sábado, 4 de agosto de 2012

UM POUCO DA HISTÓRIA DO R.'.E.'.A.'.A.'.


A origem do ritual, como da própria Maçonaria, não foi ainda descoberta. Para além do facto de sabermos da existência de uma Palavra maçónica, não temos qualquer indicação no sentido de existir um ritual nas lojas operativas escocesas. A prova mais antiga provem de duas fontes distintas: um conjunto de mais de cem versões de um documento agora conhecido como Old Charges e o livro História Natural de Staffordshire do Dr. Robert Plot. Apesar das versões de Old Charges difirirem no detalhe, obedecem, porém, a um padrão; é, seguramente, uma história lendária do Ofício maçónico, seguida de um conjunto de regras ou normas (as Charges) pelas quais eles se deveriam reger quer no Ofício, quer na sua vida pessoal. Era assumido, sobre a Bíblia, o dever de preservar os mistérios do Ofício; a Palavra e os sinais eram transmitidos; as regras eram lidas, indicando ao novo maçom quais os seus deveres perante Deus, o seu Mestre e os seus Companheiros e era lida a história lendária. O Dr. Plot acrescenta a isto dois detalhes que são a utilização de aventais e a entrega ao novo maçom de dois pares de luvas brancas: um para si próprio e outro para a sua esposa.

É só em 1690 que obtemos uma prova concreta do conteúdo ritualístico através do manuscrito da Casa de Registo de Edimburgo: um conjunto de perguntas e respostas descrevendo uma cerimónia simples e os sinais. De 1690 a 1729 sobreviveram até nós uma série de manuscritos impressos com perguntas e respostas, uns mais, outros menos completos. Estes demonstram um sistema simples de dois Graus (Aprendiz e Companheiro), a tomada de um juramento sobre a Bíblia, a transmissão de palavras e sinais e também um simbolismo muito simples, baseado nas ferramentas de Pedreiro.
A referência mais antiga a um terceiro Grau, até agora, vem de 1725, embora só em 1730 tenhamos conhecimento do seu conteúdo; é nesse ano publicada por Samuel Prichard a obra A Maçonaria Dissecada. Nesta, é mostrado um sistema de três Graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre), cada um com o seu sinal e palavra, mas existindo uma obrigação apenas no primeiro Grau. De 1770 em diante, assiste-se a um alargamento do número de perguntas e respostas, nas quais é explicada a cerimónia e o propósito de cada Grau; isto incluía ferramentas simbólicas adicionais que ilustravam a virtuosidade esperada dos Maçons (ou Pedreiros Livres - Loumac) e explicações simbólicas do mobiliário da Loja, assim como dos ornamentos usados pelos membros. Com a fusão das duas grandes lojas britânicas, em 1813, resultou a Grande Loja Inglesa; esta criou a Loja da Reconciliação, com o objectivo de elaborar um ritual uniforme a ser utilizado por todas as lojas. Este processo levou dois anos de deliberações até que em 1816 a Grande Loja reconheceu as recomendações da Loja da Reconciliação, ordenando a sua adopção por todas as lojas. Face à recusa da Grande Loja em consentir a impressão do novo ritual, este foi sendo passado oralmente, pelo que o objectivo de uniformização nunca foi verdadeiramente atingido, como é de conhecimento geral.

O Rito Escocês é um dos dois ramos da Maçonaria nos quais um maçom pode progredir após chegar Mestre ( o outro será o Rito de York), desde o 4º até ao 33º Grau. Os ensinamentos morais e filosofia do Rito Escocês são baseados nos princípios encontrados na Loja Azul ou na Maçonaria simbólica. A utilização da palavra «Escocês» levou (e leva) muitos maçons pelo mundo fora a pensar que este rito teve origem na Escócia, o que não é verdade. Os historiadores procuram ainda a resposta para este facto. Na verdade, é em França que encontramos as primeiras referências a este termo, através da palavra «Ecossais». Quando, no final do séc. XVII, as ilhas britânicas foram atingidas por um surto de tifo, muitos escoceses fugiram para França, onde cultivaram os seus interesses maçónicos; pensa-se estar aí a origem do termo Escocês. Os primeiros registos deste termo remontam a meados do séc. XVIII, indiciando o inicio do Rito em Bordéus; daí terá sido levado para colónias francesas na Índias Ocidentais e posteriormente para os Estados Unidos.

