terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SALÃO DE FESTAS


Em São José de Mipibu, temos um ambiente:

familiar,

agradável, 

espaçoso,

bem localizado;

Espaço Cultural da Maçonaria

O lugar perfeito para momentos inesquecíveis.

Alugamos para aniversários, casamentos, formaturas, etc.

Tratar com: Celso 9127-3520 / 8712-5175

Venha nos visitar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PRECE DO MAÇOM


Oh! Supremo Arquiteto do Universo.
 
Faça que minhas decisões, meus dias, meus pensamentos, sejam os exatos reflexos dos seus ensinamentos. E eu possa, assim, caminhar com integridade... Quando fizer algo em favor dos outros, que meu nome seja simplesmente, como os demais citado. Sendo em tempo algum, jamais exaltado, pois, apenas estarei cumprindo minha obrigação de Maçom.
 
Supremo Arquiteto do Universo.
 
Fazei com que eu não me sinta inebriado por nada, que minhas palavras brotem do fundo do meu coração e não sejam, simples arranjos de letras fabricados em meu cérebro e transmitidos, apenas para causar comoção!!!
 
Não permita que meu ego aprenda a conjugar somente a primeira pessoa do singular. Incute em meu ser, o sentido do “nós”!!!
 
E que muitas ações sejam corretas e se difundam, brandamente. Por intermédio da minha voz. Se um dia detiver o poder em minha vida profana, que seja ele manso, digno, algo que não se ufana, posto que é efêmero! Que eu não imponha regras quando ajudar a um irmão, pois deverei fazê-lo com carinho, desprendimento, empolgação, não permita que eu não aprenda a julgar... Ensina-me a perdoar, a não guardar ódio em meu coração, pois se assim não for, serei apenas mais um na multidão.
 
Sentimentos como a pedra cúbica e a vaidade, afaste-os do meu caminho, pois, caso contrário é certo que um dia estarei sozinho.
 
E assim, quando limite máximo me for imposto, que a serenidade esteja presente em meu rosto, que a alegria do dever cumprido esteja presente. Aí então, os amigos haverão de lembrar que pela repetição dos meus atos, colecionei e emoldurei todos os fatos, se não fiz melhor, ao menos tentei. Não importa que eu seja, aprendiz, companheiro, mestre ou venerável, devo trazer o rosto sempre afável, pois esta é a verdadeira razão...
 
Gestos, sinais, simbologias, para dar sentido às nossas vidas, muitas vezes, vazias. É por isso que nos reunimos... Para tratarmos de assuntos que elevam o espírito, para polirmos nossas pedras brutas, para vivermos em paz, para vencermos nossas lutas...
 
Combater o despotismo, a tirania, os vícios humanos, referimo-nos aos de fora como profanos, e muitas vezes, cometemos as mesmas e velhas falhas!!!
 
Supremo Arquiteto, obrigado pela oportunidade que eu tive, obrigado pelos irmãos que ganhei, e, especialmente, por esta vida que passei!!! Se outra oportunidade me fosse dada, se outra vida pudesse ser vivida, se tivesse opção de escolher, seria eu novamente um membro dessa Loja, onde se aplicam normas de consciência e retidão, e, assim, teria eu novamente a chance de poder dizer que fui um verdadeiro Maçom!!!
 
Gabriel Campos de Oliveira

domingo, 13 de janeiro de 2013

10.000 ACESSOS

Hoje atingimos a expressiva marca de 10.000 acessos.

Muito obrigado a todos que colaboram direta ou indiretamente para a construção desta ferramenta que existe com o intuito de ser uma fonte de pesquisa para os Irmãos, informar melhor a população a respeito do que realmente é a Maçonaria, e para o engrandecimento da Loja São José Nº14.
Um T.'.F.'.A.'..

Ir.'.Edison Teixeira
Chanc.'. e Editor do Blog

VIVAS!

