sábado, 9 de março de 2013

ORDO AB CHAO


“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. (Gênesis, 1:1-3).
Como poderia ser? As sombras não partem da luz. O fogo não parte da água. Como pode algo surgir ou ser criado a partir de seu oposto? Ora, os opostos se atraem e se cancelam mutuamente. Então, não. A Ordem não pode vir através do Caos. A não ser por um milagre…
A Terra estava sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo. A primeira parte da criação já havia sido realizada: a criação do universo. No entanto, em se tratando da história da raça humana, esse livro, como muitos de outras tantas religiões, começa a partir da criação da vida neste mundo. A Terra estava sem forma.
Ou seja, o plano material não tinha organização, não estava submetido às Leis Cósmicas. As trevas podem significar tanto a ausência do Astro que permitiu a vida nesse planeta como as trevas da ignorância que nos separavam da existência do Divino. O Espírito de Deus pairava sobre os Oceanos do Não Manifesto, a não matéria dos metafísicos, o Potencial Criador, a argila de Deus. Então, Ele lança Sua Luz no mundo e começa Seu trabalho: arquitetar e construir o Templo de Sua Criação.
Organizando o Não Manifesto, que é o Caos por essência, Ele cria as primeiras partículas que darão origem a átomos, dispersos, desconexos. Átomos que formarão moléculas, substâncias, matéria. Moléculas que formarão células, tecidos, órgãos, organismos. Vontade e verbo, que formarão almas, que encarnarão espíritos nos corpos.
Então, sim, O Grande Criador é capaz de conseguir a Ordem a partir do Caos.
No entanto estamos falando de um lema criado por homens para uma associação de homens. A que ela remeteria? A um objetivo inalcançável? À blasfêmia de equiparar-se a Deus? Certamente, não.
Os novos conceitos da Química, da Matemática e da Física dizem que “tudo tende para o Caos”. Por mais desencorajadora, aterradora e cruel pareça essa sentença, ela é um fato nas equações, nos laboratórios, na natureza, na vida. Tarefa ainda mais difícil, então a de cumprir com o lema. O trabalho de um dia seria desfeito segundos, horas, meses ou séculos depois.
Nos T.’., o M.’.Cer.’. nomeia os cargos da L.’., dando a cada Obr.’. sua alfaia, como que se fazendo valer do Verbo ao ordenar cada planeta em sua órbita, cada átomo em sua posição na molécula. Ele nomeia um a um para que a L.’.esteja composta, aguardando as ordens para iniciar mais um dia, como no primeiro dia em que Deus fez Luz.
Se o T.’. é a representação deste Plano, se cada Sessão é a representação da Vida a cada dia, então façamos valer a vontade que o Criador nos delegou de fazer prevalecer a Ordem sobre o Caos. Deus nos fez à Sua imagem e semelhança, como parte de Si, como deuses que somos. Então, podemos também impor nossa vontade sobre o Caos e criar Ordem. Em sua infinita sabedoria, ele fez com que sua criação definhasse constantemente para o Caos para que nós, seus fiéis arquitetos, nos mantivéssemos em constante alerta, tendo sempre algo a aprimorar e regenerar.
Não fosse pela degeneração das moléculas que compõem o DNA de uma célula, pela desestruturação “espontânea” de seus átomos, não procuraríamos a cura para o câncer. Não fosse pelo constante retroceder na evolução humana, pela ganância, vaidade, fanatismo, não praticaríamos a caridade, a modéstia e a tolerância. Não fosse pelas constantes tentações de nos desvirtuarmos do que é correto, não seríamos chamados dia a dia a desbastar as asperezas e polir a P.’. B.’..
Ordem a partir do Caos significa, em última análise, Evolução. Seria muito fácil encarnarmos com todas as qualidades e virtudes e fazer um esforço mínimo para mantê-las. Jamais evoluiríamos, jamais nos tornaríamos de novo Um com o Indivisível.
Ao contrário, devemos buscar nos nossos defeitos os motivos para fazer brilhar a Luz. Como a lótus que nasce da podridão dos pântanos, ergamos das masmorras de nossos vícios os templos às nossas virtudes, sempre vigilantes ao Caos que nos rodeia. Façamos valer o aprimoramento constante frente a inexorável degeneração do todo.
Fiat voluntas Dei: Ordo ab Chao.
Enviado pelo Ir.’.Mario Guanaes Simões Filho • Liberdade, Dever e Poder Nº 631
S.’.L.’.R.’. A GLESP

sexta-feira, 8 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DA MULHER NA MAÇONARIA


Por ocasião do Dia Internacional da Mulher repostamos uma das primeiras publicações deste blog, em homenagem àquelas cujas presenças são imprescindíveis para a nossa felicidade.