Fonte: www.maconaria.net

O SIMBOLISMO DA LOJA

Texto extraído da página www.maconaria.net originária de Portugal, portanto, informamos aos leitores que a linguagem utilizada está conforme a praticada naquele país.


NOTA INTRODUTÓRIA:
Os textos que seguem são uma compilação de excertos de vários autores, devidamente assinalados. Os originais de todos eles são em lingua inglesa, tendo eu tentado efectuar uma tradução tão fiel ao original, quanto possível, embora, evidentemente, em certas passagens fosse imperativa a adaptação ao nosso português. Sem dúvida, no global, possuem grande riqueza, tornando-se quase uma leitura obrigatória. -Luis Figueiredo

O SIMBOLISMO DA LOJA
"Ainda que esta regra não seja já rigorosamente aplicada, a Maçonaria requere que os candidatos a maçom possuam mente sã e sejam fisicamente aptos; é suposto que qualquer deficiência seja suficiente para impossibilitar a admissão." Esta regra é similar a um dos requisitos essenciais para admissão àYahad, ou "Grupo da União", como descrito em várias das Escrituras do Mar Morto.
Cristopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus

À medida que o candidato passa pelos rituais aprende que na construção do Templo do Rei Salomão, em Jerusalém, os pedreiros especializados eram divididos em dois grupos: Aprendizes e Companheiros; que estes eram presididos por três Grão-Mestres ( o Rei Salomão, Hiram, rei de Tyre, e Hiram Abiff ) que partilhavam segredos apenas por ele conhecidos; que estes segredos se perderam com o assssinato de Hiram Abiff - em resultado da sua recusa em os divulgar - e que determinados segredos foram adoptados em sua substituição 'até que o tempo ou circunstância restituísse os originais' (daqui vem a referência à Palavra Perdida - Loumac ). A importância deste conhecimento justifica-se pelo facto de comprovar a existência da Maçonaria no tempo de Salomão, mantendo-se um sistema inalterado desde então. O ritual, contudo, como o candidato em breve comprovará, não representa a verdade literal ou histórica, mas é, na verdade, uma alegoria dramatizada, pela qual são transmitidos os princípios e costumes do Ofício.
John Hamill, The Craft, A History of English Freemasonry

Ainda que existam verdadeiros pedreiros que são maçons, a Maçonaria não ensina a arte de trabalhar a pedra. No seu lugar, utiliza o método 'operativo' dos maçons medievais como alegoria de desenvolvimento moral. Ainda assim, alguns dos simbolos maçónicos mais não são que as comuns ferramentas dos maçons medievais: o esquadro, o compasso, o malhete, etc., tendo cada um deste um significado simbólico na Maçonaria. A título de exemplo, é dito que os maçons se devem encontrar no nível, significando que todos os maçons são Irmãos, independentemente da sua posição social, riqueza ou ofício, tanto na Loja, como no mundo em geral. Para outras ferramentas existe também um significado semelhante.
Andrew Fabbro, Freemasonry FAQ - version 1.2

O objectivo da Maçonaria é preparar o ser humano de forma a que este reconstrua, através da mudança e mortalidade que possui agora, um corpo fisicamente perfeito e também imortal. O plano é a construção deste corpo imortal, chamado pelos maçons modernos de Templo do Rei Salomão, a partir de material do corpo físico, chamado de ruínas do Templo do Rei Salomão.
Harold W. Percival, Masonry and Its Symbols in the Light of "Thinking and Destiny"
"E, UMA VEZ QUE O PECADO DESTRUIU EM NÓS O PRIMEIRO TEMPLO DE PUREZA E INOCÊNCIA, POSSA A GRAÇA DIVINA GUIAR-NOS E ASSISTIR-NOS NA CONSTRUÇÃO DE UM SEGUNDO TEMPLO DE REFORMA, EM QUE A SUA GLÓRIA SEJA MAIOR QUE A DO SEU ANTECESSOR"
Oração maçónica