Na última sexta-feira (11/01), o Ir.'.Afrânio Isaías de Macedo, Or.'. da Loja São José Nº 14, completou mais uma primavera.
Os obreiros de nossa Loja oferecem-lhe um T.'.F.'.A.'..

sábado, 12 de janeiro de 2013

A MAÇONARIA E A PERFEIÇÃO


www.brasilmacom.com.br - A MAÇONARIA E A PERFEIÇÃOQuando faço um retrospecto desde antes da minha entrada para a Maçonaria, lembro-me muito bem da minha expectativa. Após a formalização do convite a primeira questão que me veio à mente foi a seguinte: O que será que a Maçonaria poderá fazer por mim? Em que ela poderá me ajudar? Hoje, passados alguns poucos anos desde a minha Iniciação, percebi que o maior ensinamento que ela poderia me dar, ela já deu: o de que, na verdade, quanto mais nos esforçamos para aprender e crescer, mais consciência adquirimos de que muito pouco ou quase nada sabemos.

Nossa caminhada pela vida torna-se mais interessante numa relação diretamente proporcional ao nosso desejo de conhecimento e auto-crescimento. É interessante quando notamos que, na busca da Grande Verdade, vamos cada vez mais e mais adquirindo novos conhecimentos e, ao mesmo tempo, também nos apercebemos do quão pouco sabemos e o quanto ainda temos para trilhar deste caminho de aprendizado.

Na verdade a Maçonaria acabou por me dar a maior lição que talvez eu jamais tenha tido em toda a minha vida: a de que antes de perguntarmos o que ela poderá nos dar, deveríamos perguntar-nos o que é que nós podemos e devemos dar ao Planeta através dela. Digo isto porque hoje não tenho dúvidas de que o fato de ser Maçom é apenas uma graça que me foi concedida, um instrumento e um caminho que me foi aberto graciosamente, através do qual eu possa traduzir em gestos e atitudes concretas a minha contribuição para o engrandecimento do ser humano e da Gloriosa Criação do G A D U.

Muitas vezes incorremos no erro de duvidar da nossa capacidade de transformar o mundo, achando que de nada adiantaria o nosso esforço pessoal para provocar transformações que venham beneficiar a humanidade. A cada passo que damos rumo ao auto-crescimento já estamos colaborando para melhorar a consciência coletiva da humanidade, da qual fazemos parte, quer queiramos ou não. Hoje não tenho dúvidas de que a Maçonaria espera que todos nós possamos contribuir cada vez mais e mais para atingirmos uma consciência universal de civilização planetária iluminada. Esta contribuição só será possível a partir do momento que tomarmos plena consciência de que há muito trabalho a ser feito e não há mais tempo a perder.

No mundo profano, com raras exceções, notamos que as pessoas que ocupam cargos de destaque, ou até mesmo posições de chefia de pequena escala, fazem questão de ostentá-la com um orgulho desmedido, até mesmo próximo da presunção. O que nós necessitamos, com a maior brevidade possível, é entender que qualquer posição que venhamos a ocupar em qualquer área, subentende uma maior responsabilidade e maior capacidade de doação de nossa energia para bem desempenhar o nosso papel. Quanto mais alto o cargo que se venha a ocupar, maior será a nossa responsabilidade no que tange ao desempenho que teremos de ter. Não obstante, por inúmeras vezes, observamos que as pessoas entendem que um cargo ou uma posição elevada e de destaque é meramente um prêmio para que possamos lustrar o nosso orgulho.

Dentro da Maçonaria devemos praticar cada vez mais e mais o exercício da Humildade para estarmos sempre atentos e nunca incorrermos na soberba. O verdadeiro Maçom é aquele que tem a noção da responsabilidade dos Graus que possui ou dos Cargos nos quais está investido. Não podemos perder de vista jamais a exata noção de que, quanto mais alta a posição que se possa ter perante os irmãos, imensamente maior se torna a responsabilidade, seriedade, dedicação, amor e humildade que deveremos ter para bem desempenhar nossas tarefas.