Viver em harmonia ! 

Este tem sido o desafio do homem. 
O equilíbrio é a chave para o sucesso de tudo que realizamos. 
A mulher ocupa um espaço de grande importância neste sucesso, pois é graças a sua colaboração e companheirismo que o homem será ou não bem sucedido em seus desafios. 
As mulheres não disputam um lugar com o homem, elas nos completam . 
A sabedoria está em aceitar que somos diferentes, mas cada um com seu valor. 
Nem machismo, nem feminismo. 
Apenas seres que se completam. 
Mulher : intuição, percepção, organização, amabilidade, criatividade, compaixão... 
Homem : proteção, equilíbrio, força, audácia, coragem... 
O Criador do Universo é sábio e perfeito, as diferenças são muito bem-vindas. 
Dizem que a maçonaria é machista, não vejo desta maneira. 
Muitas vezes elas nos questionam, o porque de não participarem de nossas reuniões. Chego a conclusão que estamos de certa forma poupando as mulheres.
 O homem é naturalmente protetor. 

Conhecendo os seus maridos e companheiros tão bem, vocês sabem que eles e seus irmãos, não saem de casa toda a semana, se não fosse por uma boa causa. Nestas reuniões, os seus maridos estão dando a sua colaboração para uma sociedade mais justa.

 A colaboração de vocês, mulheres e cunhadas,  pode e deve ser dada, quando solicitada, dando o apoio e uma palavra amiga  sempre. 

É maravilhoso saber que existem pessoas engajadas em melhorar nossa sociedade, em transformar este mundo melhor. 
A Maçonaria só nos traz alegrias. 
A felicidade de ter encontrado pessoas tão maravilhosas, que hoje formam esta grande família, que é a família da LOJA SÃO JOSÉ Nº 14, nos faz sonhar com um amanhã melhor. 
A Maçonaria é sinal de idoneidade, amizade, bem querer. 
O carinho que dedicamos a todas vocês, queridas cunhadas, e a todos os membros de suas e de nossas famílias , é muito gostoso , é muito sincero.
 Somos uma família por afinidade de pensamentos e atitudes, vivendo em harmonia, servindo e ajudando os nossos semelhantes e buscando o nosso aprimoramento como seres humanos.
Que o Grande Arquiteto do Universo sempre nos proteja e  conserve assim.


                                                                                                Texto extraído do blog da Loja Phylantropia
                                                                                                Or.'. de Batatais
                                                                                                Ir.'. Antonio Douglas Zapolla
                                                                                                e adaptado pelo Ir.'. Edison Teixeira