Uma Loja possui uma sala com a forma de um quadrado oblongo, que é metade de um quadrado perfeito, e encontra-se na metade inferior de um círculo. Cada Loja reune nessas mesmas salas,mobiladas de forma semelhante,mas a Loja que trabalha o Grau de Aprendiz é chamada de Pátio exterior, a que trabalha o Grau de Companheiro é o Lugar Santo e a que trabalha o Grau de Mestre é o Sanctum Sanctorum (Santo dos Santos), todas no Templo do Rei Salomão.
Harold W. Percival, Masonry and Its Symbols in the Light of "Thinking and Destiny"



PORQUÊ USAR RITUAIS?
Em essência, existem duas razões. Em primeiro lugar, ao serem utilizadas cerimónias formalizadas, todos entram na Maçonaria numa mesma base de igualdade e partilham uma mesma experiência (que será diferente da vivência, essa sim, individual e única - Loumac), seja qual fôr a sua posição fora do Ofício. Em segundo lugar, porque continuando a utilização de cerimónias onde é incluída uma carga dramática, alegórica e simbólica, os princípios da Maçonaria podem mais facilmente deixar uma marca indelével no espírito do candidato.

VIVAS!

Hoje, 04 de Agosto, a cunhada Ana Lúcia comemora mais um ano de vida ao lado do amado esposo, o Ir.'. Jorge Januário, nobre vereador da cidade de Nísia Floresta.

LOUIS GORDON LOWER


Louis Gordon Lower nasceu em 2 de fevereiro de 1902. Aos dezessete anos de idade, Lower foi apresentado a Frank Shermann Land. Naquele momento, Louis estava procurando um trabalho para ajudar nas finanças da família, mas o comportamento dele despertou o interesse em Land. Logo depois Land sugeriu a Louis que ele poderia lhe ajudar a organizar um clube para jovens, uma organização para encorajar e dar direção aos jovens como ele.
Dentro de algumas semanas, a primeira reunião não oficial da Ordem DeMolay aconteceu no Templo do Rito Escocês na Cidade de Kansas. Louis foi o primeiro DeMolay a ter sua patente, emitida pelo Capítulo de Mãe, em 5 de outubro de 1919 datado e assinado por Frank S. Land. Louis também foi o primeiro membro da Legião de Honra e o primeiro Chevalier.
Por 1943, Louis era funcionário da cidade bem conceituado, era o Diretor do Auditório Municipal. Em 18 de julho de 1943, Louis Lower foi assassinado do lado de fora da Estação de Bonde. Ele tinha parado para questionar um guarda de segurança bêbedo que estava dirigindo o tráfego em uma interseção abarrotada de uma rua. Quando Louis fora inspecionar o distintivo do guarda, este deliberadamente atingiu Louis com um tiro no tórax. Ele tinha quarenta e um anos de idade. Foi socorrido pela sua esposa, a Sra. Dazie B. Lower, Fredonia Lower , Sra. J.E. Wasson, e o seu irmão Elmer W . Lower.
Louis Lower era um homem de ideais. Ele os manteve até o momento de sua morte. Alguns eram sonhos de juventude, de quando ele era um DeMolay ativo, o qual, na prática, nunca deixou de ser.
A morte dele era uma perda profunda a Ordem DeMolay, especialmente a Frank S. Land que o tinha como um filho.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O MAÇOM E O ALFAIATE


Um dia um homem recebeu a notícia de que seria iniciado Maçom.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve:
- Serei um grande homem agora – disse a um amigo
- Preciso de roupas novas, imediatamente, roupas que façam juz à minha nova posição na vida.

Conheço o alfaiate perfeito para você – replicou o amigo
- É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito.
Vou lhe dar o endereço.

E o novo Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas.
Depois de guardar a fita métrica, o homem disse:
Há mais uma informação que preciso ter.
Há quanto tempo o senhor é Maçom?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu balandrau? Perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação senhor.
É que um Maçom recém iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás.

Ano mais tarde, quando está ocupado com o seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam sensato, e olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precise ser feito a seguir, aí então eu costuro o balandrau de modo que a parte da frente e a de trás tenha o mesmo comprimento.
E mais tarde, depois que o senhor está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o balandrau de modo que as costas fiquem mais longas que a frente.
Portanto, tenho que saber a quanto tempo o senhor foi iniciado para que a roupa lhe assente apropriadamente.
O novo Maçom saiu da alfaiataria pensando menos no balandrau e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.