Quando tudo isso começa a nos preencher e apontar a direção que devemos seguir, vez por outra somos assaltados por um questionamento interior que tenta nos cobrar o fato de sermos tão imperfeitos. Nesta hora parece que tudo desmorona e a apatia tenta instalar-se furtivamente em nossos corações. Sobretudo porque a nossa meta de desenvolvimento pessoal é a busca da Perfeição. Neste particular devemos estar sempre atentos para não tornarmos a nossa vida num inferno inútil, através de cobranças demasiadas e auto-flagelos pessoais. Ao reconhecermos que erramos devemos conceder sem demora o auto-perdão, assimilar o fato de que nossa existência é na verdade o nosso laboratório pessoal de auto-conhecimento, auto-aprimoramento e evolução.

É muito interessante quando resolvemos prestar mais atenção nos fatos e nas ocorrências de nosso dia-a-dia. Via de regra costumamos atribuir muitos acontecimentos ao simples acaso, a meras coincidências. Porém, em algum momento sempre um pouco mais a frente começamos a nos aperceber e até mesmo a entender fatos passados, enxergando com muito mais clareza que a vida não é feita de casualidades mas sim de causalidades.

Por tudo isso é que acho necessário que pratiquemos muito a humildade durante todos os trabalhos de nossa vida. Se cometermos o equívoco de viver lustrando o nosso Ego com auto-suficiência e zelo desmedido é certo que, quando da tomada de consciência da nossa pequenez diante da Gloriosa Criação, o tombo será demasiado grande, aumentando ainda mais as dificuldades que enfrentaremos para reerguermo-nos. Necessário se faz, portanto, que antes de mais nada assumamos esta nossa condição de imperfeição, não como um castigo ou como uma condenação eterna, mas antes como um grande, e porque não dizer também, grandioso caminho a percorrer rumo a esta tão almejada e distante perfeição. Porém é preciso que não nos deixemos abater por tantos obstáculos que certamente temos encontrado em nossas vidas e também pelos que ainda virão, pois o G A D U certamente espera que venhamos a atingir os estados de consciência que Ele traçou para nós para que possamos integrar cada vez mais e com maior poder de engajamento esta maravilhosa Criação Abençoada.

Não devemos contudo assumir uma postura de conformação com o nosso atual estado de desenvolvimento. Precisamos é aprender a lidar com nossas limitações de forma tal que possamos expandir cada vez mais e mais os seus limites. Para isso se faz necessário que, antes de mais nada, comecemos a amar e respeitar este nosso laboratório pessoal que é a nossa existência, não deixando que o abatimento, a desesperança e o desalento tenham espaço em nossas vidas. Imediatamente após a tomada de consciência que um fato, uma atitude ou uma simples idéia não irá colaborar para o nosso aprimoramento moral e formação de caráter é preciso que adotemos uma postura de compreensão e perdão, não só com pessoas ou agentes externos que tenham porventura sido os protagonistas da situação, mas também e sobretudo conosco pois, certamente, iremos notar que na grande maioria das vezes e porque não dizer sempre, estamos apenas recebendo de volta as freqüências de energia que emitimos para o Universo. Só o fato de reconhecermos esta simples verdade já nos torna mais capazes de trilhar este longo, difícil, intrincado mas, sobretudo, maravilhoso caminho rumo à Perfeição.

Ir.'. José Luiz Crepaldi
brasilmacom.com.br

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SALÃO DE FESTAS

Em São José de Mipibu, temos um ambiente:

familiar,

agradável, 

espaçoso,

bem localizado;

Espaço Cultural da Maçonaria

O lugar perfeito para momentos inesquecíveis.

Alugamos para aniversários, casamentos, formaturas, etc.

Tratar com: Celso 9127-3520 / 8712-5175

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

SEGREDO E DISCRIÇÃO


www.brasilmacom.com.br - SEGREDO E DISCREÇÃOA disciplina do silêncio é um dos ensinamentos fundamentais da Maçonaria. Quem fala muito pensa pouco, rápida e superficialmente, e a Maçonaria quer que seus adeptos se tornem mais pensadores do que faladores.