quinta-feira, 7 de março de 2013

FRAUDES ECLESIAIS


A interpretação dos livros sagrados, nas diferentes culturas, sempre foi reservada a uma classe sacerdotal. Os crentes aceitavam as versões do sacerdócio sem discutir. Prevalecia a fé sobre a razão, a autoridade sobre a liberdade. Isto facilitava a manipulação dos textos sagrados e assegurava poder espiritual e secular. Autoridades religiosas (judaica, romana e anglicana) fizeram vários expurgos na Bíblia, segundo os seus respectivos interesses.
Referindo-se à autoridade dos textos sagrados, Thomas Hobbes, escritor e filósofo inglês (séc. XVII) afirma que o Antigo Testamento recebeu a forma atual no fim do cativeiro dos judeus na Babilônia, pelas mãos do sacerdote Esdras. Ao tratar do Estado Cristão, na terceira parte do Leviatã, clássico e notável livro publicado em 1651, Hobbes menciona o capítulo 14 (versículos 21 e 45) do primeiro livro de Esdras (Antigo Testamento). Esse capítulo não consta das atuais edições das bíblias católica e protestante. Nos citados versículos, Esdras se dirige a Deus nos seguintes termos: “Tua lei foi queimada, portanto, ninguém conhece as coisas que fizeste, nem as obras que estão para acontecer. Mas, se encontro graça perante ti, envia o Espírito Santo até mim, e escreverei tudo que foi feito no mundo, desde o início, todas as coisas que foram escritas na lei, para que os homens possam encontrar teu caminho…” Dito isso, Esdras narra a palavra de Deus a ele dirigida: “(…) e veio a acontecer que depois de cumpridos 40 dias, o Altíssimo falou e disse: o primeiro que escreveste publica-o abertamente, para que os dignos e indignos possam lê-lo, mas, guarda os últimos 70 para que possas entregá-los apenas àqueles de entre o povo que sejam sábios”.
Os papiros da lei (Pentateuco) viraram cinzas quando o templo de Jerusalém foi destruído e queimado pelo exército de Nabucodonosor. A confissão de Esdras revela que o Antigo Testamento, relativo ao período do início do mundo até o ano 400 AC, tal como o conhecemos hoje, não é o texto original, se é que houve, algum dia, um texto escrito ou ditado por Moisés. Quanto às narrativas sobre a vida e a doutrina de Jesus, contidas nos evangelhos (Novo Testamento), variam segundo a perspectiva de cada evangelista. Alguns apóstolos escreveram ou ditaram seu testemunho (Pedro, Tiago, Tomé, Mateus, Felipe, Judas, João, Maria Madalena). Ao verter esses textos do grego para o latim e organizar o Novo Testamento, no século IV, Jerônimo selecionou os testemunhos de Mateus e João e desprezou os demais por suposta falta de autenticidade dos textos sonegados. Outrossim, os textos qualificados de apócrifos mostravam-se incompatíveis com os dogmas que a Igreja pretendia consolidar. No seu Novo Testamento, Jerônimo incluiu dois textos de quem não fora testemunha ocular (Marcos e Lucas), mais os atos dos apóstolos (escritos por Lucas), as cartas dos apóstolos e o livro profético de João (Apocalipse).
Quando a liberdade ampliou-se no mundo ocidental, amplitude esta que muito deve à decisiva e fecunda contribuição dos maçons, os mistérios que cercavam o sagrado foram se desvelando para um maior número de pessoas na Europa e na América. A partir da segunda metade do século XX houve uma pletora de livros, filmes, artigos, documentários, sobre temas religiosos e esotéricos. Insere-se nesse movimento de reconstrução espiritual, o livro O Evangelho da Irmandade, publicado em abril/2007 e que aborda a trajetória humana e histórica do fundador do cristianismo de um modo sem paralelo na literatura mundial. A narrativa inclui circunstâncias da concepção e nascimento de João Batista e Jesus, o ingresso na escola de mistérios, os debates ali travados, os rituais de ascensão aos diferentes graus de estudos, os meandros da revolução moral e religiosa liderada por ambos, as funções de Maria Madalena, Judas e outros personagens, o êxtase espiritual de Jesus e a sua eleição como Hierofante. Há interlúdios que respondem pelo realismo e verossimilhança do enredo, tais como, a vida doméstica e social, a primeira experiência sexual, episódios de pedofilia, adultério, homossexualismo, crime e julgamento. Romance, misticismo, filosofia, costumes, sensualidade, humor, são os ingredientes dessa obra em cujas linhas se pode sentir o palpitar da vida. O campo ficcional da obra ficou por conta da licença artística e poderá ser ampliado ou reduzido, segundo as crenças, a sensibilidade, o grau e o tipo de conhecimento do leitor.

Ir.'.Antonio Sebastião de Lima
www.revistauniversomaconico.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013

