da venda de pedras, velas, braceletes e água consagrada capaz de limpar a alma, tudo a preços nada módicos.
De qualquer maneira, é bem possível que mais além das urgências promocionais exista um fundamento razoável para o interesse das celebridades pela Cabala. É o próprio Yehuda Berg quem explica que as celebridades se sentem atraídas por esta doutrina porque são pessoas que já alcançaram grande sucesso material, tendo chegado a um momento em suas vidas no qual se perguntam: “E agora?”
Em termos materiais, trata-se de pessoas que já fizeram ou tiveram a oportunidade de realizar quase tudo. E tudo isso a custo de uma dedicação profissional extrema, tão intensa que costuma invariavelmente conduzí-los ao estresse, ao desajuste de comportamento e à dependência de álcool ou drogas.
No meio em que vivem as celebridades, seus egos se assemelham a balões infláveis, e as exposições públicas e os assédio interminável são como poderosas lufadas que os fazem crescer até o limite. Como se sabe, inclusive no próprio ensinamento cabalista, o ego traz apenas a ilusão da felicidade; sua face real é terrível, e o sofrimento é uma consequência inevitável.
Assim, não se pode duvidar da existência de uma busca autêntica pelos ensinamentos da Cabala, já que esta oferece ao indivíduo - não importa o tamanho do seu ego – a possibilidade de entender a sua relação com a divindade, além de visualizar um caminho de realização espiritual diverso e não tão reacionário quanto aquele oferecido pelas diversas vertentes do cristianismo atual. Enfim, a Cabala pode trazer a oportunidade de elaborar uma resposta àquela pergunta: “E agora?”.
 
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A VONTADE DE DEUS

Muitos não gostam da afirmação de que “Deus escreve certo por linhas tortas” por parecer um axioma fatalista e determinista, que anula por completo o livre-arbítrio do ser humano. Na tão incansável – e justa – busca pela liberdade, o indivíduo moderno esqueceu que, em termos espirituais, a autêntica liberdade é praticamente um sinônimo de obediência à Vontade de Deus.
A anedota transcrita abaixo, cujo autor desconhecemos, joga uma luz sobre a natureza inteligente da ação da vontade divina sobre nossas vidas. A estória pode servir como uma útil recordação para quem se encontra em momentos de dificuldade e busca o alívio de seus sofrimentos.
Um Rei que não acreditava na bondade de Deus tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: “Majestade, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!” Certo dia o Rei e seu criado saíram para caçar e uma fera atacou o monarca. Seu servo conseguiu matar o animal, mas não foi capaz de evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: “Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.” Calmamente o servo apenas respondeu: “Majestade, apesar desta tragédia, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas.”
Indignado com a resposta, o Rei mandou prender o seu servo. Algum tempo depois, o nobre saiu para uma outra caçada e desta vez seu destino foi ainda mais cruel, pois foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificá-lo, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. “Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Contudo, ainda tenho uma dúvida: Se Deus é mesmo tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?”
Ao que o servo respondeu: “Majestade, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito”