Fonte: www.obreirosdeiraja.com.br

A SEGUNDA MILHA


Diz-se que no costume Oriental, quando enviavam um emissário de um lugar para outro, se requeria que um representante local viesse recebê-lo a certa distância (primeira milha) 

A segunda milha é a superação de alvos. Não basta alcançar determinado objetivo, é preciso ir além daquilo que é obrigação.


“Se alguém de obrigar a andar uma milha, vai com ele duas”.
 A milha romana media 1.000 passos, cerca de 1.478 metros. A proposição aqui está baseada num costume de nações orientais, que quando enviavam um emissário de um lugar para outro, se requeria que um representante local viesse recebê-lo a certa distância. Aparentemente, um gesto de cortesia, próprio de um anfitrião. O fato é que não dignificava mera companhia. A cortesia incluía o carregamento das bagagens, o que podia tornar a tarefa extremamente árdua.
  A primeira milha era o costume e a obrigação. Era algo de antemão estabelecido e inescapável. Mesmo contrariado, aquele que fosse escalado para a missão não poderia fugir de cumpri-la. O verbo obrigar, usado no texto, não deixa dúvidas quanto a compulsoriedade da tarefa.
 Tendo isto em mente, perguntamos: a segunda milha proposta, seria alternativa? Devemos cumprir nossas obrigações, ou seja, a primeira milha, mas a segunda milha, ficaria ao alvitre de cada um? Ou a segunda milha, também, é um dever?
 Evidentemente, não estamos presos entre 1.478 metros ou 2.956 metros. A questão que se impõe, não é de metros ou milhas, mais ou menos. O que está posto é a expectativa de alguém a nosso respeito. Assim, ficamos entre dois modelos: ou somos aqueles que cumprem as suas obrigações, como qualquer dos mortais pode e deve fazê-lo, ou somos aqueles que cumprem o que foi ordenado, o que geralmente vai além do comum.
 A segunda milha é a superação de alvos. Não basta alcançar determinado objetivo, é preciso ir além. O contexto do proposto é altamente revelador deste conceito. O alvo de uma pessoa comum é retribuir o que recebeu, na mesma medida (olho por olho, dente por dente). Aqui devemos ir além, devemos estar prontos a deixar a túnica e a capa, também.
 A segunda milha causa surpresa. Ela surge como algo inesperado. E este é o seu (nosso) algo mais. A relação de causa e efeito fica superada. O que se imagina de alguém que seja agredido é o revide imediato. Não para o verdadeiro Maçom, que absorve a agressão, a ponto de oferecer a outra face. Não devemos entender como um estímulo à passividade, muito menos, à violência. Ao contrário, a violência contida no revide, vai gerar mais violência ainda. O mal deve ser vencido com o bem.

 A segunda milha aponta para as reais necessidades. A milha do dever comum pode trazer o desencargo de consciência, o chamado sentimento do dever cumprido. O que não significa que o que precisa ser feito foi realmente cumprido. Assim é a tensão existente entre o meramente legal e o legitimamente ético. Determinado procedimento pode estar devidamente enquadrado na lei, mas ser profundamente impróprio moralmente falando. No entanto, o que for corretamente ético, certamente estará respaldado em alguma lei, mesmo que seja a lei Maior.
 A segunda milha é reveladora do verdadeiro amor. Justamente, porque exige sacrifício. Amor de palavras, amor que se interessa apenas pelo que pode receber, não se configura como verdadeiro e pleno amor. Amor exige doação e sacrifício, como foi feito na cruz em nosso favor. Há um preço a ser pago, o de estarmos pronto a caminhar a segunda milha. Que estejamos pronto a realizar esta doação e não somente conjugar com palavras o verbo “amor”, mas colocá-lo em ação no nosso dia a dia.

Fonte: www.comunidademaconica.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FEIJOADA MAÇÔNICA


FEIJOADA DANÇANTE

A Loja Maçônica São José Nº 14 convida a todos os amigos da sociedade mipibuense para a Tradicional "Feijoada Dançante" que será realizada no dia 02 de Setembro no Espaço Cultural de nossa Loja (MAÇONARIA) a partir das 11:00 horas da manhã.
Os ingressos já estão à venda pelo preço de R$5,00 com os Irmãos da Loja. 
Será um grande prazer tê-los conosco!