O EVANGÉLICO E A MAÇONARIA


Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico (protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.
Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um evangélico. Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.
Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.
Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove a idolatria, afirmando que “ela admite um tal de ”São João da Escócia” ou “São João de Jerusalém” como padroeiro, e abre os seus trabalhos em seu nome.”
Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo Aurélio, é o mesmo que patrono.
E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias, e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele ato porque lá estivesse a figura de patrono.
Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos religiosos.
Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças. E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.
A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto aos segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões privativas nada têm de secretismo.”
Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação. As Sagradas Escrituras, em Mateus – 8:4, registram: “Disse então Jesus ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e mostra-te ao sacerdote …”. Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito.. “Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as escreve”. Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que secretas.
Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas. E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas reuniões administrativas particulares e privativas.
A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.
Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos de acordo com os graus atingidos pelo maçom.
Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos, dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.
A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis – 9:13 e Apocalipse – 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse – 6); o dragão, simbolizando Satanás (Apocalipse – 13). Há inúmeros outros símbolos contidos no Livro Sagrado.
Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã. Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em Hebreus – 11:3 e 10, e Jeremias – 10:12. Pois em toda abertura dos trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.
E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos, culturais e acima de tudo religiosos.
Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do Universo.
Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo justo, verdadeiro e eficiente.
Nilson Ribeiro Leite • Loja Maçônica Luz no Horizonte
Grande Oriente do Estado de Goiás
www.revistauniversomaconico.com.br

OS TRÊS ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE "O GRANDE"


OS TRÊS ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE O GRANDE
Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

  1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
  2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);
  3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
  1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
  2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
  3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


terça-feira, 5 de março de 2013

APAGANDO VELINHAS!

Hoje quem está apagando velinhas é o Ir.'.Ednilson Marques. 
Querido por todos os IIr.'., o Ir.'.Nil, como é mais conhecido, é um dos principais pilares da Loja São José Nº14.
Que o G.'.A.'.D.'.U.'. cubra de bênçãos a você e a sua família.

segunda-feira, 4 de março de 2013

VISÃO DE UM APRENDIZ SOBRE A MAÇONARIA


Meus caros irmãos, é um grande prazer escrever para vocês, e ainda mais sobre um assunto que eu tenho amor: a Maçonaria.
Sou aprendiz maçom há apenas três meses e diversas transformações a maçonaria já fez no meu espírito. Sempre quando ouvia falar sobre a maçonaria ficava no mínimo curioso como a grande maioria da população.
O primeiro contato que tive com a maçonaria foi através do meu hoje padrinho Armindo em que eu notava que além do vasto conhecimento espiritual que tinha era e é uma pessoa centrada e correta no que pensa e faz.
A partir desse momento comecei a pensar na ordem de uma forma mais carinhosa, pois notava que meu padrinho era e é muito especial. E a partir desse momento gostaria de ser como ele.
Fui indicado para a loja Acácia de Vila Carrão e após os trâmites que conhecemos fui iniciado na referida loja. Foi um grande momento, muito especial em que pude me deparar com situações que jamais havia imaginado e sentido e a partir dessa data um grande horizonte se abriu na minha vida.
São vários os momentos marcantes na iniciação, mas o que mais me marcou foram os olhares dos irmãos no momento da luz. Foi um nascimento? Sim. Mas com um diferencial dos nascimentos convencionais de todos os seres humanos: todos os irmãos lembram com exatidão o seu nascimento maçônico e quando assistem a um outro nascimento voltam ao passado um, dois, cinco, vinte anos atrás e sentem a mesma sensação especial.
Em virtude desse momento, como uma criança que acaba de nascer, tudo é novo, mas o acolhimento fraternal de nossa ordem faz com que tenhamos segurança em dar os primeiros passos no mundo maçônico.
Nas sessões que participei encontrei, sob a proteção do G.’.A.’.D.’.U.’., uma ordem, respeito às leis, trocas de informações e principalmente energia positiva e evolucionista. Como hoje maçom, posso verificar que nossa ordem tem pessoas no seu corpo muito especiais e isso só faz com que tenhamos a tranqüilidade de seguir o caminho maçônico, estudando, assimilando o conhecimento e multiplicando esses mesmos conhecimentos com novos irmãos que chegam.
Para não delongar em demasia, o que a maçonaria vem me trazendo é um crescimento de conhecimento e na vida cotidiana não deixando que meu ponto de equilíbrio fique fora do centro e isso minha família e a sociedade que vivo já notou. Conseqüentemente estou lapidando minhas arestas e sendo uma pessoa melhor, posso fazer melhor o motivo determinante da vinda a terra dos seres humanos: fraternizar.
 Ir.’. Edward dos Santos
Loja Acácia de Vila Carrão Nº 2456 – CIM 251093
Fonte: www.revistauniversomaconico.com.br

domingo, 3 de março de 2013

POSSE DA NOVA DIRETORIA DO CAPÍTULO PRÍNCIPE DO AGRESTE

Hoje pela manhã foi empossada a nova diretoria do Capítulo Príncipe do Agreste da Ordem DeMolay.
A cerimônia foi realizada no Templo da Loja São José Nº14, patrocinadora do capítulo, e contou com a presença do V.'.M.'. da Loja e de convidados, entre eles as Filhas de Jó.