Não se atinge a Verdade com muitas palavras e discussões, mas sim com o estudo, a reflexão e a meditação silenciosa. Portanto apreender a calar é aprender a pensar e meditar.

Por esta razão a disciplina do silêncio tem uma importância tão grande na escola pitagórica, onde a nenhum discípulo era permitido falar, sob nenhum pretexto, antes de que houvessem transcorrido os três anos de sua aprendizagem, período que corresponde exatamente ao do aprendizado maçônico.

Saber calar não é menos importante que saber falar, e esta última arte não é perfeitamente aprendida antes de que tenhamos nos adestrado na primeira, retificando por meio do esquadro da reflexão todas nossas expressões verbais instintivas.

No silêncio as idéias amadurecem e clareiam, e a Verdade aparece como a Verdadeira Palavra que é comunicada no segredo da alma a cada ser. A Arte do Silêncio é pois, uma arte complexa, que não consiste unicamente em calar a palavra exterior, mas que requer para que seja realmente completa, que também ocorra o silêncio interior do pensamento: quando soubermos calar nossos pensamentos então é quando a Verdade poderá intimamente revelar-se e manifestar-se em nossa consciência.

Para poder realizar esta disciplina do silêncio, temos igualmente de compreender o significado e o alcance do segredo maçônico. O maçom deve calar-se ante as mentalidades superficiais ou profanas sobre tudo aquilo que somente os que forem iniciados em sua compreensão podem entender e apreciar. Por outro lado, os sinais e meios de reconhecimento, e tudo quanto se refere aos trabalhos maçônicos, devem conservar-se no mais absoluto segredo, posto que deste segredo depende a perfeita aplicação, utilidade e eficácia dos mesmos. São estes os meios exteriores ou materiais com os quais está formada e é soldada fazendo-se efetiva, a mística cadeia de solidariedade, que através da Maçonaria abraça toda a superfície da Terra.

Nenhuma razão justificaria que o maçom violasse o segredo ao qual se obrigou com solene juramento, sobre a forma de reconhecimento entre os maçons e o caráter de seus simbólicos trabalhos, nem sequer quando lhe parecer útil para sua própria defesa ou para a defesa da Ordem.

Como os iniciados sempre fizeram, os maçons devem suportar estoicamente e deixar sem resposta as acusações e calúnias das quais forem objeto, esperando com tranqüila segurança que a verdade triunfe e se revela por si mesma, pela própria força inerente a ela, como inevitavelmente sempre ocorre.

O iniciado deve, pois, renunciar sempre à sua própria defesa, quaisquer que possam ser as acusações e ofensas que lhe sejam dirigidas. Deve, além disso, estar disposto a sofrer, se necessário, uma condenação imerecida: Sócrates e Jesus, entre outros, são dois exemplos luminosos, cujo martírio foi transmutado em apoteose. A Verdade que silenciosamente atesta sua conduta, fará de per si, sem dúvida, sua defesa segura e infalível.

No que diz respeito ao ritual maçônico, é certo que boa parte das formalidades em uso na Sociedade não permaneceram inteiramente secretas. Mas, é igualmente certo que não podem ser de utilidade verdadeira senão para os maçons, da mesma maneira que os instrumentos de determinada arte só servem para os obreiros conhecedores e capacitados nessa arte. A grande maioria das obras que tratam de Maçonaria sempre caem, direta ou indiretamente, nas mãos de maçons, que, por outro lado, são os únicos capacitados para realmente entendê-las.