domingo, 22 de setembro de 2013

A BANDEIRA DA PAZ UNIVERSAL

Hasteada sobre monumentos culturais e carregada por braços que celebram ou exigem a liberdade, a paz, a fraternidade, a igualdade e a justiça, a Bandeira da Paz é um poderoso símbolo universal, adaptado de elementos simbólicos presentes em diversas culturas pelo sábio Nicholas Roerich, destinada a servir como divisa da elevação da cultura e da paz por sobre guerra.
Ela foi desenvolvida como símbolo do Pacto Roerich, um tratado internacional assinado em 15 de abril de 1935, o primeiro dedicado à proteção das instituições artísticas e científicas e dos monumentos históricos. A ideia mais importante deste Pacto é o reconhecimento legal do fato de que a defesa dos objetos culturais é mais importante do que a defesa militar, e que a proteção da cultura sempre deve preceder qualquer necessidade militar.
A Bandeira foi proposta por Nicholas Roerich, para um Pacto Internacional dos valores culturais, que em suas palavras corresponde a um ideal humanitário destinado a ser o guardião das realizações culturais da humanidade.
Isso a torna um instrumento semelhante à Cruz Vermelha, que por sua vez está destinada ao trabalho de aliviar os sofrimentos físicos dos seres humanos. Mais abstrata no entanto, a Bandeira deve ser o símbolo do planeta como um todo, de todo o mundo civilizado, e não de uma única nação.
O filósofo e pintor Nicholas Roerich (1874–1947) foi quem deu início ao movimento moderno que defende e preserva os objetos culturais, como princípio fundamental da ideia de Paz entre as Civilizações. Além de ser reconhecido como um dos maiores pintores russos, seu maior feito durante a vida foi o Pacto Roerich, assinado pelos congressistas dos estados americanos no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC.
Nicholas Roerich nasceu em São Petersburgo, e desde cedo recebeu o estímulo de seus pais para que se dedicasse à pintura. Aos 26 anos de idade ele se mudou para Paris, para aprender com Fernand Cormon, o professor de Van Gogh e Toulouse Lautrec. De volta à São Petersburgo, casou-se com Helena Shaposhnikova, quem se tornaria a criadora da filosofia do Agni Yoga.
A ideia de proteção dos monumentos culturais foi formulada antes de sua ida à Paris. Durante suas escavações na província de São Petersburgo, Roerich percebeu a necessidade de defender a visão de mundo que as civilizações antigas legaram ao mundo moderno na forma de monumentos.
Logo depois, Roerich e sua esposa viajaram por cerca de quarenta antigas cidades russas, criando uma ampla série de estudos arqueológicos e quase uma centena de pinturas dos lugares visitados. Então, desde a guerra entre a Rússia e o Japão (1904–1905), Roerich passou a escrever por mais de uma década diversos artigos nos quais expressava a necessidade de um tratado especial para a proteção das instituições e dos monumentos culturais.
Apenas em 1929, mediante a colaboração de um doutor em Direito Internacional e Ciências Políticas de Paris, Roerich preparou o projeto de um Pacto para a proteção dos valores culturais. Ao mesmo tempo, propôs um símbolo distintivo para identificar os objetos que tivessem a necessidade desta proteção, que viria a se tornar a Bandeira da Paz.
Seu fundo branco ostenta esferas da cor do amaranto, três delas unidas dentro de um círculo para simbolizar a Eternidade e a Unidade. O sinal da Trindade pode ser encontrado espalhado por todo o mundo, especialmente nas religiões. Contudo, cada pessoa pode enxergar nestas três esferas avermelhadas e no círculo que as envolve aquilo que bem entender.
Há quem enxergue neste símbolo o passado, o presente e o futuro, unidos pelo círculo da eternidade. Outros verão a religião, a ciência e a arte inseridas no círculo da cultura. Cristãos enxergarão a Santíssima Trindade, budistas verão o Buda, o Dharma e o Sangha, hindus reverenciarão a Trimurti, ou seja, Brahma, Vishnu e Shiva, enquanto os gnósticos recordarão da Morte, do Nascimento e do Sacrifício, os Três Fatores de Revolução da Consciência.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MAÇONARIA DECISIVA NA REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Há 178 anos, em 20 de setembro de 1835, iniciava-se a Revolução Farroupilha (ou Guerra dos Farrapos) e, em homenagem aos grandes maçons brasileiros que foram os mentores desta revolta, publicamos o texto completo do Balaústre da Sessão Maçônica onde, dois dias antes, foi tomada a decisão pela luta.


Aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 E:. V:. e 5835 V:. L:., reunidos em sua sede, sito à Rua da Igreja, nº 67, em lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado abaixo da abóbada celeste do Zenith, aos 30º sul e 5º de latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande, nas dependências do Gabinete de Leituras onde funciona a Loj:. Maç:. Philantropia e Liberdade, com o fim de, especificamente, traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e dignidade do povo Riograndense. A sessão foi aberta pelo Ven:. Mestre, Ir:. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se, a bem da verdade, ainda as presenças dos IIr:. José Mariano de Mattos, ex- Ven:., José Gomes de Vasconcellos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura, Antônio de Souza Neto e Domingos José de Almeida, o qual serviu como secretário e lavrou a presente ata. Logo de início o Ven:. Mestre, depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião, de caráter extraordinário, informou a seus pares que o movimento estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida é o dia vinte de setembro do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no país. Na ocasião, ficou acertada a tomada da capital da província pelas tropas dos IIr:. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto Vasconcellos Jardim como Onofre Pires, ao serem informados, responderam que estariam a postos, aguardando o momento para agirem. Também se fez ouvir o nobre Ir:. Vicente da Fontoura, que sugeriu o máximo cuidado, pois certamente, o Presidente Braga seria avisado do movimento. O Tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a medalha cunhada de 421$000, contados pelo Ir:. Tes:. Pedro Boticário. Por proposição do Ir:. José Mariano de Mattos, o Tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta da Alforria de um escravo de meia idade, no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade. Foi realizada poderosa Cadeia de União, que pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense, lutariam pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pediam a força e a proteção do G:. A:. D:. U:. para todos os IIr:. e seus companheiros que iriam participar das contendas. Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven:. Mestre que todos deveriam confiar nas LL:. do G:. A:. D:. U:. e, como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, do que eu, Domingos José de Almeida, Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que a história, através dos tempos, possa registrar que um grupo de maçons, homens livres e de bons costumes, empenhou-se com o risco da própria vida, em restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria. Oriente de Porto Alegre, aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 da E:. V:., 18º dia do sexto mês, Tirsi, da V:. L:. do ano de 5835.