Que o G.'.A.'.D.'.U.'. guie esses jovens por um caminho de virtudes e determinação para fortalecer ainda mais o Capítulo Príncipe do Agreste e, consequentemente, a Ordem DeMolay.

sábado, 2 de março de 2013

SOIS GARÇOM?


Um rapaz simpático, educado, de bons hábitos e bem-sucedido na vida exercendo a profissão de caixeiro viajante, resolveu comemorar o seu noivado num restaurante discreto e aconchegante em uma cidade com as mesmas qualidades. Como já havia viajado muito não foi difícil encontrar a cidade ideal.
O rapaz partiu com sua noiva e a sua mãe, em direção à cidade escolhida. Após algumas horas de viagem, chegaram à cidade Pedra Bruta. Hospedaram-se e em seguida o rapaz saiu à procura do restaurante ideal. Era cedo, a manhã estava bonita e calma, andou pelas ruas pacatas e encontrou um restaurante à beira de um Riacho: Restaurante 3 Irmãos.
O nome do estabelecimento lhe agradou. Deu, na porta desse restaurante, três pancadas. Em seguida, uma voz respondeu-lhe às batidas:
*.. Quem vem lá?
*.. Sou um cliente que deseja tratar de um jantar comemorativo. – respondeu o rapaz. Pois, então, entre. O viajante entrou e um homem simpático e educado o esperava no salão.
- Bom dia ! – cumprimentou o recém-chegado e perguntou:
– Sois garçom?
– Meus clientes como tal me reconhecem.
– De onde viestes? – De uma cidade chamada São João.
– O que fazes na vida?
– Sou caixeiro viajante. Viajo a negócios e visito Lojas.
– Vens muito por aqui?
– Não muito, esta é a minha 3a viagem..
– O que quereis?
– Um jantar para três pessoas em lugar reservado…
– Que tal entre aquelas colunas? É um lugar bem privativo.
– Parece-me bom… Ficaremos entre elas.
– O que beberão na ocasião?
– Para minha mãe e noiva uma taça de bebida doce. Eu prefiro algo amargo como aperitivo.
– Pode ser whisky?
– Nacional?
– Não, escocês!
– Bem se for antigo eu aceito, mas gostaria que as mesas fossem bem ornamentadas.
– Podemos ornamentá-las com romãs, ficam bonitas e exóticas.
– E quanto às flores? Fique tranquilo, fazemos arranjos com rosas e espigas de trigo.
– Pois então faça, não poupe nada, quero fartura em abundância. Você estará aqui?
– Sim, trabalho do meio-dia à meia-noite.
– Bem, pela conversa o atendimento é bom. E o preço?
– O preço é justo e o atendimento é perfeito, mas qual é o seu nome?
– Salomão e o seu?
– Hiram, sou conhecido como ‘Hiram dos bifes’, sou bom em corte de bifes. Meus irmãos também atendem… Um chama-se Emmanuel e o outro José, mas é conhecido por ‘Zé’.
– Você é desta cidade ?
– Não, também fui caixeiro viajante. Gostei tanto desta cidade que na minha 5a viagem resolvi ficar por aqui. E já faz cinco anos, que acabei comprando este restaurante. Olhe, meu Irmão, no começo foi difícil. Este estabelecimento era mau visto, pois pertencia a três trapalhões chamados 3J. Fizeram tantas trapalhadas que acabaram assassinados.
– Olhe Hiram, coloque a mesa de minha mãe separada, para haver mais privacidade.
– E o seu pai não vem?
– Não minha mãe é viúva.
– Que coincidência! Eu também sou filho de uma viúva.
– Eu há muito percebi.
– Como se chama sua mãe? Temos cortesia para ela.
- Minha mãe chama-se Acácia.
– Esse nome me é conhecido, tivemos uma ótima cozinheira com este nome.
– Bem, eu já vou indo. Logo mais retornarei com elas. Ah! Já ia me esquecendo. Qual é a especialidade da casa?
– Churrasco.
– Ótimo! É macio?
– Sim, tão macio que a carne se desprende dos ossos.
– Senhor meu Deus! Que maravilha, não posso perder! O lugar é seguro? Sim, temos dois rapazes espertos que cuidam disso. E no salão temos dois vigilantes.
– Parabéns, o seu restaurante está coberto de qualidades, salve o adorável mestre. Até logo.
Enviado pelo M.’.M.’. Ir.’. Euclides Alves da Graça • Or.’. Cuiabá/MT
(Representante do Guia Maçônico Nacional – Editora Domínio)
Autor: Desconhecido
Fonte: www.revistauniversomaconico.com.br