O PODER DA PALAVRA

O Ser Humano é o único ser vivo no planeta Terra que utiliza a palavra como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). A palavra é um símbolo que expressa uma idéia, e está intrinsicamente relacionada com nossa mente. A mente, por sua vez, está relacionada diretamente com nossos sentimentos, com nosso corpo, com nossas atitudes e com nossas ações. A palavra escrita ou falada por nós tem grande influência na maneira como vivemos, pois é através dela que a maioria das pessoas se comunica com o mundo externo e até interno. Percebemos o poder que a palavra tem em nossa sociedade através de frases do tipo: "Dou-lhe a minha palavra !", "Quero a sua palavra.", "Dito e feito !" etc.

A palavra também está diretamente relacionada à capacidade de realização pessoal de cada um. Aquilo que acreditamos em nossas vidas são formuladas por frases que adotamos como verdade. Tais frases, também conhecidas por crenças, moldam a realidade à nossa volta.

Uma das maneiras de aumentar o poder de realização pessoal é alinhar a sua palavra com suas atitudes e ações. Algumas pessoas, ainda não conscientes dos inúmeros pensamentos que lhe afligem a mente, expressam verbalmente tudo que lhes vem à cabeça. Prometem, afirmam, pregam, sem perceber que suas atitudes e ações não condizem com aquilo que falam ou com o que foi dito. Tais pessoas dificilmente sentem-se realizadas ou capaz de realizar algo. Pode-se considerar que o poder da palavra destas pessoas está fraco. Algumas podem até conseguir uma aparente realização externa, mas o sentimento interno predominante não as satisfaz. Tal enfraquecimento de sua palavra vem da falta do estado de presença e, da consequente incongruência e desalinhamento entre a mente, o corpo, os sentimentos e as ações.

Uma forma de (re)fortalecer o poder de sua palavra é começar primeiro a perceber o que você diz à si mesmo e às pessoas à sua volta. Com o desenvolvimento desta atenção e percepção mental, você começará a notar que muitas frases que diz são crenças assimiladas de seus pais, professores, da sociedade ou de suas próprias experiências que o(a) marcaram no passado. Ao tomar consciência destes padrões você aumenta suas possibilidades e tem a escolha de seguir por um outro caminho. Neste ponto, é importante agir a partir daquilo que foi dito ou escolhido por você. Às vezes, a mente, ainda muito influenciada pelos antigos padrões, poderá encontrar maneiras para você não agir conforme ela mesma havia dito. Talvez venham pensamentos lhe dizendo que não há tanta importância em fazer aquilo que se prometeu, ou ela pode até mesmo gerar sensações de cansaço ou preguiça. Fique atento e esteja presente para possíveis sinais de auto-sabotagem como estes.

Uma outra dica para alinhar aquilo que você fala com o que você faz é começar com pequenas coisas. Por exemplo, ao marcar compromissos, por mais triviais que possam parecer, cumpra-os. Se você for solicitado a ir ou fazer algo que não tem tanta certeza que quer ou pode cumprir, peça um tempo para refletir e responder com mais calma.

Com a prática, o hábito de estar presente e atento à sua mente, seu corpo, seus sentimentos e suas atitudes, será tão natural que tudo aquilo que expressar verbalmente ou não, terá um grande poder de realização interior e em todo o campo à sua volta.