Ir Domingos José de Almeida - Secretário

PETRÓLEO INTERIOR

Petróleo é uma palavra derivada do latim petroleum, por sua vez, composto de petra e oleum. O radical petra significa pedra em grego, enquanto o radical oleum significa óleo, referindo-se assim a uma substância gordurosa. Poderíamos, em uma tradução livre, concluir que petróleo significa “Óleo de pedra”.
O petróleo é um combustível fóssil, ou seja, é derivado da decomposição de matéria orgânica, morta há milhares de anos, e que por processos físicos e químicos sofre certo tipo de transformação. Esta matéria morta, ao passar dos anos, vai sendo coberta por poeira e sedimentos. Podemos verificar isso quando observamos que cidades antigas abandonadas estão atualmente soterradas.
Após milhares de anos, esta matéria em decomposição que estava na superfície, vai sendo enterrada à profundidades cada vez maiores. Começa então a sofrer pressão do material que está na superfície, além de sofrer aquecimento pelo calor do interior da Terra, ocasionando um processo de mudança, uma Alquimia.
Os elementos orgânicos ficam então reduzidos à cadeias de hidrocarbonetos, que como o próprio nome sugere, são compostos que possuem em sua estrutura apenas Carbono e Hidrogênio. Interessante realizarmos, neste momento, uma breve reflexão sobre estes dois elementos importantes para a vida em nosso Planeta Terra.
Segundo a Alquimia Interior, o Carbono e o Hidrogênio em nosso interior representam, respectivamente, o nosso Corpo Solar da Vontade Consciente e nosso Corpo Físico/Etérico. Em relação ao “Hidrogênio”, podemos realizar um paralelo filosófico e compreender que o petróleo é um “óleo de pedra”, ou seja, é um óleo que provém da morte de certos tipos de elementos, tanto externamente quanto internamente. A matéria orgânica morre, sofre pressão e aquecimento para transformar-se em combustível no mundo físico. Assim também acontece com a nossa energia vital, de tipo sexual.
Sabemos que nossos pensamentos são um tipo de alimento, e a morte de nossos defeitos psicológicos contribui para a melhoria de nossas energias internas. Ainda em relação ao Hidrogênio interior, não é por acaso que dentro do Ocultismo informamos que esta energia de tipo etérica provém do Centro Sexual, reduto de nosso Corpo Vital. Este Corpo é também conhecido como Pedra Cúbica de Yesod, ou seja, a nossa Pedra Fundamental para a construção de nosso templo interior.
Observamos que o petróleo, quando achado no interior da Terra, possui uma coloração negra. Assim também nos é dito na Sagrada Alquimia, simbolizado pelo corvo negro. Falando agora um pouco sobre o Carbono interior, ou nosso Corpo Solar da Vontade Consciente, diríamos que ele deve ser forjado mediante transmutações sutis.
A perfeição na organização do Carbono físico está associado com um outro material importante: O Diamante. Também é assim em nosso interior: Devemos criar nossos corpos superiores, e ao atingirmos a perfeição, atingiremos o estado que Helena Petrovna Blavatski denominou de Alma-Diamante. Sendo assim, apenas a nossa Vontade Consciente, solar – Carbono – associado de forma positiva com a energia vital, sexual – Hidrogênio – pode formar um “hidrocarboneto interior”, um dos nossos maiores tesouros: Nosso Petróleo Interior.
 
Fonte: www.sgi.org.br