sexta-feira, 1 de março de 2013

A VIDA SECRETA


Que elementos perfeitos corrigiriam os meus mais bizarros defeitos?
Por quais perigosos labirintos eu não deveria percorrer sem submeter minha vida às ruas quietas, às ladeiras falsas e aos amores fugazes?

Onde viver meus melhores dias e atravessar o segredo do tempo, ou curtir em êxtase o meu sucesso, e sentir o sabor dessa interminável viagem do vento que lubrifica a engrenagem da vida, reinventa velhos pensamentos e me faz mais sábio, antes de morrer?
Não torçam por mim… sou impenetrável!
Nem me admirem… sou estranha ave rara!
Se precisarem de mim… buscarei à perfeição,
a minha mais rara inspiração!

Minhas tempestades interiores, guardo-as, como as relíquias egípcias. Meus acidentes de percurso, abro os mares mais longínquos das minhas entranhas, vasculhando soluções, mas, quanto ao sofrimento e às desilusões, contemplo-os, e a todos, como o meu
“fim-de-mundo”…

Surpreendo-me numa clausura, gueto, ruelas, calabouço, profunda gruta obscura:
e então, reluzentes novas frestas, magias e demônios da escuridão, renascem em novas formas, eclipses, mares e florestas, concretizando minha morte e a compreensão.

Se ser feliz é renascer das pedras, da tolerância,
e conhecer o segredo da poesia e da iniciação…
Sou feliz!

Se os meus versos expressam o silêncio e a sensibilidade, e minha conduta busca o lapidar das pedras e, se o caminho do princípio da palavra é a humildade:
sou o que restou da minha secreta infância mágica, sou o sonhar dos inimagináveis sonhos sobre a construção do amor, sou incerto, tímido e dissonante, mas, num ímpeto repentino,
SOU GIGANTE!

Se a poesia é a magia do poeta, uma heroica seta projetada para o nada, ou a mais certeira das flechas disparada para a alma, então, sigo o frágil espaço fundo rumo à maturidade, e possuo a chave da privacidade que invade o estreito quebrado espelho,
a receptividade!

A busca da felicidade é a senda energética e o infindável caminho do absurdo, do ato de ser surdo ao resvalar dos espinhos, e o perdão da vida no abraço dos anjos.
O poema é o ato leve de amar a vida e subir feito um raio pela transparência dos sentimentos e alcançar a silhueta da lua.
Todos os versos juntos não salvarão nosso planeta…
Toda poesia, a geometria, e os espaços estelares em sinfonia não dissiparão as nuvens de gases onde jazem os homens que destroem nossas bases, ou aqueles que espalham bombas sobre os nossos medos, e que matam as esperanças no enterro das crianças.
Serão inúteis as frases de amor…

É como buscar uma coisa infinita dentro de cérebros ocos…
É como se descobrir, por um momento, vagando em estado líquido, ao lado de um bando de loucos…

Mas, ainda espero ser o avesso do naufrágio trágico,
ou o rastro de todos os sentimentos do mundo
comemorado num sorriso mágico.

Espero ainda mergulhar nas lições e nos movimentos das ondas e das canções.
Espero não perder a paciência, a tolerância e a fé na harmonia da eternidade, que é a minha ciência.
Espero não desistir de mim mesmo, pois a sabedoria não se aprende a esmo.
Espero meu final feliz…
e o ascender de minha própria luz, aquele espetáculo do amor que não se apaga nunca:
__O fino fio da vida que me lapida, me guarda e me conduz.

Autor: Ir.’.Wildon Lopes da Silva
ARLS Mount Moriah Nº 3327 • GOSP/GOB