Assim pois, é dever do maçom cuidar de que seja observado o segredo também, naquelas partes do ritual maçônico que possam ter chegado a conhecimento público, abstendo-se de igualmente negar como de confirmar a autenticidade das pretensas revelações encontradas nas obras que tratam de nossa Instituição e que muitas vezes revelam extrema ignorância além de superficialidade.
Quanto ao verdadeiro "segredo maçônico", a sua natureza esotérica coloca-o para sempre ao abrigo dos espíritos superficiais, tanto fora como dentro de nossa Sociedade. Ainda que se possa falar deste segredo com toda clareza em obras similares à presente, quem as escreve bem sabe que sua compreensão e entendimento não podem ir mais além daquilo que lhe tenha sido destinado pela Hierarquia Oculta que governa a Ordem: os que lêem e entendem ou bem são maçons desejosos de conhecer o significado oculto do simbolismo de nossa; Arte, ou bem o são em espíritos superficiais estas obras não exerceram atração alguma. A discrição do maçom que entende os segredos da Arte também deve ser exercida, com os irmãos que não possuem ainda a suficiente maturidade espiritual que é condição necessária para que possam fazer uso proveitoso de suas palavras.

A verdade não serve e não pode ser recebida por aquele que não se encontre ainda em condições de entendê-la, ou prefira viver no erro: todo esforço que for feito para convencê-lo transmutar-se-á em vosso prejuízo pessoal. Deixai, pois, em paz a todos aqueles irmãos sinceros, e muitas vezes entusiastas, que entendam a Maçonaria à sua maneira, com espírito semi-profano, e que se esforçam em praticá-la com boa Vontade, na medida de seu entendimento.

O maçom que conhece a verdadeira palavra deve estar sempre disposto a dar a letra que lhe corresponde quantas vezes esta lhe for pedida. Mas deve esperar sempre que esta letra lhe tenha sido direta ou indiretamente pedida fazendo com que ela esteja em perfeita correspondência e harmonia com a letra encontrada que lhe é dirigida como pergunta. A cada um se responde quando se julga necessário, de acordo com as idéias que ele expressar: não se fazer compreender bem causa dano igualmente a quem fala e a quem escuta.

Fonte: Sociedade das Ciências Antigas

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A REFLEXÃO E A TRANSFORMAÇÃO


www.brasilmacom.com.br - A REFLEXÃO E A TRANSFORMAÇÃO
Lendo os documentos oficiais e reconhecidos como válidos da antiga Maçonaria inglesa e francesa, percebemos a simplicidade dos ritos de lojas independentes paulatinamente sendo sufocado pela pompa de obediências das mais diversas. As reuniões davam-se em tavernas, alugadas para a sessão; os símbolos eram desenhados no chão e nas paredes; as comemorações seguiam-se ao encerramento ritualístico; a iniciação resumia-se a um conjunto de fórmulas básicas.

Os painéis do grau eram, na verdade, pedaços de couro adornado pelos irmãos mais habilidosos, assim como a habilidade era o prumo para o ingresso na Ordem. Na verdade, a instituição nasceu pobre e não se dava com dignidades e com a nobiliarquia que, progressivamente, foi incorporada às associações operativas. Evidentemente, os "aceitos" introduziram uma gama de conhecimentos de origens mais diversas, confundindo o conhecimento essencialmente maçônico com tantas culturas transportadas para as Lojas, o que não pode ser considerado negativo. Todavia, surgiu daí as mais insólitas interpretações sobre paradigmas simbólicos que deveriam, por obrigação, ser muito simples.

Esse ocultismo inculcado no imaginário europeu ganhou ainda mais força com o estabelecimento das obediências. Deve-se rememorar que a Ordem, com seus séculos, nunca contou com Orientes centralizadores, cabalando irmãos nas localidades de forma primitiva. Contudo, tantos Supremos Conselhos, Consistórios, e outras pequenas e grandes burocracias contribuiram por distanciar as origens dos maçons operativos, enevoando as mentes com as insígnias mais do que a finalidade última da instituição.

O grau de mestre, os graus superiores ou filosóficos, os ritos antigos e aceitos, são inovações no final de contas. Mas o que mais chama atenção nesse mar de vaidades é o reconhecimento. Antigamente, falar-se em reconhecimento era desconsiderar completamente a irmandade maçônica. Hoje, o reconhecimento interno e externo fala mais alto do que o conhecimento havido pelo iniciado. Não importa saber o que o irmão sabe, pensa, sente e externa, mas sim se a potência é ou não licenciada conforme preceitua o órgão expedidor de certificação.