Autor: Saulo Nagamori Fong

Fonte: www.comunidademaconica.com.br


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

DESAGULIERS


É incrível como a maioria maciça dos maçons brasileiros simplesmente não sabe quem foi Desaguliers. Esta é apenas mais uma prova de como a literatura maçônica brasileira é limitada, fraca e, em muitos casos, pouco confiável.
Quem foi Desaguliers? Ninguém muito importante… apenas é considerado como o pai da Maçonaria Especulativa Moderna!
Nascido em 12/03/1683, em Rochelle, França, Desaguliers era protestante e sua família teve que se exilar na Inglaterra quando ele ainda era criança. Foi educado em Oxford, onde se formou filósofo experimental e alcançou o grau de Doutor pela Universidade de Oxford. Desaguliers era amigo de Isaac Newton e suas palestras como filósofo promoveram seu ingresso na famosa Real Society.
Em 1719 Desaguliers se tornou o terceiro Grão-Mestre da então Grande Loja da Inglaterra e logo vários antigos maçons “adormecidos” retornaram às Lojas e muitos nobres foram iniciados. A primeira Constituição de Anderson teve não somente a supervisão bem como grande influência dele. Com o intuito de fortalecer a instituição, Desaguliers iniciou a mudança para que o Grão-Mestre passasse a ser um nobre, tendo ele sido o último “plebeu” a ocupar tal cargo. Os três sucessores seguintes o tiveram como Adjunto, garantindo a continuidade de seu bom trabalho de consolidação da Maçonaria Inglesa.
Desaguliers criou o que hoje praticamente toda a Grande Loja do mundo tem: o Fundo de Assistência Maçônica. E alguns anos depois, foi pelas mãos dele que o Príncipe de Gales foi iniciado na Maçonaria. Desaguliers assumiu uma pequena instituição formada por quatro Lojas de “taverna” e a transformou na instituição que viria a influenciar na independência e na consolidação da democracia de vários países no mundo inteiro, hoje presente e ativa em todo o mundo livre.
Enfim, ter sido alvo da atenção de Dr. Oliver e Albert Mackey em algumas de suas obras e ser considerado por esses como o pai da Maçonaria Especulativa Moderna não é um exagero.

Fonte: www.noesquadro.com.br

COMPANHEIRO MAÇOM: O GRAU INJUSTIÇADO


Os seres vivos têm comumente seus ciclos de vida divididos em três etapas: nascimento, vida e morte. Quando divididos em fases, não é muito diferente: fase infantil, fase adulta, e fase senil.
É claro que cada etapa, cada fase tem sua importância, exercendo papel fundamental num ciclo de vida. Mas se você tivesse que escolher uma etapa da vida, uma fase preferida, qual seria? Creio que quase a totalidade das pessoas optariam pela vida, pela fase adulta.
A Maçonaria Simbólica nada mais é do que um ciclo de vida iniciático, também dividido em três etapas. Enquanto o Grau de Aprendiz simboliza o nascimento, quando o candidato que se encontra nas trevas recebe, enfim, a luz da Maçonaria, o Grau de Mestre simboliza a morte, e todos os ensinamentos que ela envolve. Então, o que seria o Grau de Companheiro, esse grau tantas vezes discriminado? O Grau de Companheiro simboliza a vida, a fase madura, entre o nascimento e a morte!
Mas a cultura que se sobressai no meio maçônico destaca apenas dois momentos importantes na vida de um maçom: quando de sua iniciação, que marca o início de sua senda maçônica, e quando galga o grau de Mestre, alcançando assim sua plenitude de direitos maçônicos. O grau de Companheiro, além de marginalizado, é visto por muitos como um peso, um obstáculo, a fase ruim do desenvolvimento na Maçonaria Simbólica. A situação é agravada ainda mais pelos maçons “esquisotéricos”, que pregam o grau de Companheiro como um grau de indecisões e perigos, abusando da interpretação do número “2” para afirmar que o Grau 02 é arriscado, devendo os membros permanecerem o mínimo de tempo possível como Companheiros. Balela!
É no grau de Companheiro que o maçom realmente aprende a ciência maçônica, passando a trabalhar com novas ferramentas de trabalho. É nesse grau que o maçom desenvolve os cinco sentidos humanos em sua plenitude para, então, aprender a dominar as sete artes e ciências liberais: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Astronomia e Música. É no grau de Companheiro que o maçom atravessa a escada de 15 degraus e tem acesso à Câmara do Meio.
Talvez, o que falta explicitar a muitos maçons seja algo muito simples, já presente na sabedoria popular: “o importante na vida não é o ponto de partida, nem a chegada, e sim a caminhada”. Em outras palavras, o importante na vida maçônica não é quando se ingressa na Maçonaria ou quando se alcança o grau de Mestre ou o grau 33o. Não são momentos específicos, marcos. O importante é aprender ao máximo em cada grau que se passa e viver a vida pelos preceitos maçônicos. Se não for para ser assim, não há o menor sentido em tudo que fazemos.

Fonte: www.noesquadro.com