Toda aquela burocracia que sufocava instituições decadentes, das quais a Maçonaria sempre se destacou, agora insiste por afogar a própria Ordem. O objetivo dessa humilde prancha é chamar atenção de todos pela necessidade de despir-se de vaidades, de formalidades, de verdades estabelecidas em prol do resgate das práticas tão especiais que caracterizam a Arte Real. Humildade para reconhecer o saber alheio, para aprender conjuntamente, para não tolher o crescimento do irmão, para reconhecer como irmão quem foi iniciado, para acolher em Loja qualquer que se mostrar maçom, para abandonar os símbolos externos e internalizar o conhecimento nas atitudes do dia-a-dia. Não gostaria de admitir a Maçonaria como trincheira para nobres, aburguesados, ou qualquer reunião que exclua os talentos de cada irmão.

Nossa Ordem não pode se pautar pela aristocracia tão cara a Templos caiados de pompa. Não quero encontrar mestres, soberanos, ilustríssimos, sereníssimos, poderosos, sapientíssimos, quero conhecer irmãos simplesmente, porque acredito que quanto maior o mestre, menor deverá parecer. Mas irmãos de fé, de fato e de direito, este que é filho único na família profana. Quero sentir Maçonaria e não decorar fórmulas vazias.

São essas os anseios deste que assina e certamente da nossa humilde e unida Loja Renovação Cuiabana n. 08. Estamos irmanados para a edificação que permita a todos nossos queridos irmãos ter em Cuiabá-MT um refúgio, um porto seguro, braços estendidos, acolhida confortável com o carinho que os irmãos merecem. A todos que tiveram condescendência com esse irmão mais novo em ler a prancha até o final, renovo meus votos de luz e paz a todos, abraçando nossos queridos irmãos da Glusa e de todas as demais potências maçônicas que, ao final de contas, unir-se-ão no Oriente Eterno, caso a iniciação tiver começado nos corações de cada um. Encontrarei proximamente todos e cada um, na pessoa de nosso irmão mais velho Weber e, em seu nome, mandarei toda a vibração que move esse eterno neófito. 

T:.F:.A:.


Ir.·. Eduardo Mahon
 
A.·.R.·.L.·.S.·. Renovação Cuiabana 08.

BIOGRAFIA DE JACQUES DEMOLAY


www.brasilmacom.com.br - BIOGRAFIA DE JACQUES DEMOLAYHistoriadores modernos acreditam que Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância, porém, na idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários

A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários" para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido.

Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus líderes eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda.

Em 1305, Felipe, o Belo, então Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitalários, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja.

Em 14 de setembro de 1307, Felipe agiu. Ele emitiu regulamentos secretos para aprisionar todos os Templários.

DeMolay e centenas de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas e cruéis para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.

Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde.

Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.

"Embora o corpo de DeMolay tivesse sucumbido aquela noite, seu espírito e suas virtudes pairam sobre a Ordem DeMolay, cujo nome em sua homenagem viverá eternamente."

Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando os descendentes do Rei da França, Filipe "O belo":

"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL!!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE AO TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!" (Jacques de Molay)

Clemente V (Bertrand de Got) - Papa de 1305 a 1314; nascido em Villandraut (Gironde), na França, em 1264. Teve a sede de seu papado em Avignon, cidade ao sul de França, devido as pressões de Filipe, o Belo. A sede do papado manteve-se em Avignon por 70 anos (1307- 1377), episódio que ficou conhecido como Cativeiro de Avignon. Morto por ingerir esmeraldas reduzidas a pó (para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento), que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos (?), quando o papa retornava a sua cidade natal.

Guilherme de Nogaret (Guarda-Selos do reino) – Nogaret já havia cometido ações contra Bonifácio VIII: Bonifácio VIII (Benedetto Caetani) - Papa de 1294 a 1303; nascido em Anagni, entre 1220 e 1230. Dedicou-se ao estudo de Direito, sendo considerado, quando cardeal, eminente jurista e hábil diplomata. Convenceu o Papa eremita Celestino V a renunciar, sendo eleito em seu lugar. Entrou em choque com Filipe, o Belo; quando promulgou a bula Clericis Laicos, proibindo o clero de pagar impostos sem autorização papal. Depois de 1300, cresceram as dificuldades entre Bonifácio VIII e Filipe, o Belo; que falsificou bulas e pôs os franceses contra o Papa. Guilherme de Nogaret, aliado a dois cardeais da família Collona, recruta na Itália um exército, e assalta o Palácio Anagni. Lá o Papa em seus 86 anos, dentro de seus aposentos sacerdotais, intimado a renunciar o papado teria dito: ''Aqui está meu pescoço, aqui está minha cabeça: morrerei, mas morrerei papa!''. Foi esbofeteado por um dos cardeais Collona e excomungou Guilherme de Nogaret. Permaneceu prisioneiro por dois dias, até que a população o socorreu. Regressando à Roma, enlouqueceu devido ao golpe e morreu blasfemando depois de quatro meses (11 de outubro). Diz-se que morreu envenenado, fato que se atribui a Nogaret.

Envenenado por uma vela, feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson (dama de companhia de Mafalda d'Artois, mãe de Joana e Branca de Borgonha e tia de Margarida de Borgonha, esposas de Filipe, Carlos e Luís, respectivamente, filhos de Filipe, o Belo. Era também tia de Roberto d'Artois, um dos muitos amantes de Isabel, filha de Filipe, o Belo; cuja De Molay era padrinho de batismo). O veneno contido na vela era composto de dois pós de cores diferentes:

CINZA: Cinzas da língua de um dos irmãos d'Aunay (que foram queimados por terem corneado Carlos e Luís com suas respectivas esposas). Elas tinham um suposto efeito sobrenatural para atrair o demônio.

CRISTAL ESBRANQUIÇADO: "Serpente de Faraó". Provavelmente sulfocianeto de mercúrio. Gera por combustão: Ácido sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anídricos; podendo assim, provocar intoxicações tanto cianídrica, quanto mercurial.

Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome dos que morreram por suas mãos.

Filipe IV (o Belo) - (1268 - 1314) Rei da dinastia Capetíngea .Casado com Joana de Navarra. Foi excomungado por Bonifácio VIII, excomunhão que foi levantada por Clemente V. Saiu a caçar com seu camareiro, Hugo de Bouville; seu secretário particular, Maillard e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seu cães .Foram em busca de um raro cervo de doze galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que livra-se de ser servo. Deu-lhe sua trompa como presente por tê-lo ajudado a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe, percebeu uma cruz (dois galhos que se prenderam nos chifres do cervo) que brilhava ( o verniz do galho que reluzia ao sol). Começou a passar mal, não consegui chamar ninguém, pois estava desprovido de sua trompa. Sentiu um estalo na cabeça e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio, repetindo sempre - "A cruz, a cruz..."e sempre com muita sede. Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte, que fosse levado a sua cidade natal; no caso do rei, Fontainebleau. O rei ficou perdido no seu interior, parecendo um louco, durante uns doze dias. Era dito aos que perguntavam dele, que tinha caído do cavalo e atacado por um cervo. Filipe foi levado a fazer um novo testamento e foi instigado por seus irmãos: Carlos de Valois e Luís d'Evreux, a escrever o que eles queriam. Logo após terminado, sempre com sede, faleceu.

Diz-se que Irmão Reinaldo, Grande Inquisitor de França, que acompanhou o rei em seus últimos dias, não conseguiu fechar suas pálpebras, que se abriam novamente. Foi assim, em seu velório, necessária uma faixa que cobrisse seus olhos.

Segundo os documentos e relatórios de embaixadores de que se dispõe, Chega-se a conclusão de Filipe, o Belo, sucumbiu a uma apoplexia cerebral em uma zona não motora. A afasia do início pode ter sido devido a uma lesão na região da base do crânio ( região infundíbo-tuberiana). Teve sua recaída mortal por volta de 26 de novembro.

Frases Atribuídas a Filipe:
"Fizemos canonizar o Rei Luís por Bonifácio, mas seria ele realmente um santo?"
"Não, meu irmão, não estou contente; cometi um erro: Devia ter mandado arrancar-lhe a língua antes de queimá-lo"( A Carlos de Valois, referindo-se a Jacques de Molay)

 
CONCLUSÃO
Com a morte de Filipe, o Belo; seu filho Luís sucedeu-o. Luís de Navarra; chamado Luís X (1289- 1316), reinou de 1314 à 1316 quando morreu. Deixou um filho, que nasceu logo após de sua morte, chamado João I; que foi assassinado por Mafalda d'Artois.

Assim o reino passou para seu tio, Filipe de Poitiers. Filipe V, o Alto (1294- 1322), reinou de 1317 à 1322. Morreu sem filhos homens.

O reinado passa ao irmão mais novo, Carlos. Carlos IV, o Justo (1295 - 1328), reinou de 1323 à 1328. Ajudou sua irmã, Isabel a depor seu marido, Eduardo II, do seu reinado na Inglaterra. Morreu sem herdeiros. O reino assim caiu sobre a casa dos Valois. Acabando assim a dinastia dos Capeto (987 d.C. - Hugo Capeto até 1328 d.C. - Carlos IV). A maldição de Jacques de Molay cumpriu-se dentro do tempo estipulado, os três condenados morreram em menos de um ano. Decorreram-se nove meses desde a morte de Jacques até a morte de Filipe, o Belo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O POLIMENTO DA PEDRA BRUTA


www.brasilmacom.com.br - O POLIMENTO DA PEDRA BRUTAConsideramos o recém iniciado, uma pedra bruta a ser trabalhada nos graus de aprendiz, companheiro e mestre. Para alisar e polir uma pedra cúbica há necessidade de atrito. Sem atrito não se consegue polimento. Isso também é o caso de diversas organizações, sociedades e partidos políticos. Até no casamento vemos que dois seres humanos têm que se adaptar um ao outro durante uma longa vida matrimonial.

A educação dos filhos apresenta o mesmo problema, sem atrito, sem fricção não há educação, não há polimento. Precisamos de divergências, desentendimentos, discordâncias porque sem esses elementos não chegaremos a uma concordância, a um equilíbrio harmonioso.

Nas escolas temos a inter-relação entre mestres e alunos. Há educadores que têm maior facilidade para harmonizar o ambiente na sala de aulas, talvez devido à personalidade da pessoa que ensina , talvez a conhecimentos psicológicos adquiridos em cursos estudos e prática: é um dever aperfeiçoar-se assim como nós fazemos na Maçonaria.

Por cima do trabalho de desbastar a pedra bruta, vêm outras preocupações: o sustento da família, dificuldades financeiras, desemprego ocasional, ataques, inveja, doenças. Nessas situações, o importante é subjugar paixões e intolerâncias à fiel obediência dos sublimes princípios da Maçonaria. Tempos que nos lembrar de que não se trata de amolecer a pedra bruta, apoenas de polir a superfícia, a pdera continuará dura e sólida.

Reconhecemos a dificuldade disso e rogamos ao G.·.A.·.D.·.U.·. para nos auxiliar nos transes difíceis da vida. Se não conseguimos dominar a situação, temerosas conseqüências negativas: confusão e destruiçãso, como vemos hoje em dia onde ofanatismo político e religioso e a intolerância chegam a vencer o juízo, o bom senso e a razão.

Como maçons temos o dever de evitar isso, sem desanimar, continuar tentando, até que um dia possamos alcançar nosso objetivo: obter uma pedra cúbica perfeita que podemos assentar de modo justo na estrutura do templo.

OBS: Trabalho apresentado pelo querido Irmão John Borten - que há muito partiu para o Oriente Eterno - quando ainda era obreiro da Loja Guido Marliére, sempre lembnrado pela profunda mensagem transmitida.

Ir.·. John Borten
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